sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Empresa que tenta banir iPad na China processa Apple nos EUA

A empresa chinesa envolvida em uma batalha legal contra a Apple no país asiático disse nesta sexta-feira (24) que está processando a companhia americana na Califórnia por trapaça na aquisição da marca registrada.

A Proview Technology, com sede na cidade de Shenzhen, no sul da China, entrou com a ação há uma semana, em 17 de fevereiro, disse o presidente-executivo da companhia, Yang Rongshan, à AFP.

“A ação acusa a Apple de negócios injustos e fraude”, disse Yang, acrescentando que a empresa estava seguindo uma estratégia diferente nos EUA do que na China, onde processou a Apple por violação de marca registrada.

Ele não quis dar mais detalhes sobre a ação, aberta em um tribunal estadual perto da sede da Apple no Vale do Silício. Segundo o “Wall Street Journal”, o processo acusa a Apple de “fraude e/ou malícia” ao usar uma subsidiária de nome inofensivo para comprar a marca iPad da Proview em dezembro de 2009.

Histórico - O caso abre uma nova frente para a Proview, que sofreu um revés jurídico na quinta-feira (23) quando um tribunal de Xangai decidiu que a Apple poderia vender iPads na cidade.

A filial taiwanesa da Proview registrou o nome "iPad" como marca registrada em vários países, incluindo a China, em 2000 – anos antes de a Apple lançar seu tablet. A companhia de Steve Jobs, posteriormente, comprou os direitos de marca global, mas a Proview alega que a filial de Taiwan não tinha o direito de vender os direitos chineses.

Em 2011, a Apple levou a empresa a um tribunal chinês, alegando violação de marca, mas o tribunal decidiu que a companhia americana não tinha evidências e “fatos comprobatórios” para a sua reivindicação – apesar de um tribunal de Hong Kong já ter decidido a favor da Apple. fonte: G1

Em PE, Justiça suspende venda de novas linhas da Tim por 30 dias

O juiz Cláudio Kitner, da 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, determinou, nesta quinta-feira (23), a suspensão da venda de novas linhas ou assinaturas de telefonia celular pela Tim, por um período de 30 dias. A medida vale apenas para o estado de Pernambuco, com exceção de 17 localidades onde o serviço é prestado exclusivamente pela empresa, e atende a uma ação movida pela Associação Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adecon) e pela seção estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE).

O processo teve início em dezembro passado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi convocada como assistente - aquele que não é réu, mas será ouvido pelo juiz por ter informações importantes a fornecer sobre o caso. "Como a Anatel regula o setor, tem que prestar essa informação técnica, se o juiz assim entender", explica Henrique Mariano, presidente da OAB-PE.

Segundo Mariano, a Anatel efetivamente repassou dados técnicos para o magistrado que, em 25 de janeiro último, realizou uma audiência de tentativa de conciliação. "A Tim apresentou considerações técnicas visando um acordo, mas a OAB não aceitou, porque não havia segurança ou garantia de que eles iam cumprir o que estavam dizendo. A Anatel também não tinha condições de avaliar se as medidas seriam suficientes, sem esses equipamentos estarem efetivamente instalados", completa o advogado.

As considerações técnicas a que se refere o presidente da OAB-PE dizem respeito à intenção da Tim em aumentar em 25% a rede instalada em Pernambuco, conforme relata o juiz em sua decisão. O magistrado ressalta que "em 2011, houve um acréscimo de 66% na capacidade da rede instalada. (...) Se esse plano já não foi suficiente para solucionar os graves defeitos na prestação do serviço da Tim, o plano 2012, deveras mais contido, não atenderá o padrão de qualidade exigido". Atualmente, segundo a Anatel, a Tim tem 3.537.369 clientes em Pernambuco.

A decisão do juiz Cláudio Kitner também impede a Tim de realizar contratos de portabilidade - quando clientes de outras telefônicas migram, mantendo o número original - por um período de 30 dias, prazo no qual "a instalação e o perfeito funcionamento dos equipamentos necessários e suficientes para atender às demandas de seus consumidores" deverão ser comprovados. Caso descumpra esse acerto, o juiz estabeleceu para a Tim uma multa de R$ 10 mil por linha, código de acesso, assinatura ou portabilidade comercializados, além de R$ 100 mil por dia de descumprimento da determinação.

"A deficiência na prestação do serviço é um fato notório, reconhecido por todo cidadão pernambucano que é cliente dessa empresa. Os fatos que a OAB apresentou na petição inicial e que ratificamos na audiência foram todos comprovados", afirma Henrique Mariano. Segundo o advogado, na audiência, os representantes da TIM não admitiram os problemas no serviço, alegando que, se o atendimento fosse ruim, não teria tantos clientes.

As localidades nas quais a Tim não deve suspender a comercialização são Betânia, Capoeiras, Dormentes, Gameleira, Inajá, Mirandiba, Orobó, Orocó, Parnamirim, Primavera, Sairé, Santa Cruz, Santa Filomena, Tupanatinga, Tuparetama, Verdejante e Vertentes.

Em nota oficial, a Tim informou que "a partir da confirmação da decisão, observará a determinação judicial", mas não confirmou se vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que é a segunda instância da Justiça Federal em Pernambuco. Confira, abaixo, a íntegra da nota divulgada pela empresa.

"A Tim informa que a partir da confirmação da decisão observará a determinação judicial. A empresa ressalta que vem realizando investimentos consistentes para o desenvolvimento da sua rede em Pernambuco, visando atender às expectativas dos clientes e aprimorar cada vez mais os serviços prestados. Prova desse compromisso foi o investimento de R$ 80 milhões realizado no Estado, somente em 2011, que incluiu a instalação de mais de 3,8 mil novos equipamentos de transmissão (TRX), aumentando em 66% a base da operadora em Pernambuco, com destaque para uma maior abrangência da cobertura 3G. A companhia seguirá investindo: para o triênio 2012-2014 está programado montante de R$ 250 milhões em infraestrutura que beneficiará diretamente os usuários pernambucanos". fonte: G1

Cão sai de carro furtado só após dono chegar

Cosk só saiu do carro após a chegada do dono no local
Um cachorro da raça akita foi encontrado pela Polícia Civil de Cascavel, no oeste do Paraná, dentro de um carro roubado, na tarde de quinta-feira (23), e esperou que o dono fosse buscá-lo até o fim da manhã desta sexta-feira (24). Os policiais recuperaram o veículo no distrito de São João, e o animal estava no banco traseiro. "Tentaram tirar, mas relataram que ele é muito agressivo", explicou o delegado Pedro Fernandes de Oliveira.

A polícia chegou a localizar a proprietária do carro, mas ela informou que o cachorro não era dela. Por volta das 11h30 desta sexta, o dono do cachorro chamado Cosk foi até a delegacia buscá-lo. O homem é vizinho da dona do carro furtado.

“Dos cachorros que eu tenho, ele é o mais dócil, o mais amoroso. É o que eu mais gosto, o meu xodó. Onde eu souber que esse cachorro está, eu vou atrás”, afirmou o dono do animal. Ele também contou que o gosto de Cosk por carros é antigo. "Ele foi criado dentro de um carro, praticamente, porque não gosta de formigas e de abelha."

O delegado, que presenciou o reencontro, ficou impressionado. "Foi uma coisa de outro mundo, nunca vi isso. O dono estava chegando perto do carro, mas o cachorro ainda não o tinha visto. Acho que o animal sentiu o cheiro dele e saiu do carro, e pulou no colo do senhor", contou.

Segundo Oliveira, um amigo do dono do cachorro viu na televisão a notícia do cão que não queria deixar o carro recuperado e relatou. O homem contou que não sabe porque o cachorro se escondeu no veículo da vizinha, mas tem duas suposições. Na casa ao lado vivem duas cadelas, o que pode ter atraído o Cosk. Ou ele pode ter levado um choque na cerca elétrica recém instalada na propriedade onde vive e buscou o lugar para se esconder.

Durante o período em que Cosk esteve refugiado dentro do carro estacionado na delegacia, ele foi tratado pelos funcionários. Recebeu comida e atenção da zeladora. fonte: G1

Neutrinos mais rápidos que a luz foram resultado de experiência falha

A medição do neutrino que viajou a uma velocidade maior do que a da luz pode ter sido provocada por um erro técnico, informa o site da revista "Science".

A falha estaria em uma má conexão entre um GPS e um computador que são usados para calcular a velocidade com que a partícula percorreu os 730 km que separam a Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália.

Em 22 de setembro de 2011, a equipe Ópera anunciou que alguns neutrinos haviam feito o trajeto em 60 nanossegundos a menos do que a velocidade da luz.

O anúncio da descoberta causou uma certa agitação no meio científico porque sugeriu que as ideias de Albert Einstein sobre a relatividade, e boa parte da física moderna, se baseavam em uma premissa errônea.

Pelo Twitter, a Cern postou que identificou dois possíveis efeitos que levaram a uma diferença de medição. Um deles poderia superestimar a velocidade e o outro, subestimar. Por isso, a organização disse que novos experimentos serão retomados em maio.

Os cientistas que trabalham no Icarus, outro projeto do Gran Sasso --um laboratório subterrâneo operado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear italiano em uma cadeia de montanhas próxima da capital da Itália--, argumentam em novembro de 2011 que suas mensurações da energia dos neutrinos contradiziam a leitura dos colegas. fonte: FOLHA.COM

Garoto tetraplégico ganha marca-passo para respirar sem aparelhos

Pedro Arthur no Hospital Albert Einstein, em SP
Pedro Arthur Diniz, de 8 anos, foi a primeira criança brasileira a receber um marca-passo no diafragma para dispensar o tubo de oxigênio que o mantém respirando artificialmente. O menino teve meningite bacteriana, ficou tetraplégico e perdeu a capacidade de respirar sozinho.

A cirurgia para implante do marca-passo foi realizada no início do mês no hospital Albert Einstein. Os custos do procedimento (cerca de R$ 500 mil) foram pagos pelo governo de Minas Gerais, por ordem judicial.

O marca-passo foi ligado na semana passada e o tubo de oxigênio que fica preso na traqueostomia do menino, desconectado. Pela primeira vez desde que ficou tetraplégico, o diafragma de Pedro passou a se contrair, permitindo a ele respirar sem ter de ficar preso ao tubo de oxigênio. "A sensação é muito boa", disse o menino, que sorriu após o aparelho funcionar.

A doença - A luta de Pedro para sobreviver começou em 2006, quando ele foi diagnosticado com meningite bacteriana depois de uma crise convulsiva. Na época, ele tinha 1 ano e meio e não havia recebido a vacina por falta de informação - ela não estava na rede pública e os pais não foram orientados pelo pediatra a fazer a imunização particular.

Rodrigo Diniz Junqueira Rocha, de 37 anos, pai do menino, diz que desde bebê ele emitia sinais que não foram identificados pelo médico pediatra, que nunca suspeitou de meningite nem informou a família de que existia vacina contra a doença - que só era vendida em clínicas particulares, por R$ 280 cada dose (as crianças tomam três doses).

"Ele era uma criança que ficava uma semana boa, uma semana ruim, estava sempre febril. Mas o pediatra só dava remédio e mandava de volta para casa. Para nós, a carteira de vacinação dele estava em dia", diz o pai.

Convulsão - Em um certo dia, depois de brincar de bola com o filho, Diniz percebeu que Pedro estava cansado demais e resolveu levá-lo novamente ao médico - que mais uma vez o liberou. "Resolvi levá-lo a um hospital. Ele teve uma crise convulsiva e o internaram imediatamente. O médico suspeitou na hora de meningite", conta Diniz.

Após uma série de exames e convulsões consecutivas, o diagnóstico foi confirmado: Pedro tinha meningite bacteriana tipo C, contraída provavelmente por uma sinusite que não tinha sido diagnosticada quando era bebê.

"O impacto de você um dia jogar bola com seu filho e no outro dia vê-lo no hospital convulsionando, amarrado numa cama e entubado é muito forte. Nunca lamentamos a doença de Pedro, mas é muito difícil para pais de primeira viagem", diz.

Segundo Diniz, a suspeita dos médicos é de que Pedro tenha ficado doente aos 8 meses - por isso dava sinais de cansaço e estava sempre febril. "Se o pediatra tivesse percebido, poderíamos ter dado a vacina. O Pedro até poderia ter meningite, mas não teria sequelas tão graves", diz.

Tetraplegia - Segundo o pai, Pedro ficou tetraplégico quando teve a primeira convulsão - as bactérias provocaram um comprometimento da medula espinhal na altura da nuca. Assim, o menino perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo e também a capacidade de respirar sem ajuda de aparelhos. Essa é a sequela mais grave e rara da meningite, já que, em geral, as crianças ficam com déficit neurológico - a parte neurológica de Pedro está totalmente preservada.

"O Pedro teve uma sequela no centro respiratório. Isso é muito raro e implantar o marca-passo seria a única forma de ele sair da ventilação mecânica e ter uma qualidade de vida melhor", explica Rodrigo Sardenberg, cirurgião responsável pela cirurgia.

O marca-passo de Pedro fica ligado de duas a três horas por dia e esse tempo será aumentado progressivamente para que haja o condicionamento muscular do diafragma do menino - os músculos deixaram de trabalhar espontaneamente desde que ele ficou tetraplégico e, por isso, a ventilação artificial ainda é necessária.

A expectativa de Sardenberg é tirar totalmente a ventilação mecânica de Pedro em, no máximo, seis meses. A partir daí, ele conseguirá respirar apenas com o marca-passo. "O Pedro começou a ter alguns sinais de respiração espontânea com o uso do aparelho. A nossa esperança é de que chegue um dia em que ele não precise mais nem do marca-passo", diz Sardenberg.

Pedro recebe alta hoje e volta para Minas. Seu pai diz que o próximo passo é ir para a China, avaliar como estão as pesquisas com células-tronco na área de tetraplegia e, se for o caso, submeter Pedro à terapia, que ainda precisa de comprovação científica. "Se existir chances de ele voltar a andar, não vou medir esforços. A medula dele foi comprimida pela doença, mas ainda há um fio de esperança", afirmou o pai. fonte: AGÊNCIA ESTADO

Ele é diferente, mas é meu amigo...

O livro "Unlikely Friendships" ("Amizades Improváveis", em tradução livre) mostra animais de espécies diferentes que foram flagrados em momentos de "amizade".

As 47 histórias compiladas pela escritora da "National Geographic" Jennifer S. Holland, especializada em ciência e história natural, mostram desde casos conhecidos, como o da gorila americana Koko e seu gato de estimação All Ball, até outros mais recentes.

A autora diz que, em alguns dos casos, o comportamento dos animais pode ser explicado pelos benefícios que eles ganham com a companhia de outras espécies.

Outros, no entanto, permanecem inexplicáveis, como a amizade entre um cachorro golden retriever e uma carpa chinesa, criados por um casal americano.

O livro, ainda sem versão em português, pode ser comprado pela internet. fonfe: BBC BRASIL

Dispara venda de celular que aceita mais de um chip

As fabricantes de celulares estão conseguindo vencer a resistência das operadoras para abastecer o mercado brasileiro com modelos que aceitam mais de um chip e funcionam com mais de uma linha simultaneamente.

Antes, as teles, que têm altas tarifas de interconexão --taxa cobrada em chamadas entre celulares de operadoras concorrentes--, não queriam estimular o crescimento desses aparelhos.

A resistência ruiu no ano passado com a expansão do mercado paralelo, abastecido por modelos chineses de até quatro chips, que entravam no país irregularmente.

Resultado: em 2011 esses aparelhos representaram 17% das vendas de celulares no país, que foram de 57 milhões de unidades, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). No ano anterior, o número foi de 2,3%. Os dados são de um levantamento da consultoria alemã GfK. fonte: FOLHA.COM

Avó e madrasta são indiciadas por morte de menina que foi obrigada a correr 3 horas

A avó e a madrasta de uma menina de nove anos foram indiciadas por homicídio, acusadas de forçá-la a correr ininterruptamente por três horas como punição por ter mentido sobre o fato de ter comido doces, segundo a polícia do Alabama, nos Estados Unidos.

Savannah Hardin ficou extremamente desidratada, teve uma convulsão e morreu poucos dias depois, no hospital onde havia sido internada.

Os investigadores ainda tentam determinar se Savannah sofreu ameaças de violência física ou se apenas recebeu ordens verbais para correr.

Testemunhas

Avó e madrasta da pequena Savannah
No fim da tarde da última sexta-feira, diversas pessoas teriam visto a menina correr do lado de fora da casa onde ela vivia, mas não acharam que havia algo grave ocorrendo.

"Eu a vi correndo ali, foi o que eu disse aos policiais, mas não consigo imaginar como isso pode ter matado a menina", disse Roger Simpson, uma das testemunhas.

Por volta de 18h45, a madrasta de Savannah, Jessica Mae Hardin, de 27 anos, telefonou para os serviços de emergência, dizendo que a menina estava sofrendo uma convulsão.

Segundo a polícia, a menina morreu na segunda-feira.

Os investigadores ouviram que a razão para a punição foi que a menina teria negado para a avó, Joyce Hardin Garrard, que havia comido uma barra de chocolate no ônibus escolar.

Relatos na mídia americana indicam que Savannah sofria de um problema na bexiga, que poderia ser agravado se ela ingerisse doces.

O pai da menina estava viajando a trabalho durante o episódio e teria conseguido voltar aos Estados Unidos poucas horas antes da morte da menina. fonte: UOL