sábado, 26 de maio de 2012

Novos cálculos sugerem que astros parecidos com a Terra são raros

Uma nova análise, feita com base nos dados do satélite caçador de planetas Kepler, sugere que ainda estamos bem longe de encontrar um gêmeo perfeito da Terra.

A conclusão a que chegou John Rehling, cientista da computação do Dartmouth College e da Universidade de Indiana que já trabalhou para a Nasa, é desanimadora.

Segundo ele, das 156 mil estrelas que o Kepler monitora em busca de planetas, apenas 27 devem ter uma Terra legítima, em termos de tamanho e órbita. O que significa dizer que será preciso um pouco de sorte para que alguma delas seja encontrada.

De cara, ele confirma o que os cientistas envolvidos com o Kepler têm dito a cada nova divulgação de dados: "Estamos encontrando cada vez mais planetas pequenos como o nosso e cada vez mais planetas suficientemente afastados de suas estrelas".

O problema é que, depois de uma análise estatística rigorosa, Rehling percebeu que há um senão desagradável nessa informação: em geral, quando o planeta tem o tamanho da Terra, não tem órbita similar, e vice-versa.

Antes de mais nada, é importante qualificar os dados em que a análise se baseia. O Kepler detecta planetas pelo método do trânsito (que enxerga a passagem do planeta na frente de sua estrela). Ele tem limitações na detecção de sinais e precisa de múltiplas ocorrências para confirmar a presença de um astro.

Então, as toneladas de potenciais trânsitos detectados são tratadas, em geral, como "candidatos a planeta".

Por isso, Rehling teve de partir da premissa de que os candidatos, embora certamente não sejam todos reais, são proporcionalmente representativos do que de fato é real.

Em seguida, ele tratou de criar fatores que compensam os vieses observacionais do próprio satélite, que tende a observar mais planetas mais próximos e maiores.

Enfim, criou uma tabela que mostra como se distribuem os planetas segundo porte e período orbital (quanto tempo levam para dar uma volta em torno da estrela).

TÍPICO E ATÍPICO "No geral, vemos que o Sistema Solar é qualitativamente típico ao ter planetas maiores mais afastados [do Sol] que os menores", diz Rehling.

"Contudo, ele é quantitativamente atípico. Embora o Kepler nos mostre que há quase certamente vários planetas em cada estrela, ele também indica que o Sistema Solar tem uma distribuição bizarramente espalhada quando comparada à de sistemas planetários típicos."

O resultado, se estiver correto, levará a humanidade a refletir um pouco mais sobre o real significado do "princípio copernicano".

Assim chamado por fazer referência à teoria de Nicolau Copérnico, que no século 16 colocou a Terra apenas como um planeta girando ao redor do Sol (em vez de ser o centro do Universo, como se achava), o princípio postula que não há nada de especial em relação ao nosso planeta, se comparado à média cósmica.

Entretanto, se as condições terrestres são raras na escala astronômica (um punhado de planetas para cada centena de milhares de estrelas), o Sistema Solar, apesar de ser apenas um de muitos, passa a ser um lugar interessante.

Os astrônomos ainda pedem cautela antes que se tire qualquer conclusão do tipo. "Penso que há que se tomar muito cuidado com esse tipo de extrapolação", diz Eduardo Janot Pacheco, astrônomo da USP e da equipe do Corot (satélite europeu caçador de planetas, rival do Kepler).

Ele aponta que há muitas restrições à detecção de planetas pequenos em órbitas largas para levar a sério as estatísticas. "Temos de esperar a nova geração de satélites para ter alguma segurança."  FONTE: FOLHA.COM

Brasil registra droga anti-HIV testada como método de prevenção

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou um novo medicamento para tratar e prevenir a infecção pelo HIV em populações de risco.

Após ter passado pelo crivo do órgão regulador, há duas semanas, o remédio, chamado de Truvada, também precisa ser avaliado pelo Ministério da Saúde antes de ficar disponível no mercado.

Se a liberação ocorrer, o produto pode ser incluído na lista de opções gratuitas oferecidas aos pacientes do SUS.

Como o custo do tratamento é alto, até mesmo usuários da rede privada acabam recorrendo aos hospitais públicos para receber a medicação.

Segundo o fabricante, a Gilead Sciences, o remédio ajuda a impedir a proliferação do HIV no organismo.

Não se trata de cura, mas há grande expectativa sobre o poder da droga, principalmente depois que estudos mostraram sua eficácia para prevenir o contágio.

Há duas semanas, consultores da FDA, órgão americano que regula alimentos e medicamentos, recomendaram a adoção do remédio. No Brasil, a palavra final será dada por especialistas do governo, que ainda devem se reunir. FONTE: FOLHA.COM

VALE A PENA: ‘Reinvenção do mouse’ custa US$ 70 e deve sair ainda em 2012

Um dispositivo que promete aposentar o mouse deve chegar entre dezembro deste ano e fevereiro do ano que vem (e já está à venda).

O Leap, desenvolvido por uma pequena empresa californiana, é um periférico do tamanho de um iPod que se conecta a computadores por USB.

A companhia diz que o produto, que deve ter as primeiras unidades entregues a partir de dezembro, é “200 vezes melhor” que o que existe no mercado hoje (leia-se Kinect).

Em seu site, a Leap Motion afirma que eles estão “mudando o mundo”, já que a “reinvenção do mouse” prescinde de manual de instruções –e tem “possibilidades infinitas”.

Apesar de exagerar nas palavras, o vídeo de divulgação que a empresa publicou em seu blog impressiona, de fato.

O pessoal da Wired fez uma análise “hands on” do Leap e fez comentários elogiosos, publicado junto com um vídeo que comprova as capacidades do sensor.

O envio internacional, disponível para o Brasil, custa outros US$ 13, totalizando cerca de R$ 170 –o que soa bastante razoável. FONTE: BLOG DE TEC

Enrique Iglesias renuncia herança de seu pai estimada em 5 bilhões de dólares

Mais do que o sucesso que alcançou no Brasil, o cantor romântico Julio Iglesias (68) é um dos homens mais poderosos da Espanha. Detentor da nona maior fortuna de seu país estimada em cerca de 5,2 bilhões de dólares, segundo dados do livro Riquíssimos, escrito pelo jornalista Jesus Salgado, Julio é dono da terceira parte de Punta Cana (na República Dominicana), além de grandes residências e outros patrimônios.

Toda esta fortuna seria dividida entre seus oito filhos, de acordo com os desejos do cantor. Acontece que seu herdeiro mais famoso, o também cantor Enrique Iglesias (37), não está nem aí pra isso. Portanto, os bilhões de Julio Iglesias serão divididos apenas entre seus outros sete filhos.

De acordo com a imprensa espanhola, Enrique Iglesias não quer saber do dinheiro do pai e se considera financeiramente independente de Julio. “Sua relação com o pai nunca foi das melhores, eles ficam anos sem conversar, nem mesmo por telefone. Enrique sente que fez sua carreira sem a ajuda dele, e por isso não quer seu dinheiro agora”, revelou uma fonte próxima ao jovem cantor. FONTE: CARAS ONLINE