domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pesquisa usa 'hormônio do amor' para atacar sintomas da depressão

Testes clínicos: Gotas de hormônio no nariz 
podem combater os sintomas de depressão
A liberação do hormônio está relacionada com sentimentos positivos, como o contato entre casais. As mulheres produzem mais ocitocina do que os homens, pois ela está ligada à sensação de amor materno, mas os homens também se beneficiam. "Em humanos, a ocitocina é liberada em abraços, com a experiência de toques agradáveis, o contato olho no olho. Ela também desempenha um papel no ciclo de resposta sexual", explica Kai MacDonald, um dos cientistas que participam do experimento.

MacDonald afirmou que estudos anteriores já haviam mostrado que doses de ocitocina reduzem a atividade de circuitos cerebrais ligados ao medo, insegurança e ansiedade. "Quem recebe as doses não percebe nenhuma alteração, mas age diferente", afirma. 

É possível aplicar ocitocina artificial no corpo, com gotas no nariz. O hormônio já se mostrou eficiente no combate à esquizofrenia, segundo David Feifel, que também trabalha na pesquisa. "A ocitocina aumentou a eficiência dos remédios normalmente utilizados para combater a doença", disse ele, em entrevista ao site de VEJA.

Pessoas diagnosticadas com depressão já contam com níveis maiores de ocitocina no cérebro, em comparação com indivíduos saudáveis. "Isso foi percebido em uma pesquisa de 2010 e nos chamou a atenção. Pode ser que o corpo já esteja tentando combater a depressão com a liberação do hormônio, então podemos nos inspirar nessa iniciativa biológica", explicou Feifel.

Os testes clínicos estão sendo realizados na Califórnia e os resultados preliminares são positivos, segundo os cientistas, mas ainda não podem ser divulgados. Esse tipo de experimento, com seres humanos, representa a última etapa no processo de desenvolvimento de remédios e tratamentos médicos. fonte: VEJA ONLINE

Estabilidade do Costa Concordia está em perigo, diz jornal

Navio pode cair em abismo, causando uma catástrofe ambiental
A estabilidade do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou no dia 13 de janeiro no litoral da ilha de Giglio, está em perigo porque uma das pontas das duas formações rochosas sobre as quais ele se apoia está desmoronando, informou a imprensa italiana. Com isso, ele poderia cair em um abismo de 60 a 90 metros de profundidade. 

O jornal italiano Il Tirreno publicou nesta sexta-feira o vídeo de um reconhecimento submarino do cruzeiro que agora precisa ser examinado por especialistas, mas já provoca grandes preocupações sobre a estabilidade da embarcação, que parece suspensa sobre o nada.

Segundo o jornal, o vídeo mostra que o navio esmaga uma rocha na qual se abre uma fratura. A publicação aponta que os geólogos devem dar a resposta sobre o incidente.

O verdadeiro perigo é o de que o Concordia vire e caia no abismo, causando uma catástrofe ambiental, o que tornaria impossível continuar com a extração das 2.300 toneladas de petróleo iniciada no dia 12. fonte: EFE

É hora de dizer adeus à marca Sony Ericsson

Xperia: marca é a principal aposta
da companhia no setor de smartphones
A fabricante japonesa Sony finalizou na quinta-feira(16) a compra da marca Sony Ericsson, até então mantida em parceria com a sueca Ericsson – especializada em telecomunicações. De acordo com a companhia, o valor total da transação, que acabou com uma parceria de mais de 10 anos, foi de 1,47 bilhão de dólares. A aquisição também terá impacto no nome da divisão de dispositivos móveis, que passa a se chamar Sony Mobile Communications.

“Nossos esforços estão voltados para a integração e convergência da área de telefonia móvel com outros eletrônicos, como smartphones, tablets, TVs e computadores”, afirmou a companhia em comunicado oficial. Todas as patentes da divisão devem ficar nas mãos da Sony. Aquelas que forem exclusivas da Ericsson poderão ser utilizadas a partir de uma licença especial, já definida entre as partes.

Com a aquisição, aprovada pela Comissão Europeia em janeiro, a companhia japonesa ganha liberdade total para remodelar interfaces e revisar as estratégias para a comercialização de seus produtos. Atualmente, a grande aposta na linha de dispositivos móveis da empresa está na série Xperia, que utiliza o sistema operacional Android, do Google. fonte: VIDA DIGITAL

CASO ELOÁ: E a espalhafatosa advogada quer ser candidata

Cabelos negros, longos e encaracolados, brincos compridos de strass e roupas justas que marcavam a silhueta curvilínea. A advogada Ana Lúcia Assad foi a personagem que mais chamou a atenção da plateia nos quatro dias de julgamento de Lindemberg Alves. Ele foi condenado nesta quinta-feira a 98 anos e dez meses de prisão pela morte de Eloá Pimentel em 2008. Cumprirá 27 deles em regime fechado.

Equilibrando-se sobre um salto agulha de 15 centímetros que sustentava sandálias também enfeitadas com strass, Ana Lúcia desfilou pelo plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Santo André, no ABC Paulista, distribuindo afagos ao cliente, farpas à promotora Daniela Hashimoto e conselhos à juíza Milena Dias. “A senhora devia ler mais. Voltar a estudar”, fustigou, num dos momentos mais tensos do julgamento, quando Milena disse desconhecer o “princípio da verdade real”, invocado por Ana Lúcia para que pudesse inquirir novamente uma das testemunhas. A grosseria pode render à advogada um processo por injúria e difamação, solicitado ao Ministério Público pela juíza ao final do julgamento.

Advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, secção de São Paulo, com o número 172.656, Ana Lúcia formou-se em Direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG) – ironicamente, Alexandre Nardoni, condenado pela morte da filha Isabela Nardoni, estudou na mesma instituição – e fez pós-graduação em Direito Tributário na Escola Paulista de Direito. Hoje, é membro da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Guarulhos.

De acordo com o site do escritório “Assad Advocacia”, localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, ela atua nas áreas do Direito Criminal, Civil, Tributário e Previdenciário, “sendo sua destacada especialidade a atuação no Tribunal do Júri”. E que atuação.

No primeiro dia do julgamento de Lindemberg, Ana ameaçou abandonar o tribunal caso não conseguisse arrolar entre as testemunhas Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, e Everton Douglas, irmão caçula da vítima. À tarde, chamou de mentirosa Nayara Rodrigues da Silva, amiga de Eloá que também esteve sob a mira da arma de Lindemberg, e afirmou que a jovem havia sido instruída pelo advogado a chorar durante o depoimento.

O bate-boca com o advogado José Beraldo, assistente da acusação, também começou na segunda-feira – e se estendeu até quinta. Ao acusá-lo de especular sobre o caso, ouviu a réplica em voz alta: “A doutora, por favor, fique quieta. A senhora está me atrapalhando”. Ana Lúcia respondeu pedindo respeito. “Pare de gritar no plenário”, repreendeu-a Beraldo. “Quando o senhor me respeitar eu paro”, devolveu Ana Lúcia no mesmo tom de voz.

A discriminação de que se dizia vítima, por parte da promotoria, da juíza, dos jornalistas e da população em geral tinha, segundo Ana Lúcia, uma prova concreta: a falta de um microfone exclusivo para uso em plenário. Visivelmente incomodada com o detalhe, fez questão durante todo o julgamento de mostrar que o microfone que lhe ofereciam não funcionava ou estava sempre fora do alcance – além de, propositalmente ou não, bater seguidamente com o equipamento na mesa ou nas mãos, provocando estrondos na sala do júri.

Ao evocar os mais de 250 casos nos quais atuou, preferiu não revelar em quantos foi vitoriosa. “Depende muito do que você considera ganhar ou perder”, esquivou-se. “Mesmo sem ganhar o caso, você pode ter pequenas conquistas que equivalem a uma vitória”.

Na terça-feira, foi vaiada pelos espectadores que acompanhavam o julgamento ao novamente ameaçar retirar-se do tribunal – desta vez porque queria dispensar o testemunho de Ana Cristina e Everton Douglas. Um jornalista perguntou-lhe se a estratégia havia sido uma “jogada de mestre”, já que resultara no afastamento da mãe de Eloá da plateia, respondeu: “Não sei se foi uma jogada de mestre, mas agradeço o elogio”.

O clímax da performance chegou quando Ana Lúcia foi hostilizada por um grupo de pessoas que acompanhavam o julgamento do lado de fora do Fórum. Tal reação é frequente em casos de grande repercussão – em 2008, por exemplo, foram apedrejados os carros dos advogados do casal Nardoni. Depois disso, a advogada começou a se apresentar como vítima de uma orquestração montada para impedi-la de exercer a profissão.

“Não é crime ter gênio forte”, disse a certa altura, referindo-se a Lindemberg. “Se fosse, eu estava bem complicada.” Para livrar-se da multidão hostil, Ana Lúcia contou com a escolta de uma equipe da Força Tática da Polícia Militar. Para protegê-la dentro do tribunal, convocou um time de advogados da OAB de Santo André e de integrantes da Comissão de Prerrogativas da Ordem, que fiscaliza se os direitos dos advogados estão sendo preservados.

Com tantos holofotes, Ana Lúcia não perdeu nenhuma chance para se projetar. Os tiros saíram pela culatra. A postura geniosa desagradou a juíza, os jurados e a plateia. Lindemberg acabou condenado nos doze crimes dos quais era acusado, e enquadrado na pena máxima.

Se prejudicou o cliente, o desempenho pouco polido diante do júri e das câmeras serviu para dar visibilidade a Ana Lúcia – algo que ela perseguia desde a abertura do julgamento. Em sua página no Facebook ela aparece, sorridente e decotada, posando ao lado do prefeito de Guarulhos, Sebastião Alves de Almeida (PT), e do vereador Unaldo Santos (PSB). Na rede social, um amigo lhe perguntou se será candidata a algum cargo público. A resposta: “Sabe que é uma boa idéia? Pré-candidata!!!” Aparecer ela conseguiu. Se vai ser bom ou ruim para suas pretensões eleitorais, isso só as urnas saberão dizer. fonte: VEJA ONLINE

Chega a 5.000 o número de desabrigados por causa das chuvas no Acre

O número de desabrigados no Acre por causa das chuvas já chega a 5.000.

As chuvas provocaram um aumento no nível do rio Acre, na capital Rio Branco, inundando áreas habitadas. As cheias começaram há duas semanas, mas se intensificaram nos últimos dias.

De acordo com boletim da manhã deste domingo (19), 5.000 desabrigados estão temporariamente em locais disponibilizados pela prefeitura e pelo governo do Estado.

Desde o último dia 10, o nível das águas do rio Acre já subiu 2,5 metros.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil liberou R$ 1 milhão para apoio às vítimas da chuva, que serão usados na compra de alimentos, água potável, produtos de higiene e limpeza.

Mesmo com as chuvas, o governo do Acre decidiu manter a festa de Carnaval, organizada em uma das avenidas de Rio Branco.

No circuito da folia, foram montados dois postos de doação para receber leite em pó, massa de mingau e fraldas descartáveis. Serão destinados às mães de crianças que chegarem aos abrigos. fonte: FOLHA.COM