sábado, 19 de maio de 2012

Tremor de terra assusta moradores de Montes Claros, em Minas

Um tremor de terra ocorrido na manhã deste sábado na cidade mineira de Montes Claros (418 km de Belo Horizonte) assustou moradores e causou rachaduras em pelo menos um edifício.

O Corpo de Bombeiros disse ter recebido centenas de ligações após o tremor, que ocorreu por volta das 10h40. Não há registro de vítimas.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília para saber a magnitude e a extensão do tremor.

Segundo os bombeiros, os moradores relataram a queda de objetos no interior das moradias além de pequenos danos nos imóveis.

Muitas pessoas também queriam saber se havia a possibilidade de réplicas e se poderiam permanecer em casa.

O prédio de quatro andares onde funciona o Shopping Popular, no centro da cidade, sofreu rachaduras e os danos ainda são avaliados pela Defesa Civil.

Segundo os bombeiros, os tremores de terra são comuns em Montes Claros. No dia 2 de abril deste ano, foram registrados três tremores durante a madrugada. O mais intenso ocorreu em 1985. FONE: FOLHA.COM

Cidades adotam lei contra fila em caixas

É lei em algumas cidades brasileiras: a espera em filas de supermercados tem limite e a loja que descumprir a regra paga multa.

Em Araraquara, interior de São Paulo, a norma entrou em vigor em abril. Campina Grande e João Pessoa (Paraíba) adotaram o procedimento há mais tempo --em 2010 e 2005, respectivamente.

Em São Paulo, há projetos similares tramitando na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa.

Os limites de espera variam conforme a cidade e o período do mês: vão de 20 minutos até 50 minutos. O valor das multas também oscila de acordo com o município, de R$ 400 a R$ 6 milhões.

A tolerância é mais longa nos dias em que os consumidores recebem salário, nas vésperas de feriados e em temporada de promoções --o que aumenta o movimento nos supermercados.
Além de limitar a espera, as leis estipulam outras medidas para melhorar o atendimento ao cliente.

Araraquara exige um percentual mínimo de caixas funcionando conforme o tamanho do estabelecimento.

"Tínhamos problema principalmente em grandes redes, com esperas de até uma hora mesmo em filas preferenciais", diz o vereador João Farias (PRB), autor da lei.
"As normas estão em vigor há pouco mais de um mês. Por enquanto, os estabelecimentos têm respeitado."

Em Campina Grande, cuja lei também vale para lojas de departamentos e agências bancárias, os comerciantes ficam obrigados a oferecer água e banheiros gratuitamente aos consumidores.

Kátia de Monteiro e Silva, coordenadora-executiva do Procon da cidade paraibana, diz que o atendimento melhorou, embora esteja "longe do ideal." Desde 2005, quando a norma entrou em vigor, foram aplicadas 62 multas a supermercados. Nenhuma foi paga ainda, pois as empresas recorreram na Justiça e os processos estão em análise.

MUITO LONGO Na avaliação de Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor, a espera máxima permitida pelas leis é longa demais.

"As lojas deveriam tomar uma atitude bem antes que a demora nas filas chegasse a meia hora", diz.

"Os consumidores que se sentirem desrespeitados devem mudar o local da compra. Esse tipo de atitude força a melhora do atendimento." FONTE: FOLHA.COM

Dilma veta venda de medicamentos em supermercados

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira (18) o veto da presidenta Dilma Rousseff à venda de remédios que não exijam prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios, lojas de conveniência e similares.

De acordo com o texto, a liberação dificultaria o controle sobre a comercialização, assim como poderia estimular a automedicação e o uso indiscriminado, prejudicando a saúde pública. A decisão considerou a análise dos ministérios da Saúde e da Justiça.

A possível liberação da venda de medicamentos sem prescrição em supermercados preocupou o setor farmacêutico. O Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sincofarma) ameaçou recorrer ao Judiciário, caso a presidenta não vetasse parte do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2012.

O projeto é oriundo da Medida Provisória 549/2011, que trata de isenção de impostos sobre produtos destinados a pessoas com deficiência, e que previa, no Artigo 8º, a ampliação da permissão de venda.

O presidente do Sindicato das Farmácias do Distrito Federal, Felipe de Faria, disse que a decisão dará mais segurança para o consumidor na hora de comprar o medicamento, porque ele poderá ter a orientação de um farmacêutico. “O supermercado vende alimento, a farmácia vende remédio.” FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Marcha da Maconha espera reunir mais de 5.000 hoje na avenida Paulista

Depois de cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, neste sábado (19) é a vez de São Paulo sediar a Marcha da Maconha 2012, no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, região central. A manifestação pede a legalização da droga; no final do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu sobre a legalidade desse tipo de manifestação. 

A concentração para a marcha em São Paulo começa às 13h, com saída prevista para as 16h20. Além da capital paulista, a marcha acontece hoje também nas cidades de Curitiba (PR), Manaus (AM), Petrópolis (RJ) e Salvador (BA).

Com o lema “Basta de guerra: por outra política de drogas", a marcha paulistana espera que este ano o número de participantes supere os 5.000 do ano passado. Além da Paulista, a manifestação deve percorrer as ruas Augusta, Dona Antônia Queiroz e Consolação, até chegar à avenida Ipiranga e terminar na Praça da República.

“Tivemos financiamento de R$ 15.760 de adeptos da ideia e queremos fazer uma marcha bem bonita e pacífica. E como a decisão do STF já vem sendo difundida desde 2011, esperamos que de fato venha mais gente que no ano passado”, afirmou Rodrigo Vinagre, um dos organizadores do movimento.

Segundo Vinagre, os participantes têm sido orientados, via redes sociais, a não consumirem droga durante o ato. “Fizemos uma comissão de segurança para prestar essas orientações. Também pedimos e vamos pedir de novo que os participantes não provoquem policiais, guardas civis nem reajam a provocações de agitadores contrários à marcha”.

O coordenador disse também que órgãos como Polícia Militar e CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) foram notificados sobre a marcha, que, amanhã, acontece também nas cidades de Aracaju (SE), Atibaia, Jundiaí (SP), Natal (RN) e Recife (PE). Entre maio e junho, a marcha deverá ser realizada em 37 cidades brasileiras. FONTE: UOL