quarta-feira, 6 de julho de 2011

Britânica decide retirar seios saudáveis para evitar câncer

Uma britânica de 43 anos decidiu retirar os seus dois seios saudáveis para prevenir o câncer de mama.
Sally Maguire, de Cambridgeshire, sudeste da Inglaterra, já teve vários casos de câncer na família. Sua mãe morreu devido a um caso de câncer nos ovários, assim como sua bisavó e avó. Aos 28 anos, Sally passou por uma histerectomia para evitar o câncer nos ovários. Agora, ela pretende fazer a mastectomia dupla e também a reconstrução das mamas, mesmo não tendo sido diagnosticada com a doença. Pelo fato de não ter parentes vivos, ela não pode fazer exames genéticos para saber se tem o gene que pode determinar propensão ao câncer de mama. "Existem muitas mulheres por aí com câncer que têm de passar por isso, não têm escolha. Me sinto egoísta, pois tenho essa escolha, posso fazer [a cirurgia] e talvez tire a chance de outra pessoa que esteja doente, e eu não estou doente", disse Sally à BBC. "Mas eu não quero ter de falar para meus filhos que tenho câncer. Não quero passar por quimioterapia. Quero tirar isso do meu caminho." INSPIRAÇÃO MATERNA Sally Maguire afirma que vai fazer a mastectomia inspirada no caso de sua mãe. "Não quero que minha família tenha de conviver comigo tendo câncer e o que isso faz com você, como você se sente, sem poder fazer nada", disse ela. "Tudo o que minha mãe queria é que eu tivesse o melhor. Ela odiava a possibilidade de ter me dado esse gene e que eu pudesse ter de passar pelo que ela passou", explicou Sally. Apesar de Sally ter ido ao hospital para fazer a operação, o procedimento foi cancelado na última hora devido a uma infecção. Ela diz querer fazer a cirurgia o mais rápido possível. No Brasil o procedimento é considerado pouco comum e a tabela do SUS não prevê a realização da mastectomia preventiva. Mas, depois de uma análise caso a caso, o sistema público de saúde estadual ou municipal poderá arcar com o custo. GENES RAROS No serviço de exames genéticos da região de Cambridgeshire, no Hospital Adam's Brook, os que têm um histórico de câncer na família podem fazer o exame para detectar genes anormais. Esses genes são raros, diferentes entre as famílias, mas nem todos vão herdá-los. Um familiar sobrevivente pode ajudar o laboratório a encontrar o gene relacionado ao câncer. "Podemos mostrar que é a causa da doença naquela família", afirmou Rebecca Treacy, do Serviço de Exames Genéticos da região de East Anglia. A análise demora dois dias e é considerada um trabalho muito difícil. Todas as amostras podem ser estocadas para exames no futuro, quando a medicina genética já estiver mais avançada. No entanto, decidir fazer esse exame pode ser uma decisão difícil. "Você não está pensado apenas em como esse exame tem impacto na sua saúde. Você também pensa em suas filhas ou irmãs, ou, em alguns casos, seus pais", disse Sue Kenwrick, consultora do serviço de exames genéticos. FONTE: BBC BRASIL

Batalha dos celulares coreanos tem Ferrari como brinde

Você quer uma Ferrari, um notebook ou um cruzeiro pelo Mediterrâneo? Compre um celular inteligente sul-coreano. Essas são apenas algumas das mais exóticas tentações oferecidas na batalha entre os pequenos fabricantes da Coreia do Sul para atrair a atenção dos consumidores, concentrada em gigantes como Samsung Electronics, LG Electronics e Apple.
Um universitário sul-coreano sortudo recentemente ganhou uma Ferrari em um concurso promovido pela Pantech, uma pequena fabricante de celulares sul-coreana. A empresa ofereceu o carro de quase 400 milhões de won (US$ 375,5 mil) com o parte de esforços para atrair usuários ao celular inteligente Vega Racer, que a companhia afirma estar equipado com o mais rápido processador de aplicativos do mundo. A rival KT Tech, divisão de celulares da KT, a segunda maior operadora sul-coreana de telefonia móvel, na semana passada estava oferecendo dois celulares inteligentes pelo preço de um, mas apenas para irmãos gêmeos. Era uma promoção para seu novo modelo Janus, que a empresa diz ser o primeiro celular inteligente do mundo equipado com um processador de núcleo duplo e 1,5 GHz. A penetração dos celulares inteligentes deve saltar a 42% no mercado sul-coreano este ano, ante apenas 2% dois anos atrás, o que aquece a disputa já intensa por clientes. "Não podemos concorrer diretamente com a Samsung e a Apple em termos de estratégia e recursos comuns de marketing... A Ferrari, que simboliza velocidade, combina bem com o nosso produto", disse um porta-voz da Pantech. O Vega Racer tem processador de núcleo duplo e 1,5 GHz. Em outra promoção, na sexta-feira a Pantech lançou um evento que selecionará um comprador do Vega Racer para uma viagem ao Ferrari World Abu Dhabi, um parque temático da Ferrari nos Emirados Árabes Unidos. As campanhas parecem estar dando resultado. O Vega Racer, lançado em 10 de junho, está vendendo bem, cerca de cinco mil unidades ao dia, e levou as vendas totais de celulares da Pantech a um novo recorde mensal em junho. FONTE: REUTERS

Garoto quebra recorde de digitação no iPad

">
Um garoto de 15 anos quebrou o recorde de velocidade de digitação no iPad, segundo o site da Foxnews. Eduard Saakashvili, filho do presidente da Geórgia, conseguiu digitar o alfabeto inglês no iPad em 5,26 segundos. De acordo com o site, trata-se de uma melhora de 1,05 segundo em relação ao recorde anterior, estabelecido por um adolescente britânico em 2010. "Eu estou muito feliz", disse Eduard. "Nossa família estava muito nervosa. Hoje sou uma mãe muito orgulhosa", completou a mãe do menino, segundo a Foxnews. FONTE: FOLHA ONLINE

Brasileira vence concurso Miss Itália no Mundo 2011

A brasileira Silvia Novais foi eleita Miss Itália no Mundo 2011, um concurso de beleza realizado entre descendentes de italianos que moram fora do país.
Silvia, 25, é estudante de educação física e trabalha como modelo em São Paulo. Ela é bisneta por parte de pai de Maria Francisca da Silva e Francesco Milani, originário da região de Florença, na Toscana. O concurso, realizado nesta segunda-feira, foi transmitido pela emissora estatal italiana RAI em uma cerimônia em Reggio Calábria conduzida pelos apresentadores Pupo e Elisa Isoardi. A brasileira, que foi Miss São Paulo em 2009, entrou no concurso como Miss Itália/Amazônia. Ela competia com 39 mulheres, entre elas outras três brasileiras --Carla Isabele Dutra (Miss Itália/Mercosul), Priscylla Vitorassi (Miss Itália/Brasil) e Vitoria Bisognin (Miss Brasil São Paulo). A escolha foi feita por um jurado composto pelo ator Gerard Depardieu e por Carlo Conti. Em segundo lugar ficou a Miss Argentina, Valentina Di Paola, e em terceiro, a Miss Espanha, Iride Fontana. A modelo, de 1,77m de altura, disse não ter mais contato com a parte de sua família que permaneceu na Itália e revelou que nunca havia visitado o país. "É uma oportunidade para conhecer uma história e uma cultura que, por não viver lá, só levo no DNA", disse Silvia, acrescentando que está muito feliz pela receptividade na Calábria. Ela foi condecorada como "embaixadora da Região Calábria em giro pelo mundo". Ela contou que, logo após a vitória, a primeira coisa que fez foi telefonar para sua mãe. A nova miss disse que aproveitará todas as oportunidades que aparecerem, mas tentará fazer teatro ou cinema. FONTE: ANSA

Absolvição de mãe acusada de matar filha gera comoção nos EUA

A absolvição da americana Casey Anthony, de 25 anos, da acusação de assassinar a filha Caylee, de 2, provocou uma verdadeira comoção nos Estados Unidos, expressa em programas de TV e em redes sociais na internet.
O julgamento foi acompanhado passo a passo pelos americanos ao longo das últimas seis semanas, em um dos casos policiais de maior repercussão no país nos últimos anos. Muitos analistas chegaram a comparar o júri que inocentou Anthony ao do caso do jogador de futebol americano O.J. Simpson, absolvido da acusação de matar a mulher em 1995. Em vários programas de TV, apresentadores discutiram o veredicto do caso Anthony. Uma apresentadora de um programa popular da TV a cabo afirmou que respeitava a decisão do júri, mas que achava que "o diabo está comemorando". Dois apresentadores da rede CBS choraram no ar. Vários termos ligados ao julgamento de Anthony estiveram ao longo desta semana entre os principais tópicos de mensagens postadas no Twitter. No Facebook, grupos discutiam o veredicto. FILAS NO TRIBUNAL Durante o julgamento, longas filas se formavam diariamente em frente ao tribunal em Orlando por pessoas que disputavam ferozmente os ingressos para assistir aos depoimentos. Após o anúncio do veredicto, os advogados de defesa de Casey Anthony criticaram duramente a cobertura do caso pela imprensa americana, afirmando que ela havia condenado sua cliente antes mesmo da decisão judicial. Anthony foi inocentada por um júri popular na Flórida da acusação de ter sufocado Caylee em 2008 com fita adesiva sobre sua boca e seu nariz. Ela também era acusada de ter jogado o seu corpo em decomposição em um bosque perto de sua casa, em Orlando, após circular por vários dias com ele no bagageiro de seu carro. A mãe somente comunicou o desaparecimento da filha à polícia após um mês. Primeiro, alegou que a criança tinha sido sequestrada pela babá; depois, durante o julgamento, disse que a menina tinha se afogado acidentalmente em uma piscina. FESTAS E TATUAGEM Os promotores também alegaram que, durante o período em que Caylee já estava desaparecida, o comportamento de Anthony foi incompatível com o de uma mãe preocupada com a filha - ela teria frequentado festas e feito uma tatuagem com os dizeres "Bella Vita" (vida bela). A tese da defesa era de que Caylee teria morrido afogada por acidente na piscina da casa dos avós e que Casey Anthony e seu pai, George Anthony, teriam entrado em pânico e escondido o corpo por medo da polícia. O avô da menina negou essa versão. A autópsia do corpo de Caylee não conseguiu chegar a uma conclusão sobre as causas de sua morte. Este seria, segundo analistas, um dos principais motivos para a absolvição. Se Anthony fosse considerada culpada de assassinato, poderia ser condenada à pena de morte. Ela acabou sendo considerada culpada apenas de mentir à polícia durante as investigações. A sentença deverá ser anunciada na quinta-feira, mas Anthony possivelmente será libertada por já ter passado quase três anos presa. 'NOVELA' O julgamento de Anthony Casey também levou especialistas a discutirem por que o caso ganhou tanta atenção do público americano. Para Robert Thompson, professor de cultura popular da Universidade Syracuse, de Nova York, o fato não é surpreendente. "Você tem essa história incrivelmente trágica de uma criança morta, que não poderia ser mais dramática", disse ele à BBC. Ele comenta ainda que alguns detalhes tornaram o caso ainda mais incomum, como os 31 dias que se passaram até que Anthony relatasse o desaparecimento da filha e personagens fictícios que ela criou durante seus depoimentos, como a suposta babá e um namorado rico que seria o pai da filha. "Havia essa mulher bonita contando histórias que pareciam não se encaixar. Se alguém estivesse escrevendo o caso como uma história de crime de ficção, ninguém acreditaria", comentou Thompson. Para ele, coberturas de casos como esse criam um efeito dominó. "Quanto mais detalhes as pessoas recebem, mais elas querem. Os espectadores são atraídos como em uma novela de TV", disse. O jornalista Eric Deggans, do jornal "St Petersburg Times", da Flórida, tem uma visão parecida. "É uma novela da vida real, tem todos os ingredientes que você poderia esperar de um episódio de L.A. Law ou de Law and Order acontecendo na vida real", disse. MÃE E FILHA Para Robin Simon, professora de sociologia da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, uma das razões para o interesse na história é o fato de ela contrariar a noção que a sociedade tem sobre a ligação que uma mãe deve ter com seus filhos. "A atenção que foi gerada com a mídia não seria tão significativa se fosse um pai assassinando seu filho", disse. Para ela, o caso é um triste reflexo da sociedade americana moderna. "Um jornalista estava entrevistando as pessoas na fila para o tribunal. Uma mulher disse: 'Não posso esperar para ver. É o melhor reality show'", contou. "A mulher então riu. Ela nem percebeu que era um caso real com pessoas reais. É nojento", disse. Para Thompson, por maior que tenha sido o interesse sobre o caso nas últimas semanas, ele vai logo se dissipar. "O interesse vai embora e esperamos pelo próximo caso. Os noticiários diários na TV a cabo precisam desse tipo de coisas, então, podemos esperar pelo próximo julgamento do século daqui a 13 meses", diz. FONTE: BBC BRASIL

Falta de higiene bucal pode afetar fertilidade feminina, diz estudo

Um estudo da Austrália sugere que problemas de saúde bucal podem afetar a fertilidade feminina.
A pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália indica que uma higiene bucal precária é tão ruim para a fertilidade de uma mulher quanto a obesidade, fazendo com que elas demorem em média dois meses a mais para engravidar. Os cientistas apresentaram a pesquisa em uma conferência sobre fertilidade na Suécia. Segundo os pesquisadores, mulheres com gengivas doentes precisaram de sete meses para conceber, comparados com o prazo considerado normal, de cinco meses. De acordo com os pesquisadores, a causa pode estar ligada à doença periodontal, caracterizada por inflamação na gengiva. Se esta não for tratada, poderá desencadear uma série de reações capazes de prejudicar o funcionamento normal do corpo. A doença periodontal já foi ligada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e aborto, além de baixa qualidade do esperma em homens. "Até agora não existiam estudos publicados que investigavam se a doença nas gengivas pode afetar as chances de uma mulher conceber. Este é o primeiro relatório que sugere que a doença na gengiva pode ser um dos vários fatores a serem modificados para a mulher elevar as chances de uma gravidez", afirmou Roger Hart, professor líder da pesquisa. INFLAMAÇÃO O estudo da Universidade do Oeste da Austrália contou com a participação de mais de 3.500 mulheres. Aquelas com problemas de gengiva apresentaram níveis elevados de marcadores para inflamação no sangue. De acordo com o líder da pesquisa, Roger Hart, mulheres que estão tentando ter um filho agora precisam passar antes no dentista além de parar de fumar, beber, manter um peso saudável e tomar suplementos de ácido fólico. "É bom senso aconselhar a mulher a ter certeza de que está saudável se ela quer tentar ter um filho", disse o especialista britânico em fertilidade Allan Pacey. FONTE: BBC BRASIL

Aumenta preocupação no exterior com saúde da economia brasileira

O bom momento da economia brasileira vem há tempos sendo propagandeado ao redor do mundo como exemplo para a recuperação após a crise global de 2008. No entanto, já começam a crescer as vozes divergentes que alertam sobre possíveis estouros de bolhas que levem a uma desaceleração no país.
"As pessoas estão subestimando os problemas na economia brasileira", adverte o analista Neil Shearing, economista sênior para mercados emergentes da conceituada consultoria britânica Capital Economics. "Fundamentalmente, o ritmo e a natureza do crescimento brasileiro não são sustentáveis", afirma Shearing. Entre os pontos de vulnerabilidade da economia brasileira apontados por analistas em relatórios e artigos recentes estão questões como a expansão do crédito com juros altos, a sobrevalorização do real, os riscos de inflação, o alto preço das commodities e a valorização excessiva no mercado imobiliário nas grandes cidades brasileiras. "O estouro da bolha de crédito deve ser bastante grave e levar a economia a uma desaceleração", disse por e-mail, de Hong Kong, Amit Rajpal, gerente de portfólio do fundo de investimentos Marshall Wace. Em um artigo publicado nesta semana pelo diário econômico "Financial Times", Rajpal e Paul Marhsall, diretor de investimentos do Marshall Wace, alertam para o risco de uma crise no setor de crédito no Brasil, citando um aumento dos gastos proporcionais das famílias brasileiras com o pagamento de suas dívidas e a perspectiva de aumento dessa proporção por conta dos juros em alta. "O peso no fluxo de caixa [das famílias] é astronômico e está crescendo", escreveram. O artigo de Rajpal e Marshall é o último de uma série que vem aparecendo nas últimas semanas em diferentes veículos especializados para alertar sobre riscos enfrentados no Brasil. DISTORÇÕES Em um relatório publicado na semana passada, a Capital Economics faz um alerta sobre as perspectivas negativas da indústria no Brasil, apesar do crescimento na produção registrado em maio, e sobre a contínua valorização do real, que "está distorcendo a economia brasileira". A consultoria britânica mantém suas previsões positivas sobre a economia do país no curto prazo, mas advertiu em um relatório anterior sobre "um crescente risco de que a economia superaqueça ou que bolhas comecem a inflar". Para a Capital Economics, a vulnerabilidade da economia brasileira advém de dois fatores: a força do fluxo de capitais para o país e o aumento rápido do crédito para o consumo interno. A consultoria avalia que o excesso de divisas nos países com grandes superávits em conta corrente, como a China ou a Alemanha, vai se manter, o que significa que os fluxos de capital para as economias emergentes, como o Brasil, também se manterão altos, já que o capital excedente nesses países buscará investimentos com taxas de retorno maior, por conta das altas taxas de juros. O relatório adverte que isso é um problema, porque essa entrada de divisas está sendo usada para estimular o consumo interno, com o aumento do crédito, em vez de gerar investimentos em capacidade produtiva, aumentando as pressões inflacionárias. A consultoria avalia que, apesar das ações pontuais do governo para tentar controlar os problemas apontados, "os desafios podem finalmente se provar grandes demais". Para o analista Neil Shearing, essas eventuais bolhas devem estourar até 2013, mas não a ponto de levar a uma recessão. "Nossa previsão para 2013 é de um crescimento de 2% a 3%, que poderia ser considerado fantástico para as economias desenvolvidas, mas não para o Brasil, que precisa de um crescimento de pelo menos 3% a 4% para poder compensar o aumento populacional e gerar empregos", observa. 'MEDIDAS LIMITADAS' Amit Rajpal vê a possibilidade de uma desaceleração mais acentuada na economia. "Se vai haver ou não uma recessão vai depender da gravidade do estouro da bolha de crédito", afirma. Para ele, o governo brasileiro falhou em não adotar medidas mais rápidas para conter o fluxo de capitais, para estimular as taxas de poupança interna e para conter os gastos públicos. Rajpal considera que as medidas já adotadas pelo governo para conter o crédito ao consumo "são muito limitadas em escopo". "O crédito ainda está crescendo muito rápido e precisa ser contido", afirma. No artigo publicado nesta terça-feira, Rajpal e Marshall observam que algumas medidas adotadas pelo governo, como a elevação das taxas básicas de juros, têm o efeito de aumentar o peso do serviço das dívidas sobre os devedores. Segundo eles, a taxa média de juros nos empréstimos para consumo já subiram de 41%, no ano passado, para 47% em maio deste ano, elevando com isso de 24% para 28% a proporção da renda disponível das famílias brasileiras usada para o serviço de suas dívidas (na classe média, essa proporção já teria passado dos 50%). Em comparação, a proporção da renda disponível para o pagamento de dívidas é de 16% nos Estados Unidos e ainda mais baixa em outras grandes economias emergentes como a Índia (4,8%) ou a China (6,5%). Eles advertem ainda sobre o aumento do índice de atrasos de mais de 15 dias nos pagamentos das dívidas, de 7,8% do total de empréstimos para 9,1% entre dezembro do ano passado e maio deste ano. Para Rajpal e Marshall, a queda de mais de 10% no índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, desde o início do ano pode ser uma indicação de que os investidores já começam a se preocupar com a saúde futura da economia brasileira. Os dois observam que muitos analistas e investidores ainda mantêm suas previsões positivas sobre a economia brasileira, mas avaliam que as dúvidas sobre as análises conflitantes devem ser respondidas antes do final deste ano. Em maio, o FMI (Fundo Monetário Internacional) também alertou para o risco de um superaquecimento da economia brasileira, mas elogiou as medidas tomadas pelo governo do país para cortar os gastos públicos e para reduzir os empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). VISÃO POSITIVA Apesar dos crescentes sinais de alerta sobre a economia brasileira, alguns analistas mantém uma visão positiva e descartam estouros de bolhas. O economista americano John Williamson, do Institute for International Economics, de Washington, afirma que não existem sinais de bolhas e diz que o maior problema para a economia brasileira hoje é a questão da sobrevalorização do real. Ainda assim, Williamson, que ficou famoso por cunhar o termo Consenso de Washington, conceito que agrega políticas liberais aplicadas na América Latina nos anos 90, afirmou que não acredita que essa questão tenha o potencial de prejudicar seriamente o crescimento brasileiro ou de que tenha saído do controle. Para ele, a solução para o fortalecimento do real é "continuar aplicando as medidas que o governo já vem adotando". Simon Knapp, economista sênior da consultoria Oxford Economics, afirma que o aumento do crédito no Brasil não preocupa e não vê sinais de bolhas no setor. "Apesar do crescimento, o nível de endividamento no Brasil ainda é modesto, de cerca de 50% do PIB, enquanto nos Estados Unidos e nos principais países europeus esse nível é três vezes maior", observa. Enquanto Rajpal e Marshall veem no aumento dos juros um fator para o possível estouro de uma bolha de crédito, Knapp afirma que o alto custo do crédito tem o efeito de manter os empréstimos a um nível aceitável. "Não creio que haja uma sensação geral de que o aumento do crédito seja um problema no Brasil", diz. Ainda assim, ele prevê uma desaceleração considerável nos próximos anos, com um crescimento estabilizado em um "ritmo sustentável de 4% ao ano". Para Knapp, o grande problema da economia brasileira hoje é a ameaça da inflação e a necessidade de balancear o controle dos preços não somente com o aumento das taxas de juros, mas também com o controle de gastos do governo. Ele observa que o aumento excessivo dos juros acaba gerando o efeito colateral de atrair mais capitais ao país e reforçar a valorização do real. Para evitar isso, observa, é necessária também uma política fiscal mais austera. "O Banco Central brasileiro se mostrou nos últimos anos bastante competente em conter os riscos de inflação", comenta. "A política monetária brasileira certamente não é frouxa, mas o desafio é balancear isso com uma política fiscal mais dura também", diz. FONTE: BBC BRASIL

Governo brasileiro oferece tratamento de câncer a Hugo Chávez

O governo brasileiro ofereceu tratamento contra o câncer ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Chávez seria tratado no sistema privado brasileiro, e os custos ficariam por conta da Venezuela. A cortesia foi bem recebida pelo chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, mas nenhuma resposta foi dada ao Brasil. A oferta foi feita enquanto Chávez estava em Havana, onde ficou mais de 20 dias em recuperação das duas cirurgias a que foi submetido. Somente na última quinta-feira, o presidente venezuelano colocou um fim nas especulações, ao confirmar que estava com câncer. No entanto, ele não precisou quais órgãos e tecidos foram atingidos pelo tumor. O presidente voltou à Venezuela nesta semana e, por conta de seu estado de saúde, não participou da festa do Bicentenário da Independência. FONTE: FOLHA ONLINE

Federação Internacional vai apelar mas Cielo pode nadar Mundial

A Fina (Federação Internacional de Natação) vai apelar à CAS (Corte Arbitral do Esporte) sobre a decisão brasileira de punir apenas com advertência os nadadores Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinícius Waked, que testaram positivo para o diurético furosemida no Troféu Maria Lenk, em maio, no Rio.
A medida da Fina, porém, não suspende preventivamente os nadadores e mantém a advertência, decisão do painel antidoping da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), anunciada na última sexta-feira, até o julgamento no CAS, ainda sem data marcada. Em comunicado publicado nesta quarta-feira, a Fina permite que os atletas continuem competindo. Desta forma, Cesar Cielo pode competir no Mundial de Xangai, que começa dia 24 deste mês. "A CAS é a única autoridade que pode tomar a decisão de uma suspensão provisória", diz a Federação Internacional. O campeão olímpico e mundial, porém, fica à espera da decisão do CAS (que ainda pode suspendê-lo e puni-lo com a perda de uma possível medalha posteriormente). "A Fina vai usar seus melhores esforços para obter uma decisão no menor tempo possível", diz a nota da entidade máxima da natação mundial. Nicholas Santos e Henrique Barbosa, que foram flagrados junto o campeão olímpico em teste feito em maio, estão fora da competição na China. Como punição pelo doping, os dois levaram advertência e perderam todos os resultados obtidos no Troféu Maria Lenk. Vinícius Waked não tinha índice. Cielo obteve os índices para o Mundial no ano passado, antes do Maria Lenk, por isto poderá disputar a competição na China. ENTENDA O CASO Os nadadores Cesar Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked foram flagrados pelo uso do diurético furosemida em exame antidoping realizado no último Troféu Maria Lenk, em maio, disputado no Rio. Leia algumas perguntas e respostas sobre o caso. Qual é a defesa dos nadadores? Cesar Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked, que testaram positivo para o diurético furosemida, dizem que consumiram suplemento contaminado. Por que a confederação decidiu só adverti-los? A entidade concluiu que não houve culpa nem negligência dos atletas baseada principalmente nessas informações: 1) Laudo de laboratório mostra que as pílulas de cafeína tinham furosemida; 2) Cielo declarou que comprava o produto da mesma farmácia, em Santa Bárbara d'Oeste (SP), havia dois anos; 3) O estabelecimento teria manipulado furosemida antes de fazer o suplemento; 4) Relatório da farmácia diz que contaminações são possíveis, mas não assume que houve falha e contaminação; 5) A urina dos atletas teria densidade alta, não comprovando a ingestão de diurético para diluir a urina e mascarar outras substâncias dopantes. O que diz a farmácia? Representantes da Anna Terra dizem que apenas atestaram que contaminações são possíveis, mas não admitem que houve falha no processo. Por que outros atletas flagrados foram suspensos? A confederação diz que, em casos como os de Daynara de Paula e Fabíola Molina, houve negligência. A primeira teria comprado suplemento contaminado de farmácia que não conhecia. A segunda diz que usou sachê de amostra grátis de suplemento novo --perdeu vaga no Mundial e será substituída por Etiene Medeiros. O que ainda pode acontecer com os nadadores? Se a Fina ou a Wada apelarem, e a Corte de Arbitragem do Esporte concordar, serão suspensos e perderão seus resultados desde o Troféu Maria Lenk, em maio. Waked, reincidente, pode até ser banido. FONTE: FOLHA ONLINE

Seleção brasileira de Mano exibe faceta miúda na Copa América

A seleção brasileira encolheu. Para a Copa América da Argentina, o técnico Mano Menezes levou um time mais leve e mais baixo do que o que disputou as duas últimas edições da Copa do Mundo.
Os 23 jogadores que Dunga levou para a África do Sul tinham, em média, 1,83 m e 76 kg. Um ano depois, a média do time de Mano Menezes é de 1,80 m e 74,9 kg. A diferença confirma a tendência de emagrecimento da seleção nacional. Na Copa da Alemanha, em 2006, a média de peso era de 78 kg --muito por causa das presenças de Ronaldo e Adriano, que, além de grandes, estavam fora de forma. As maiores mudanças no atual time em relação ao que jogou o Mundial da África do Sul se deram no meio de campo e no ataque. Saíram "tanques" como Felipe Melo, Kaká e Luis Fabiano (todos com mais de 1,80 m e 80 kg) e entraram jogadores bem mais franzinos. Ramires, Neymar e Alexandre Pato são exemplos. Com exceção de Paulo Henrique Ganso (1,82 m), todos os jogadores do meio de campo e do ataque do Brasil têm menos de 1,80 m. A maior estrela da atual seleção é Neymar (1,74 m e 64 kg). A principal opção no banco de reservas é Lucas, que teve o nome gritado pela torcida nos últimos amistosos no Brasil e também na estreia na Copa América. O meia-atacante do São Paulo é dos menores da seleção: 1,72 m e 70 kg. Só é mais alto que Jadson, 1,68 m. O resultado dessa escolha é um time que joga muito pelo chão e que quase não busca os cruzamentos pelo alto. Na Copa América, esse tipo de jogo é prejudicado pelo estilo da arbitragem, que permite um jogo mais físico, de mais contato, e pelos gramados, que, além de altos e fofos, são castigados pelo frio que faz na Argentina. "Parece-me que atrapalhou, principalmente nossas jogadas de qualidade e velocidade", disse o técnico Mano Menezes sobre o campo, após o empate sem gols contra a Venezuela, no domingo. Ontem, Pato também se queixou do gramado do estádio Ciudad de La Plata. "Não pode servir de desculpa, mas o campo era ruim", declarou o atacante do Milan. Pato (1,79 m e 71 kg) só foi acionado pelo chão na partida contra os venezuelanos e acertou um chute no travessão. No único lance pelo alto, o árbitro anotou falta dele. No sábado à tarde, o Brasil, integrante do Grupo B, joga contra a seleção do Paraguai, cujos defensores têm altura média de 1,80 m. O próximo adversário da seleção não sofreu gol nos últimos quatro jogos, quando enfrentou a Bolívia (duas vezes), a Romênia e o Chile, este último em sua estreia na Copa América --um 0 a 0. FONTE: FOLHA ONLINE