domingo, 18 de setembro de 2011

Águas-vivas estão substituindo peixes no mar, diz estudo

Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.

A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.

Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.

Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?

Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.

Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).

Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.

"A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população", diz o estudo publicado na revista especializada "Science".

Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.

A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos. FONTE: FOLHA.COM

Julgamento secreto promovido na Escócia é fato preocupante

Os poderes extraordinários de tribunais escoceses para promover julgamentos sigilosos foram demonstrados por um caso que a mídia foi proibida de noticiar.
O caso de importância menor, envolvendo um adolescente em um tribunal de xerife em Inverness, teria passado despercebido, não fosse o fato de o promotor público ter pedido que o caso fosse ouvido em sessão a portas fechadas.

Isso não é incomum em julgamentos na Escócia que envolvem menores de idade --o réu deste caso tem 17 anos-- ou testemunhas vulneráveis. Mas é de praxe permitir que a mídia assista aos julgamentos e os noticie, embora tenha que obedecer a restrições à identificação dos réus ou testemunhas.

No caso em pauta, porém, a xerife Margaret Neilson deferiu o pedido do promotor, proibindo qualquer divulgação do caso pela imprensa. O repórter do jornal local, "The Inverness Courier", foi orientado a deixar o tribunal.

O julgamento, que se deu ao nível sumário, para delitos de gravidade menor, foi realizado, o réu foi condenado, sendo sentenciado posteriormente em outra sessão fechada.

Mesmo em sessões fechadas, normalmente a mídia é autorizada a saber de informações como a acusação, se o réu se declarou culpado ou inocente, e o resultado do julgamento. Neste caso, porém, não foram fornecidas informações desse tipo.

Rosalind McInnes, autora de "Scots Law for Journalists" (O direito escocês para jornalistas), disse: "É extraordinário. O que temos aqui é, concretamente, um julgamento secreto. Não faço ideia de por que a mídia teve acesso negado."

O que é ainda mais perturbador neste caso é a dificuldade que o jornal envolvido vem enfrentando para contestar a ordem judicial. Foi dito ao "Inverness Courier" que, para isso, ele teria que passar pelo processo legal de apresentar uma petição de nobile officium na alta corte do Judiciário ou em um tribunal de sessões em Edimburgo. Isso teria custado ao jornal vários milhares de libras em custas legais.

O editor do "Inverness Courier", Robert Taylor, comentou: "Não creio que seja um caso de intenção prejudicial, e sim uma tentativa equivocada de poupar alguém de publicidade. Mas foi criado um precedente muito perigoso. Foi um julgamento, e o réu se declarou inocente."

Taylor escreveu para o xerife principal da região, sir Stephen Young, pedindo uma explicação das ações do tribunal neste caso.

Uma porta-voz do gabinete, falando em nome do promotor público, disse apenas: "Tendo analisado todos os fatos e as circunstâncias deste caso, o promotor público da região enviou ao tribunal uma moção para que esse caso fosse julgado reservadamente. A xerife deferiu a moção, e assim o tribunal ficou fechado enquanto eram realizados os procedimentos."

O serviço de tribunais da Escócia disse que não há estatísticas quanto à frequência com que os tribunais promovem sessões fechadas, como essa.

Os tribunais ingleses possuem poderes semelhantes para excluir a mídia, para atender aos interesses da justiça ou por razões de segurança nacional, mas há jurisprudência que substancia o direito de um repórter de contestar essa ordem no tribunal, se ela for implementada sem o trabalho de uma audiência em um tribunal superior. Mesmo assim, é inusitado que o resultado de um julgamento como esse seja sujeito a uma proibição permanente de divulgação pela mídia.

Além dos poderes previstos pelo direito escocês de promover julgamentos a portas fechadas, usados neste caso, os tribunais escoceses agora contam com outra maneira legal de excluir a mídia. O artigo 93 da Lei de Polícia, Ordem Pública e Justiça Criminal (Escócia) de 2006 concede ao tribunal o direito de excluir a presença de qualquer pessoa que o tribunal considere que não tem interesse suficiente no caso; de proibir qualquer reportagem sobre o caso, e de proibir a mídia de noticiar que foi aplicada a proibição de reportagem.

O artigo foi criado para cobrir julgamentos envolvendo informantes da polícia, nos casos em que a divulgação de informações pessoais a respeito deles pudessem colocar em risco os informantes ou suas famílias. Mas uma ordem que proíbe qualquer reportagem pela mídia parece draconiana, já que, na maioria dos casos, seria preciso apenas respeitar o anonimato dos envolvidos. FONTE: GUARDIAN

Sobem para 12 os mortos em terremoto na Índia e no Nepal

Um forte terremoto atingiu o nordeste da Índia e o Nepal neste domingo, matando ao menos 12 pessoas, danificando prédios e levando uma multidão a correr às ruas.


O tremor, de magnitude 6,9, foi sentido na capital indiana, Nova Déli, e foi seguido de outros dois terremotos -- um de 6,1 e outro de 5,3, de acordo com sismólogos indianos.

No Estado indiano de Sikkim, ao menos cinco pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas, de acordo cok secretário-chefe Karma Gyatso. Uma morte foi registrada no Estados de Bengal Oeste, e outra em Bihar. No Nepal, ao menos outras cinco pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

De acordo com redes de TV locais, edifícios desabaram, calçadas racharam e duas estradas ruíram em Gangtok, capital de Sikkim, localizada 68 quilômetros ao sudeste do epicentro do tremor.

Linhas de transmissão foram derrubadas em nas cidades de Darjeeling e Kalimpong, em Bengal Oeste, que estão "às escuras", segundo o ministro do Estado Mamata Banerjee said, citado pela agência Press Trust of India.

O premiê indiano, Manmohan Singh, se ofereceu para enviar tropas para ajudar nos esforços de resgate, e convocou a Autoridade Nacional de Gerenciamento de Resgates para uma reunião de emergência.

A força aérea enviou cinco aviões para auxiliar nos trabalhos de resgate.

NEPAL - No Nepal e em Bangladesh, o terremoto fez com que milhares saíssem de suas casas e comércios.

Na capital nepalesa, Katmandu, membros do Parlamento que participavam de uma reunião tiveram que interromper os trabalhos e correr para um estacionamento.

Eles retornaram cerca de 15 minutos mais tarde e finalizaram a sessão.

O tremor também foi sentido na capital indiana, Nova Déli, onde moradores também correram para as ruas. FONTE: FOLHA.COM

Computador pessoal vai ficar restrito a nichos

O computador pessoal vai ser substituído pelos tablets e pelos smartphones, informa reportagem de Elvira Lobato para a Folha.

O uso do PC ficará restrito a nichos profissionais, que somarão no máximo 6% do total de usuários de internet.

Essa é uma consequências da conexão móvel à internet previstas pelo pesquisador Jeffrey Cole, diretor do Centro para o Futuro Digital da University of Southern California (EUA) que estuda o impacto da tecnologia digital sobre o comportamento das pessoas.

"Os adolescentes estão viciados em conexão. Tirando o tempo de escola e de sono, eles não tiram os olhos da tela. Até pouco tempo atrás, esperávamos dois dias por uma carta. Agora queremos resposta imediata para os e-mails. Muita gente não dorme sem responder s todos os emails de sua caixa; e quando acorda corre para checar novas mensagens", afirma.

Ele foi consultor da Casa Branca para questões de telecomunicações e mídia nos governos de Bill Clinton e de George W. Bush. Coordena um projeto de acompanhamento da internet em 34 países. O Brasil foi recentemente incorporado ao estudo. FONTE: FOLHA.COM

Internautas parodiam fotos de Scarlett Johansson nua

As imagens da atriz Scarlett Johansson nua, divulgadas nesta semana, geraram um fenômeno na rede: internautas estão tirando fotos de si mesmos em contextos e posições parecidas. Além disso, imagens antigas no mesmo estilo também fazem parte do fenômeno.

Algumas dessas paródias foram reunidas pelo blog tush.tumblr.com. O fenômeno está sendo chamado de "ScarlettJohanssoning".

Fotos de Scarlett Johansson nua em um ambiente que parece ser o quarto de uma residência se espalharam pela internet na última quarta-feira. Os internautas se inspiraram nessas fotos para criar o fenômeno. O advogado da atriz pediu que as fotos fossem retiradas de sites, segundo o TMZ. FONTE: FOLHA.COM

"TUDO EM FAMÍLIA": Idoso de 90 anos tem 36 filhos com mulher, cunhada e sogra no Rio Grande do Norte


Aparentemente, as sertanejas Francisca Maria da Silva, 89, Maria Francisca da Silva, 69, e Ozelita Francisca da Silva, 58,  têm uma vida comum para quem mora no interior do Nordeste, dedicando todo o tempo para cuidar das casas onde vivem. Além do fato de serem mãe e filhas, as três dividem casa, comida e carinho com o mesmo marido há mais de 40 anos.
O agricultor aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90, vive maritalmente com a mulher, com a cunhada e com a sogra no município de Campo Grande (270 km de Natal), e com as três teve nada menos que 36 filhos. Outros 17 vieram do primeiro casamento. Além da meia centena oficial, existem ainda outros três, dos quais ele não tem certeza da paternidade. Mas também não nega.
A filha mais nova de seu Luiz tem 13 anos, o mais velho, 54. A lista de membros da nova família Oliveira é extensa. A primeira mulher do trio, Maria Francisca, é mãe de 17 filhos. Em seguida, no segundo casamento com a irmã da esposa, Ozelita, foram mais 15. Para não perder a oportunidade, ainda fez um filho com a sogra, dona Francisca Maria. “Tempo desses apareceram mais três dizendo que ‘era’ meu, mas não tenho certeza, mas também não vou negar”, disse Oliveira.
Apesar da grande quantidade de filhos, apenas 38 estão vivos, e a maioria mora em Campo Grande. A lista de herdeiros aumenta com o número de netos. São 100 netos e 60 bisnetos.

Três mulheres

Seu Luiz conta que a relação com as três mulheres começou depois que ele ficou viúvo da primeira mulher e “se juntou” com Maria Francisca da Silva, a “Francisca Velha”. “Fiquei com 17 filhos para criar, e a ‘véia’ se prontificou a me ajudar. Logo depois começaram a vir os nossos filhos”, disse, explicando que a cunhada, Ozelita, vinha cuidar da irmã no período de resguardo e também "dava assistência” a ele.
“Não escondo que sempre fui namorador. A melhor coisa do mundo é mulher, e meu divertimento era namorar. Preferi que meus namoros ficassem em casa, e elas se entenderam. Nunca houve uma briga, pois eu lembro muito bem que dava conta de todas, além de trabalhar muito na roça para sustentar todos os meus filhos. Nunca faltou nada para ninguém”, disse.
O homem conta que o início do namoro com a sogra também aconteceu no período de resguardo da mulher e da cunhada. Ele tem apenas um filho com ela. A cunhada e “segunda mulher” de Oliveira, Ozelita, conta que o segredo de dividir o marido é a união da família e o amor por igual que ele tem. “Nunca houve distinção. O jeito conquistador dele conseguiu a paz e a união da nossa família. A gente não tem ciúme porque a gente sabe da dedicação dele por todas nós”, disse, ressaltando que as três Franciscas não aceitariam dividir com mais outra pessoa o amor de Oliveira. “Ia ter briga se ele arrumasse uma amante, com certeza.”

Duas casas

Com uma família maior que a tradicional, seu Luiz conta que vive com a mulher em uma casa e mantém a cunhada e a sogra numa outra próxima. Ele diz que tenta distribuir seu tempo para dar assistência às duas casas.
“Antes eram as três mulheres juntas. Mas como são muitos filhos, meu pai conseguiu comprar uma casa mais nova e deu para a minha tia”, disse Cosme da Silva Costa, 18, um dos filhos. FONTE: UOL