terça-feira, 28 de junho de 2011

Genes associados à magreza podem levar a problemas no coração

Genes que estão associados a pessoas magras têm ligação com problemas cardíacos e diabetes tipo 2, condições que normalmente são vinculadas ao excesso de peso.
A associação entre as variantes genéticas e as doenças se mostrou mais frequente entre homens segundo o estudo feito pelo Conselho de Pesquisa Médica, no Reino Unido.
A conclusão ao qual os cientistas chegaram sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado --muito mais perigosa.
O trabalho, publicado na revista científica "Nature Genetics", envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas.
A chefe do estudo, Ruth Loos, pesquisadora da Unidade de Epidemiologia do Instituto de Ciências Metabólicas, em Cambridge, na Inglaterra, disse que os pesquisadores ficaram intrigados quando perceberam a associação genética a doenças.
"Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência", alertou Loos.
O médico Iain Frame, diretor de pesquisas da entidade de auxílio a diabéticos Diabetes UK, disse que o estudo pode "esclarecer por que 20% das pessoas com diabetes do tipo 2 sofrem da condição apesar de terem um peso saudável".
"[A pesquisa] também é uma mensagem clara de que pessoas magras não podem ser complacentes em relação à sua saúde", alertou.
Sobre o novo estudo, o médico Jeremy Pearson, um dos diretores da British Heart Foundation, entidade britânica de combate às doenças do coração, comentou: "Esses resultados reforçam a ideia de que, para os riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura.
"A gordura armazenada internamente é pior para você do que a armazenada sob a pele", acrescentou. "Entretanto, isto não elimina o fato de que ser obeso é ruim para a saúde do seu coração, então, devemos continuar tentando ficar magros e em boa forma física." FONTE: BBC BRASIL

Tripulação deixa ISS após ameaça de choque com lixo espacial

Os seis membros da tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) foram forçados nesta terça-feira a deixá-la e seguir para a nave Soyuz devido à proximidade de restos de lixo espacial, informou a agência Interfax, citando uma fonte espacial russa.
"Restos espaciais foram localizados muito tarde para que a estação espacial fizesse uma manobra para evitá-los. Os seis membros da tripulação receberam a ordem de subir a bordo da nave Soyuz", indicou a fonte.
O lixo orbital passou a 250 metros da estação, e a tripulação que havia se refugiado na nave de socorro pôde voltar à estação, indicou a agência.
Segundo uma porta-voz do TSOuP (centro de controle russo de voos espaciais), quando a ISS se vê ameaça por restos de lixo espacial, a tripulação recebe ordem para ir a bordo das naves de resgate e poder fugir da estação, caso necessário. "Trata-se de um procedimento normal de evacuação em caso de necessidade, e os astronautas têm instruções permanentes nesse sentido", explicou.
Três russos, dois americanos e um japonês fazem parte atualmente a tripulação da ISS. FONTE: FRANCE PRESSE

Governo Obama defende projeto para legalizar jovens imigrantes

Membros do gabinete do presidente Barack Obama defenderam nesta terça-feira uma proposta de legalização de jovens imigrantes nos Estados Unidos, na primeira audiência sobre um projeto legislativo realizada no Senado.
O denominado "Dream Act" abriria um novo caminho de legalização para os jovens que chegaram crianças aos Estados Unidos e que podem comprovar, atualmente, um bom histórico escolar e um bom comportamento social.
"Não estamos falando de uma anistia em massa. É um assunto urgente para esses jovens", respondeu a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, a perguntas de um senador republicano oposto ao projeto, Chuck Grassley, durante uma audiência.
"O Dream Act faria dos Estados Unidos um país mais forte", disse o líder da bancada democrata, Dick Durbin, recordando que o projeto está no Congresso levando tombos há uma década.
O Dream Act voltou a ser introduzido em 11 de maio passado por senadores democratas, apesar de seu fracasso na legislatura anterior, quando a então minoria republicana e um grupo de democratas dissidentes paralisaram o debate do projeto.
Segundo a Casa Branca, milhares de estudantes se formam anualmente na escola secundária, sem ter seus papéis em regra.
O Dream Act prevê que, para pedir a regularização, o jovem deve comprovar que chegou aos Estados Unidos com menos de 15 anos, demonstrar bons antecedentes sociais, apresentar diploma e realizar dois anos de serviço ou educação militar.
A reforma poderia beneficiar imediatamente 726.000 jovens, segundo cálculos do Instituto de Política Migratória.
Mas a lei permite legalizar indivíduos de até 35 anos de idade, criticou o senador republicano, John Cornyn.
Durbin explicou que é para compensar a década perdida, durante a qual os jovens que se formam não conseguem encontrar trabalho, porque não possuem documentos. FONTE: FRANCE PRESSE

Família real de Mônaco desmente fuga de noiva antes de bodas

O palácio real de Mônaco negou veementemente que a noiva do príncipe Albert teria desaparecido uma semana antes do casamento, conforme publicado em um jornal francês nesta terça-feira.
O semanário "L'Express" divulgou em seu site que Charlene Wittstock, que vai se casar com o chefe do principado da Riviera Francesa no sábado, foi ao aeroporto na cidade próxima de Nice na semana passada para embarcar em um voo só de ida para a África do Sul, onde viveu grande parte de sua vida.
Foi necessária "uma persuasão infinita" por parte do príncipe e de sua equipe para convencer a ex-campeã de natação, de 33 anos, a mudar de ideia, disse a revista.
"Esses rumores servem apenas para prejudicar gravemente a imagem do monarca, e a da senhorita Wittstock, e prejudicar esse evento feliz", disse uma porta-voz do palácio em comunicado, negando as alegações.
Um advogado do casal, Thierry Lacoste, também negou as informações e disse ao jornal Le Figaro que havia começado a tomar medidas legais contra o "L'Express".
"Isso é loucura, tudo falso", disse Lacoste ao jornal. "Esse rumor está circulando há três semanas... Eu estive com o príncipe e Charlene Wittstock em Paris três dias atrás, e posso prometer a vocês que está tudo bem."
Milhares de convidados, inclusive dezenas de chefes de Estado, devem comparecer à cerimônia em Mônaco, no sábado.
O chefe da Casa de Grimaldi, de 53 anos, filho do príncipe Rainier 3º com a atriz de Hollywood Grace Kelly, conheceu Wittstock em 2000 enquanto presidia o evento internacional de natação em que ela estava competindo.
Albert governa a pequena cidade-Estado, cercada nos três lados pela França, desde a morte de seu pai, em 2005. FONTE: REUTERS

Brasil lidera ação por Estado palestino, diz dirigente da OLP

O Brasil é um parceiro central na campanha pelo reconhecimento do Estado palestino, que será levada às Nações Unidas em setembro.
A afirmação é de Nabil Shaath, um dos principais dirigentes e negociadores palestinos. Segundo ele, o Brasil manteve a política do governo Lula de angariar apoio internacional ao reconhecimento da Palestina.
"O Brasil nos ajudou e continua ajudando", disse Shaath ontem em Ramallah, durante conversa com correspondentes estrangeiros. "O governo de Dilma Rousseff está seguindo os passos do nosso querido amigo Lula da Silva".
Nesta semana, a OLP (Organização para Libertação da Palestina) oficializou a decisão de pedir o reconhecimento do Estado palestino na ONU, em setembro.
A formulação exata do pedido ainda está sendo definida, mas basicamente os palestinos querem que a ONU reconheça seu Estado nas fronteiras pré-1967, para que a Palestina seja aceita como membro da organização.
O plano é fortemente criticado por Israel, que abriu uma contraofensiva diplomática para tentar frustrá-lo.
Para o governo israelense, trata-se de uma ação unilateral que viola um dos princípio dos acordos assinados com os palestinos --o de que a solução do conflito deve ser obtida em negociações.
Os Estados Unidos também já disseram que são contrários à iniciativa, mas Shaath manifestou esperança de que o país não use seu poder de veto contra o plano no Conselho de Segurança da ONU em setembro.
Após avaliar o pedido, o Conselho de Segurança decidirá em votação se recomenda a adesão da Palestina como membro da ONU. Caso isso aconteça, os palestinos precisariam da aprovação de pelo menos dois terços dos votos da Assembléia Geral (128 países).
Shaath calcula que esse número será alcançado com facilidade, pois até o momento 117 países já declararam apoio à declaração palestina. Na América Latina, somente Colômbia e México não atenderam ao pedido.
Apesar das duas exceções, o continente latino-americano é considerado um exemplo pela liderança palestina.
"Nosso maior sucesso é a América Latina. O Brasil desempenhou um papel importante ao nos ajudar a obter o reconhecimento dos países sul-americanos", disse Shaath. "O presidente Lula tem toda a minha gratidão por ter sido o fator proeminente para obter o suporte da América Latina. E continuamos a ter esse apoio."
Em dezembro do ano passado, menos de um mês antes de deixar o poder, Lula enviou uma carta à Autoridade Nacional Palestina declarando que o Brasil reconhece o Estado palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias(1967), que incluem Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.
Vários países da América do Sul seguiram o exemplo do Brasil, o que Shaath atribuiu em grande parte ao esforço do ex-presidente.
Shaath contou à Folha que na semana da posse de Dilma, Lula organizou encontros de vários líderes latino-americanos com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. "Graças a Lula, saímos da posse com o apoio de mais oito países", disse. FONTE: FOLHA ONLINE