quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasil descobre universidade 'das Arábias'

A Arábia Saudita, principal produtor de petróleo do mundo, tem sido o destino de brasileiros interessados no ensino e nas vantagens oferecidas pela Kaust (Universidade Rei Abdullah de Ciência e Tecnologia).

Fundada em 2009 pelo rei Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, a universidade tem a meta ambiciosa de, até 2020, ser caracterizada por pesquisas comparáveis às das dez maiores universidades de tecnologia do mundo.

Segundo a instituição, 15 brasileiros já frequentaram os cursos de mestrado e doutorado. Rafael Coelho Lavrado, 25, foi da primeira turma do mestrado em engenharia elétrica, em 2009.

Um ano antes de partir, ele foi beneficiado com uma bolsa de US$ 1.200 por mês para cobrir custos com livros, notebook e viagens para aprimoramento da língua inglesa e conhecimento de outros países e culturas.

Ao chegar, "ganhou" um apartamento de três andares, assistência médica gratuita e viagens periódicas ao Brasil, além de uma nova ajuda de US$ 1.700 mensais.

"Vale a pena estudar no país, mesmo diante da diferença cultural em relação ao Brasil", disse ele.

O engenheiro de petróleo Guilherme Ribeiro, 26, também entrou em 2009 na universidade, para um mestrado em ciências da terra. Morando atualmente na Arábia Saudita, ele trabalha na maior petrolífera do mundo, a estatal Saudi Aramco.

Prédios de laboratórios da universidade saudita Kaust,
com mesquita à esquerda
"Terminei o mestrado e fui contratado, o que é um fato atípico, já que a empresa costuma empregar apenas profissionais com pelo menos dez anos de experiência", diz.

Única docente do Brasil na Kaust, a engenheira química Suzana Pereira Nunes afirma que o objetivo da instituição é gerar conhecimento novo para tentar resolver os problemas internos do país e também do mundo.

Entre eles estão a dependência do petróleo e a falta de água. Suzana, por exemplo, pesquisa formas eficientes de retirar o sal da água.

Entre os parceiros da Kaust estão universidades na lista das melhores do mundo, como a Universidade da Califórnia em Berkeley e a Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Com isso, os estudantes podem fazer intercâmbio nessas instituições.

US$ 20 BILHÕES - Para construir e equipar a universidade em Jeddah (às margens do Mar Vermelho), foram investidos ao menos US$ 20 bilhões, segundo os ex-alunos. As instalações do campus impressionam pela grandiosidade.

Anualmente, a universidade faz seleções em todo o mundo. Para cursos de mestrado, as inscrições ocorrem todos os anos em setembro.

De acordo com a universidade, as bolsas atualmente oferecidas aos estudantes variam de US$ 20 mil a R$ 30 mil por ano, dependendo do currículo de cada candidato. A bolsa inicial foi exclusiva para a primeira turma.

RAIO-X:
Kaust (Universidade Rei Abdullah de Ciência e Tecnologia)

FUNDAÇÃO
5 de setembro de 2009

LEMA
"Pela inspiração, descoberta"

ALUNOS
Cerca de 800 na pós-graduação (não há cursos de graduação). A língua oficial das aulas é o inglês

REITOR
Shih Choon Fong (nascido em Cingapura e ex-reitor da Universidade Nacional de Cingapura)

ÁREAS DE INTERESSE
Ciências da vida, engenharia, ciências computacionais e ciências físicas
FONTE: FOLHA.COM

ALERTA: Apesar de incertezas, dados sobre aquecimento estão cada vez mais fortes

Paulo Artaxo, físico da USP e membro do IPCC, o painel do clima da ONU, mostra o rascunho de um dos capítulos do próximo relatório do grupo, a ser lançado no ano que vem. O gráfico, uma estimativa da influência das nuvens e dos aerossóis (partículas em suspensão no ar) sobre o clima da Terra, pode parecer decepcionante para quem quer respostas prontas da ciência. Do último relatório do IPCC (de 2007) para cá, a incerteza sobre esse fator aumentou, em vez de cair. 

Paradoxalmente, diz ele, isso se deu porque a ciência do clima melhorou, incorporando cada vez mais a complexidade da natureza em seus modelos computacionais, usados para prever como será a Terra do futuro.

O resultado desses avanços não deve fazer os céticos sobre o aquecimento global cantarem vitória. Incertezas à parte, é muito difícil abalar a alta probabilidade de que, ao longo deste século, o planeta vai esquentar mais alguns graus Celsius (algo entre 2º C e 5º C).

"Eu não acredito que isso seja um cenário de fim de mundo, mas as consequências sociais e econômicas vão ser sérias", sentencia Artaxo.

Ele e outros pesquisadores de destaque da área, ouvidos pela Folha, são unânimes em dar de ombros diante do recente mea culpa do britânico James Lovelock.

GAIA E CIÊNCIA - Criador da célebre hipótese Gaia (que enxerga a Terra como um gigantesco ser vivo), ele causou barulho ao dizer, anos atrás, que o aquecimento global mataria bilhões de pessoas até 2100, confinando os poucos sobreviventes no Ártico.

No mês passado, ele se retratou, dizendo estranhar porque o planeta ainda não esquentou mais.

"Eu não sei se ele esperava um aquecimento maior, mas posso dizer que o aquecimento que de fato ocorreu [cerca de 1ºC] está perfeitamente de acordo com as previsões do IPCC", diz Artaxo.

"E note que em nenhum momento ele nega que o aquecimento esteja ocorrendo ou seja causado pela ação humana", completa Tercio Abrizzi, meteorologista do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

A temperatura global, neste começo de século 21, parece mais ou menos estacionada no nível mais quente alcançado no fim do século 20.

"É preciso lembrar, primeiro, que esses degraus são previstos nos modelos climáticos", diz Abrizzi. "E há excelentes trabalhos recentes mostrando que as camadas superficiais do oceano estão ficando mais quentes." É como se eles, temporariamente, funcionassem como um "amortecedor" do clima.

Outro possível amortecedor são os aerossóis, como as partículas de enxofre liberadas pela poluição industrial. Amargo paradoxo: tornar o ar das cidades mais respirável pode engatar a quinta marcha do aquecimento.

"Há inúmeros tipos de aerossóis e nuvens, que podem se comportar de um jeito no nível do mar, de outro a 1.000 m de altitude e de outro na estratosfera", diz Artaxo.

É por causa dessa complexidade que a incerteza dos modelos cresce. Mas, como a proverbial faca, ela corta dos dois lados: pode muito bem revelar um risco ainda maior da mudança climática. FONTE: FOLHA.COM

Alfândega americana barra novos smartphones da HTC

HTC One X
A comercialização de dois novos modelos de smartphones da taiwanesa HTC nos EUA sofrerá atraso devido a uma disputa de patentes com a Apple, um novo revés para a empresa que está tentando reverter o declínio das vendas no país que já foi seu maior mercado.

A notícia causou queda de 5% em suas ações.

A Apple conquistou uma pequena vitória em dezembro, em processo de patentes contra a HTC sobre tecnologia de celulares inteligentes, uma das muitas disputas em curso nesse ferozmente competitivo mercado.

A HTC anunciou em comunicado na quarta-feira (16) que "a disponibilidade do HTC One X e do HTC EVO 4G LTE nos EUA foi postergada devido a uma revisão regular dos carregamentos pela alfândega, exigida por uma ordem de exclusão da ITC (Comissão de Comércio Internacional da OMC --Organização Mundial do Comércio)."

Por conta dessa ordem, os celulares da HTC com tecnologia sob disputa estão proibidos de entrar nos EUA desde 19 de abril. A HTC informa que seus novos modelos não utilizam mais a tecnologia em litígio, mas os produtos, ainda assim, passarão por inspeção.

Lotes do modelo One X chegaram aos EUA antes da data do embargo, o que permitiu que o modelo fosse lançado na data prevista. Outros carregamentos, contudo, foram retidos, disse um representante da HTC em Taipé.

A operadora americana AT&T, que está vendendo o modelo One X em suas lojas desde 6 de maio, informa em seu site que o estoque do celular está esgotado.

O lançamento do EVO 4G LTE pela Sprint, que deveria acontecer na sexta-feira, será adiado. A Sprint aceita pré-encomendas para o modelo em seu site.

No comunicado, a HTC afirma que acredita ter cumprido a decisão, e que está trabalhando em estreito contato com a alfândega a fim de garantir a aprovação. AT&T e Sprint prefeririam não comentar.

"Anteriormente, a expectativa era de que a ordem de exclusão por violação de patente abarcasse apenas modelos antigos da HTC. Mas as recentes notícias sugerem o contrário, e que todos os modelos (novos e antigos) estão possivelmente em risco", afirmou o Goldman Sachs em nota a clientes vista pela Reuters. FONTE: REUTERS

Robin Gibb, do Bee Gees, não consegue falar

Após ter passado por uma traqueostomia, o cantor Robin Gibb, do Bee Gees, não consegue falar e está se comunicando por meio dos olhos. As informações são do jornal britânico "The Sun".

Segundo a publicação, Gibb, que tem um câncer de cólon, também terá de reaprender a andar. A quimioterapia foi adiada até que ele ganhe forças.

O músico de 62 anos foi internado em abril em uma clínica particular de Londres. Ele entrou em coma devido a uma pneumonia e recuperou a consciência depois de mais de uma semana.

Gibb permanece internado no hospital, ao lado de seus filhos Robin-John e Spencer e de sua mulher, Dwina. Um amigo disse ao "The Sun" que sua cabeça está ótima, mas que seu corpo está falhando. FONTE: FOLHA.COM

Assassino de John Lennon muda de prisão após 30 anos

Mark David Chapman, que matou John Lennon no dia 8 de dezembro de 1980, foi transferido de prisão na terça (15).

Chapman estava havia 30 anos na prisão de segurança máxima Attica, em Nova York, e foi transferido para a prisão Wende, no mesmo Estado americano.

A causa da mudança não foi divulgada. Segundo um porta-voz do órgão do governo responsável pelas prisões em Nova York, os presos podem ser transferidos periodicamente "por razões variadas".

"Se eles estiverem cumprindo uma sentença longa, como o senhor Chapman, há uma grande probabilidade de que isso [a mudança] ocorra, como aconteceu", disse o porta-voz.

Chapman, que atirou em Lennon em frente ao edifício Dakota, onde o cantor morava com Yoko Ono, cumpre sentença desde 1981.

LIBERDADE - Ele tentou por seis vezes obter liberdade condicional, mas teve seu pedido negado em todas as oportunidades. Chapman pode entrar com o pedido a cada dois anos desde 2000, quando completou a pena mínima de 20 anos. Caso não receba o benefício da liberdade condicional, Chapman ficará em prisão perpétua.

Em 2010, a justiça americana recusou pela última vez o pedido de liberdade, afirmando que o crime cometido por Chapman foi "premeditado, sem sentido e um ato egoísta com consequências trágicas". Na ocasião, Yoko Ono enviou uma carta à penitenciária pedindo para que ele não fosse libertado.

A próxima audiência para condicional está marcada para agosto deste ano. FONTE: FOLHA.COM

Ator de “Exterminador do Futuro 3” está desaparecido


Nick Stahl, que interpretou John Connor no filme “Exterminador do Futuro 3”, está desaparecido. 

Segundo o site “TMZ”, a polícia de Los Angeles confirmou que a mulher do ator registrou um boletim de desaparecimento na última segunda-feira (14), dizendo que viu o marido pela última vez no dia nove de maio.

Ainda de acordo com a publicação, Stahl estaria envolvido com drogas, e frequentando uma área perigosa no centro de Los Angeles.

Fontes não identificadas disseram que o uso de drogas pode ter algo a ver com seu desaparecimento. FONTE: GIRO FAMOSIDADES

Texas executou homem inocente em 1989, diz pesquisa

Carlos DeLuna, que teria sido executado injustamente em 1989
Era a imagem viva do assassino, tinha o mesmo primeiro nome que ele e estava perto do local do crime na hora fatídica, mas era inocente: Carlos DeLuna pagou um enorme preço e foi executado de forma equivocada no Texas em 1989, segundo uma pesquisa divulgada na terça-feira.

Inclusive "todos os parentes de ambos os Carlos os confundiram" e DeLuna foi condenado à pena de morte e executado sozinho com base em relatos de testemunhas, apesar de alguns sinais de que não era culpado, disse o professor de Direito James Liebman.

Liebman e cinco de seus estudantes da Faculdade de Direito de Columbia passaram quase cinco anos estudando minuciosamente os detalhes de um caso que o professor classifica de "emblemático" do fracasso do sistema legal.

DeLuna, de 27 anos, foi executado após "uma investigação muito incompleta. Não há dúvidas de que a investigação foi um fracasso", disse Liebman.

Os autores da pesquisa encontraram "muitos erros, provas e oportunidades perdidas que permitiram às autoridades processar Carlos DeLuna por homicídio, apesar da evidência não apenas de que não havia cometido o crime, mas que outro homem, Carlos Hernandez, o havia feito", afirma o relatório de 780 páginas.

PESQUISA - Intitulada "Los Tocayos Carlos: Anatomy of a Wrongful Execution", a pesquisa aborda os fatos em torno do assassinato em fevereiro de 1983 de Wanda Lopez, uma mãe solteira que foi esfaqueada no posto de gasolina onde trabalhava em uma tranquila esquina da cidade litorânea de Corpus Christi, no Texas.

"Tudo saiu errado no caso", disse Liebman.

Nesta noite, Lopez chamou duas vezes a polícia para pedir que a protegesse de um indivíduo com uma navalha.

"Poderiam tê-la salvado; disseram 'efetuamos a prisão imediatamente' para superar a vergonha", disse Liebman.

Quarenta minutos após o crime, Carlos DeLuna foi preso não muito longe do posto de gasolina.

Foi identificado por uma única testemunha que viu um homem hispânico sair correndo do posto de gasolina. Mas DeLuna tinha se barbeado há pouco tempo e vestia uma camisa branca -- diferentemente do assassino, que, segundo outra testemunha, tinha bigode e vestia uma camisa de flanela cinza.

TESTEMUNHAS - A prisão ocorreu apesar dos testemunhos contraditórios: o assassino havia sido visto fugindo em direção ao norte, enquanto DeLuna foi preso na direção leste.

"Eu não fiz isso, mas sei quem fez", disse DeLuna naquele momento, ao afirmar que tinha visto Carlos Hernandez entrar no posto de gasolina.

DeLuna disse que fugiu da polícia porque estava em liberdade condicional e estava bebendo.

Hernandez, conhecido por utilizar navalhas em seus ataques, foi preso depois por assassinar uma mulher com o mesmo instrumento. Mas no julgamento o promotor disse ao júri que Hernandez era apenas "fantasma" na imaginação de DeLuna.

Inclusive o defensor público de DeLuna disse que era provável que Carlos Hernandez nunca tivesse existido.

No entanto, em 1986 um jornal local publicou uma foto de Hernandez em um artigo sobre o caso de DeLuna, disse Liebman.

EXECUÇÃO - Após um julgamento precipitado, DeLuna foi executado por injeção letal em 1989.

Até o dia em que morreu na prisão por cirrose, Hernandez admitiu em várias ocasiões que tinha sido o assassino de Wanda Lopez, disse Liebman.

"Infelizmente, as falhas do sistema que injustamente condenou e executou DeLuna --testemunhos incorretos, péssima representação legal e falta de ética fiscal-- seguem hoje enviando à morte homens inocentes", indica o comunicado que acompanha o relatório. FONTE: FRANCE PRESSE

Terra leva um ano e meio para repor recursos consumidos anualmente, diz estudo

Os seres humanos consomem, a cada ano, um montante de recursos naturais 50% superior ao que a Terra pode produzir, de forma sustentável nesse mesmo período. Os dados são do relatório "Living Planet", da ONG WWF, divulgado nesta terça-feira (15).

Desde 1966, a demanda por esses recursos se duplicou, acentuando as diferenças entre habitantes de países ricos e pobres. Se cada morador da Terra consumisse como um americano, por exemplo, seriam necessários quatro planetas para responder a essa demanda.

Análises feitas por outra organização, a "Global Footprint Network", também mostram um cenário preocupante.

Os cálculos têm como objetivo dimensionar o quão sustentável nossa sociedade global é em termos de sua pegada ecológica - uma medida composta por fatores tais como a queima de combustíveis fósseis, o uso de áreas agrícolas para produção de alimentos, e o consumo de madeira e peixes capturados em ambiente selvagem.

No ranking elaborado pela organização, os Estados Unidos ficam entre os dez países como maior pegada ecológica. Entre os primeiros da lista aparecem ainda Dinamarca, Bélgica, Austrália e Irlanda. O Brasil ficou em 56º lugar em uma lista que mede a pegada ecológica dos países.

No ranking elaborado pela organização, o Golfo Pérsico emerge como a região com a pegada ecológica per capita mais alta do mundo, com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos como os países menos sustentáveis.

ÁREAS TROPICAIS - O estudo mostrou, ainda, que a exploração dos recursos naturais provocou uma redução de 30% da vida selvagem no planeta desde 1970. Entre as espécies tropicais a redução foi ainda maior, de 60%.

O documento combinou dados de mais de 9.000 populações de animais ao redor do mundo para chegar a esta conclusão. Seus principais autores, os pesquisadores do WWF, dizem que o progresso global quanto à proteção da natureza e o combate às mudanças climáticas ainda é "glacial".

O relatório usa dados sobre tendências populacionais de várias espécies ao redor do mundo compilados pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês). Na edição mais completa de seu relatório até hoje, a ZSL examinou um número recorde de espécies (2.600), e populações destas espécies (9.104).

As espécies mais afetadas são aquelas encontradas em rios e lagos das regiões tropicais, que apresentam uma redução de 70% desde 1970. O diretor do Instituto de Zoologia da ZSL, Tim Blackburn, fez uma analogia entre as cifras ambientais e o mercado financeiro.

"Haveria pânico se o FTSE [índice da Bolsa de Londres] mostrasse um declínio como este. A natureza é mais importante do que o dinheiro. A humanidade pode viver sem dinheiro, mas nós não podemos viver sem a natureza e os serviços essenciais que ela nos traz", avaliou.

Uma das recomendações à Rio+20 diz respeito a este conceito, e aconselha os governos de todo o mundo a utilizarem indicadores econômicos que incluam uma valoração do "capital natural".

ESCASSEZ DE ÁGUA - Uma nova medida desenvolvida pelo WWF permite rastrear a escassez de água em 405 sistemas de rios ao redor do mundo com periodicidade mensal.

A análise revela que 2,7 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial) já têm que lidar com falta d'água por ao menos um mês todos os anos.

O relatório destaca alguns exemplos de progresso quanto à sustentabilidade, tais como um programa no Paquistão que ajudou fazendeiros de algodão a reduzirem o uso de água, pesticidas e fertilizantes gerando uma colheita semelhante.

Os dados também mostram algumas áreas que precisam de atenção urgente, tais como uma taxa mundial de desperdício de alimentos de 30% causada por comportamento irresponsável nos países mais ricos e a falta de infraestrutura de armazenamento em nações em desenvolvimento.

David Nussbaum, presidente do WWF na Grã-Bretanha, compara os dados com o mercado financeiro ao dizer que não é tarde demais para alterar as tendências em curso, mas que "precisamos lidar com isto com a mesma urgência e determinação com as quais lidamos com a crise financeira sistêmica global". FONTE: BBC BRASIL

Brasil tem 33% das moradias com internet

O Brasil ocupa a 63ª posição no ranking de 154 países que mais têm domicílios com acesso à internet, segundo novo mapa da inclusão digital divulgado nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

De acordo com o levantamento, 33% das moradias brasileiras contam com acesso à rede munidial. O país fica atrás do vizinho Uruguai (57ª) e do Chile (53ª), e à frente do México (89ª), África do Sul (108ª) e Índia (126ª).

Os quatro primeiros países com mais moradias com acesso à rede mundial são Suécia, Islândia, Dinamarca e Holanda. Lá, mais de 90% dos domicílios têm acesso à internet. A Suécia, melhor colocada, tem 97% das casas com internet.

Ainda não há comparativo do Brasil no ranking porque os dados foram coletados pela primeira vez no Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o responsável pelo levantamento, o pesquisador Marcelo Neri, o Brasil está em cima da média mundial de acesso à rede mundial. FONTE: FOLHA.COM

Cheia do rio Negro registra recorde histórico em Manaus (AM)

O nível do rio Negro alcançou a marca de 29,78 metros na manhã desta quarta-feira (16), batendo um novo recorde de cheia conforme medição realizada no Porto de Manaus. O monitoramento do rio é realizado desde 1902, portanto é a maior enchente em 110 anos.

É a primeira vez também que a marca histórica do rio Negro é registrada no mês de maio. O índice anterior, de 29,77 metros, foi medido no mês de julho de 2009-- agora segunda maior enchente. A terceira grande cheia aconteceu em junho de 1953 com 29,69 metros.

Na capital amazonense, a cheia do rio Negro afeta 29.015 pessoas com inundações nas casas, comércios e pontos turísticos.

A medição recorde do rio Negro foi realizada por volta da 7h de hoje pelo engenheiro do porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, 63. Ele é o responsável pela marcação há 23 anos.

Silva disse que, entre ontem e hoje o nível do rio subiu três centímetros, ultrapassando a marca de 2009. Com o novo recorde, diz o engenheiro, o rio Negro subiu 13,08 metros desde a última vazante, quando as águas baixaram até 16,76 metros, conforme registro em outubro de 2011.

O Serviço Geológico do Brasil, órgão federal que monitora dos rios brasileiros, não descarta que o nível do rio Negro possa subir ainda mais, conquistando novos recordes.

O motivo da elevação anormal das águas são as fortes chuvas que acontecem na região metropolitana de Manaus e, no extremo norte do Amazonas, onde se localizam as nascentes do Negro.

"A tendência é que o nível do rio Negro continue subindo até alcançar o pico da cheia máxima", afirmou o engenheiro hidrólogo Daniel Oliveira.

No último alerta emitido pelo Serviço Geológico do Brasil o recorde do nível do rio Negro já era aguardado pelos técnicos. No dia 02 de maio o alerta dava conta que o nível do rio Negro poderia atingir entre 29,40 metros e 30,13 metros, com intervalo de 29,77 metros.

"A ideia não é acertar um número. É dizer para Defesa Civil que a enchente é extremamente grande e vai continuar até o mês de junho, afetando grande parte da população de Manaus", afirmou Oliveira.

As inundações causadas pela cheia do rio Negro atingem 16 bairros de Manaus. No centro da cidade, treze ruas estão alagadas, sendo quatro interditadas pela prefeitura. A água atinge pontos turísticos e 140 pontos comerciais.

Na ruas, pedestres andam em passarelas improvisadas de madeira, substituindo as calçadas. A prefeitura, o governo do Amazonas e as Forças Armadas fazem ações de ajuda humanitária com entrega de alimentos, medicamentos e uma bolsa enchente. FONTE: FOLHA.COM