sábado, 10 de março de 2012

Grande terremoto de Tóquio vai acontecer 'nos próximos anos', dizem pesquisadores

Na semana em que o Japão lembra um ano da pior tragédia natural da história do país, outra questão é levantada pela mídia local. Quando acontecerá um próximo grande terremoto?

Segundo um estudo feito pela Universidade de Tóquio, há uma probabilidade acima de 70% de a capital japonesa ser atingida por um forte tremor acima dos 7.0 de magnitude nos próximos quatro anos.

Já o estudo encomendado e divulgado pelo governo diz que as chances são de 70% em 30 anos.

Outra pesquisa independente, divulgada pela imprensa japonesa, prevê que as chances de um forte tremor em Tóquio sejam de 10% nos próximos dez anos.

Cientistas e estudiosos do assunto não chegaram a um consenso ainda. Mas todos concordam que é preciso estar preparado.

A grande preocupação em relação à Tóquio é que a área concentra perto de 35 milhões de habitantes, quase um quarto de toda a população japonesa.

Além disto, a megalópole é o principal centro administrativo e financeiro do arquipélago. O impacto econômico, portanto, seria colossal. Estimativas apontam para um prejuízo de mais de U$ 1 trilhão.

A última vez que capital japonesa sofreu um grande abalo foi em 1923, quando um tremor de magnitude 7,9 deixou 142.800 mortos. A região já foi atingida também por tremores em 1703 e 1855.

O Japão está localizado sobre o encontro de placas tectônicas, no chamado Anel de Fogo do Pacífico. Cerca de 20% de todos os abalos mais fortes no mundo acontecem no arquipélago.

ABALOS FREQUENTES - Os pesquisadores da Universidade de Tóquio se basearam em dados que mostram um número cada vez maior de tremores na capital, desde o terremoto de 11 de março.

Diariamente é registrado, em média, 1,48 sismo de magnitude superior a 3 na megalópole. Segundo os cientistas, o número é cinco vezes a mais do que antes.

Eles fizeram os cálculos a partir de registros da Agência de Meteorologia do Japão. E afirmam que, apesar de ser muito difícil de prever com exatidão quando o próximo grande tremor vai acontecer, as pessoas e o governo precisam estar preparados para ele.

Em relação aos cálculos do governo, os pesquisadores disseram que foram feitos com outra metodologia e, talvez, com bases em dados não atualizados.

TÓQUIO ESTÁ PREPARADA? - O terremoto de 11 de março aconteceu na região nordeste do país. Mas a capital japonesa também foi fortemente sacudida. Transportes foram paralisados e milhares de trabalhadores tiveram de voltar a pé para casa, causando um caos na cidade.

Uma simulação da Agência de Prevenção de Desastres mostra que se Tóquio for atingida hoje por um tremor acima de 7.0 de magnitude, mais de 6 mil pessoas devem morrer, a maioria por causa de incêndios e desabamentos.

Um especial da tevê Nippon mostrou esta semana que muitos bairros da capital são antigos, com casas de madeiras construídas muito próximas umas das outras, o que facilitaria a propagação de incêndios e dificultaria a fuga dos moradores.

Por conta disto, mais de 470 mil residências seriam totalmente destruídas. Ainda, o fato de a capital japonesa ter muitas áreas aterradas causaria o colapso de diversos prédios, mesmo aqueles preparados para resistir aos tremores.

A previsão dos pesquisadores é de que seriam gerados mais de 90 milhões de toneladas de escombros, quase quatro vezes mais o que foi produzido no terremoto de 11 de março.

Além disto, mais de um milhão de lares ficariam sem água, gás, eletricidade ou telecomunicações durante dias.

UM ANO - O terremoto de 9.0 de magnitude atingiu a região nordeste do Japão em março do ano passado. Cerca de 20 minutos depois, ondas de até 40 metros de altura varreram tudo o que tinha pela frente.

Segundo dados da polícia, cerca de 15 mil pessoas morreram e outras 3 mil continuam desaparecidas.

A tragédia se agravou depois que as ondas gigantes atingiram a usina nuclear de Fukushima, causando um acidente nuclear. Mais de 80 mil famílias foram obrigadas a deixar suas casas num raio de 30 quilômetros de distância da planta.

No domingo, diversas cerimônias em todo o país devem lembrar as vítimas da tragédia que mais matou pessoas desde a Segunda Guerra Mundial. fonte: BBC BRASIL

Pela 1ª vez, mapa onde está o Titanic é reproduzido com perfeição

Saída do Titanic de porto da Europa, em 1912, rumo aos EUA; novo mapa fornece dicas sobre o acidente com o navio 
Marcas de lama no fundo do oceano sugerem, por exemplo, que a popa (parte de trás do navio) girou feito uma hélice de helicóptero e não mergulhou em linha reta.

Os mapas anteriores tirados do solo oceânico e em torno do Titanic eram incompletos, disse o historiados Parks Stephenson, que foi consultor de uma expedição feita em 2010.

O acidente com o Titanic aconteceu exatamente cem anos atrás, provocado por um iceberg no qual se chocou em sua primeira viagem inaugural, que partiu de Southampton, na Inglaterra, em direção a Nova York. Estima-se que mais de 1.500 pessoas morreram.

Um documentário com duas horas de duração será exibido no canal "History" em 15 de abril, data do acidente, com novos detalhes descobertos.

Para chegar ao resultado final, os cientistas usaram um sonar de imagens e mais de cem mil fotos combinadas que foram tiradas por robôs-exploradores do mar que trabalharam dia e noite.

Ao examinar os destroços e analisar simulações computadorizadas, os investigadores podem agora responder a questões como a forma como o navio se partiu, como ele desceu e se houve uma falha fatal no projeto.

O primeiro mapeamento do local onde o Titanic se encontra começou a partir da descoberta do navio em 1985, com o uso de fotos tiradas por câmeras guiadas por controle remoto, que não se aventuraram muito longe da proa (nariz do navio) e da popa. fonte: ASSOCIATED PRESS

Governo quer elevar imposto de importados

O governo vai elevar o imposto dos importados que concorrerem com os fabricados por setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamentos.

Pelo modelo-piloto para confecções e calçados, as empresas deixam de recolher os 20% do INSS da folha de pagamentos. Em troca, recolhem 1,5% sobre o faturamento.

Com a indústria em crise, o governo quer ampliar os setores agraciados por eventual redução da carga tributária.

Além disso, os produtos importados que concorrerem com os fabricados pelos setores atendidos pela desoneração da folha passarão a contribuir com aumento da alíquota de PIS/Cofins.

"Hoje a contribuição sobre a folha de pagamentos só onera as empresas brasileiras. Com essa mudança, os importados também pagarão o imposto", explicou um interlocutor do ministro Guido Mantega (Fazenda). "Isso criará isonomia de tributos entre os fabricantes locais e os importados".

Tanto o imposto sobre o faturamento de empresas brasileiras quanto o adicional de PIS/Cofins para importados serão destinados à Previdência. O objetivo é evitar que a perda da arrecadação da folha de pagamentos provoque uma sangria nas contas da seguridade social.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem que o governo "está convidando" todos os segmentos da indústria que se interessarem pela desoneração da folha a apresentarem propostas para o governo. Fabricantes de máquinas e equipamentos e de produtos têxteis já demonstraram interesse em obter o benefício. O único empecilho é a fixação da alíquota que incidirá sobre o faturamento. Para o setor têxtil, uma alíquota superior a 1% do faturamento não é interessante.

"Foi o que aconteceu no setor de confecções. O governo fixou a alíquota de 1,5% e, no setor, o clima é de desalento. Não houve qualquer vantagem", disse Alfredo Bomduki, presidente do Sintêxtil de São Paulo.

O setor de máquinas e equipamentos já entregou proposta à Fazenda: "Não será uma grande vantagem, mas já dá um refresco", afirmou o presidente da Abimaq (associação que reúne os fabricantes), Luiz Aubert Neto. fonte: FOLHA.COM