sexta-feira, 13 de julho de 2012

TIM pode ter vendas suspensas por baixa qualidade do sinal no Brasil

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pode suspender as vendas de novos planos da operadora italiana TIM no Brasil. O motivo da suspensão é o número de reclamações de clientes sobre a qualidade e disponibilidade do sinal da operadora móvel.

A ameaça ocorreu quarta-feira (11/07) e só deve ser deixada de lado se a operadora investir na estrutura que já utiliza. Para o ministro, o serviço prestado pela operadora está muito abaixo do esperado em seis ou sete estados. Para colocar a estruturação em planos, a Anatel irá firmar um acordo com a operadora. "Acho que empresas como a RIM não se prepararam para o crescimento do mercado, e acho que o governo também não preparou e exigiu padrões de qualidade antes," comentou o ministro.
A suspensão da venda de novos planos seria uma última ação contra a empresa, caso ela não melhore a qualidade dos serviços prestados em todo o Brasil.
Em nota, a TIM disse desconhecer qualquer acordo ou assinatura entre ambos os lados e garantiu que a Anatel já fiscaliza seus serviços. "A operadora está à disposição do órgão regulador (Anatel) para tratar de eventuais deficiências suscetíveis à rede de uma operadora móvel", disse a nota. FONTE: REUTERS/ESTADÃO

Americana 'Jane' publica fotos do próprio aborto para defender autonomia sobre gravidez


A americana 'Jane' (ela não revela a verdadeira identidade por motivos de segurança) poderia passar incólume entre as mais de 800 mil mulheres que, todo ano, buscam clínicas de aborto nos Estados Unidos para interromper uma gravidez indesejada.

No entanto, Jane ganhou fama repentina nas redes sociais ao postar fotos do resultado do próprio procedimento a que se submeteu, embalada por um misto de curiosidade e protesto.

Sem o conhecimento da clínica, a americana registrou, através de seu celular, imagens do aborto de seu bebê, então com seis semanas.

"Quando entrei no hospital, manifestantes contra o aborto aglomeravam-se na entrada segurando cartazes de fetos mortos. Aquelas imagens grotescas me chocaram de tal maneira que eu me senti pessoalmente agredida, triste e violada", disse ela à BBC Brasil.

"Então, enquanto esperava pela minha vez, eu comecei a pensar na aparência do meu aborto. Foi então que decidi tirar as fotos", acrescentou.

Para sua surpresa, conta Jane, as imagens não eram semelhantes às dos cartazes dos manifestantes.

Com o propósito de mostrar às mulheres uma nova "perspectiva" sobre o aborto, ela decidiu, logo em seguida, montar uma página na internet na qual postou as fotos.

"Espero que isso sirva de contribuição para uma maior educação sobre o aborto. Acredito que as pessoas têm o direito de receberam a educação e informação adequadas", afirmou.

Repercussão - Em menos de 48 horas, Jane recebeu milhares de comentários, de vários lugares do mundo, apoiando sua decisão. Uma "pequena parcela", entretanto, disse ela, criticou a divulgação das fotos, alegando que "uma vida em potencial foi tirada".

"Ainda que não concorde com isso (o protesto contra o aborto), as críticas também fazem parte do diálogo. Mas, no geral, fiquei surpresa com a quantidade de homens e mulheres que escreveram sobre suas histórias pessoais, contando suas vidas, experiências médicas e opiniões", afirmou.

"São histórias de pessoas de todo os lugares do mundo, de diferentes idades e classes sociais. Nunca poderia imaginar que havia tanta gente partilhando uma mesma experiência (o aborto) e que viveu em completo isolamento. Tudo isso é verdadeiramente gratificante", acrescentou.

Jane também contou que recebeu total apoio do pai da criança e de sua mãe, quem já havia abortado um bebê na década de 1970, quando a polêmica nos Estados Unidos era muito maior.

"Decidi não ter um bebê porque simplesmente não estava preparada para ser mãe. Desde o início, já estava certa de que não queria levar adiante a gravidez, porque sabia que não poderia dar a meu filho o que ele mereceria. Infelizmente, não havia outra opção", contou ela à BBC Brasil.

"O pai da criança sabia da gravidez e me apoiou do início ao fim. Ele é um homem incrível, um amigo leal, e acredita que é direito da mulher escolher o que é melhor para seu corpo e sua vida", disse.

"Já minha mãe também me deu o suporte necessário. Ela ficou feliz de que eu teria acesso a uma infraestrutura hospital segura e limpa, além de ser tratada por especialistas", acrescentou.

Debate - Segundo Jane, seu objetivo, a partir de agora, foi abrir um espaço para a discussão de ideias sobre um tema polêmico.

"No fundo, esse projeto não é sobre mim. Trata-se de uma comunidade muito maior de mulheres que viveram as mesmas experiências e hoje podem dividir uma mesma estória", concluiu.

Desde 1973, o aborto é legalizado em todos os 50 estados americanos, mas continua dividindo opiniões.

Uma pesquisa da consultoria Gallup, feita em maio do ano passado, apontou que 49% dos americanos era a favor da "escolha" das mulheres, enquanto 46% se mantinham contra a prática. FONTE: BBC BRASIL/THE BLAZE.COM

Atleta paraolímpica ucraniana posa nua para revista "ESPN - Body Issue"

A ucraniana Oksana Masters, 22, posou nua com e sem prótese para a revista "ESPN - Body Issue". A atleta paraolímpica mostra que tem garra para vencer obstáculos; nasceu sem as pernas por causa do desastre nuclear de Chernobyl, em 1986, foi abandonada num orfanato e hoje está escalada para os Jogos Paraolímpicos. 

Aos 7 anos foi adotada e mudou-se para os EUA, onde aprendeu a remar e se tornou destaque no time norte-americano. Apesar das dificuldades, Oksana mostrou que sabe superar as dificuldades da vida e do esporte e irá representar o país nos Jogos Paraolímpicos 2012. FONTE: BOL