quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Polícia investiga caso de jovem lutador de MMA que está tetraplégico

Lutador de MMA Jeff Dunbar está tetraplégico depois de evento amador
A Polícia de Joliet, no estado de Illinois, investiga o caso de um lutador de MMA dos Estados Unidos que ficou paraplégico após participar de um evento amador em dezembro do ano passado. Trata-se do americano Jeffrey Dunbar, de 20 anos, que lutava havia um ano. Além dos movimentos das pernas e mãos, o jovem também perdeu a fala.

Era a sétima luta de MMA da vida de Dunbar. Antes da luta contra Rudy Bahena, de 23 anos, vencera três de seis combates. No dia 17 de dezembro de 2011, Dunbar fez um movimento brusco para fugir de uma posição de estrangulamento e forçou o pescoço contra a grade, batendo a cabeça. No chão, Bahena finalizou Dunbar com o estrangulamento, sendo declarado vencedor do confronto.

Dunbar não conseguia sentir seus braços e pernas. Os exames mostraram que ele não teve ferimentos graves na cabeça, mas tinha deslocado duas vértebras, comprimindo sua medula espinhal. Os médicos creem que ele jamais andará de novo. Ele ainda está internado e precisará de meses para recuperar os movimentos dos braços.

Os promotores do evento Fight Card Entertainment não entraram em contato com a mãe do garoto sobre as despesas médicas. Não há lei no estado de Illinois que obrigue os promotores a pagarem um seguro em caso de acidentes com lutadores. Uma lei foi assinada em julho e fixou o pagamento de 50 mil dólares a lutadores lesionados nesse tipo de torneio, mas ainda não está em vigor por necessitar de ajustes.

ÍdoloO sonho de Dunbar era chegar ao UFC e treinar com seu ídolo Rashad Evans, que mora em Chicago, mesmo estado do jovem. 

"Quando você ouve algo assim, você nunca pensa: 'Poderia ser comigo'", afirmou Evans em entrevista ao Chicago Tribune. "É uma daquelas coisas que nos faz lembrar de como pode ser perigoso esse esporte", completou.

Acidentes como esse ainda são raros no MMA, segundo o Chicago Tribune, mas houve um caso de outro lutador amador em Iowa em 2009. Zach Kirk, hoje com 23 anos, quebrou o pescoço em uma luta contra um adversário mais pesado. Seu rival original foi substituído por outro em cima da hora e ele foi pressionado a lutar por 1 mil dólares de prêmio em um evento beneficente.

Como forma de coibir o amadorismo no MMA, o estado de Illinois proíbe prêmios acima de 50 dólares para lutadores amadores. Assim, com um evento profissional, as condições de segurança seriam em teoria maiores. fonte: YAHOO!

DANO MORAL: JT condena Santander por gerente sugerir uso de favores sexuais para cumprir metas

A 1ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) manteve condenação do Banco Santander em danos morais a uma ex-empregada que ouviu, de seu gerente, a ordem de que deveria cumprir as metas do banco, ainda que fosse necessária a troca de favores sexuais. 

O entendimento foi de que é legítimo ao empregador exigir de seus empregados o cumprimento das metas por ele fixadas, desde que isso não cause constrangimento, humilhação e degradação à imagem do trabalhador.

A bancária foi admitida em junho de 1978 como escriturária, e desligou-se da empresa em maio de 2005, por ocasião de sua aposentadoria. Na época, exercia a função de caixa na agência de Sorocaba (SP). Segundo relatou na inicial, os funcionários do banco sempre trabalharam sob constante pressão para o cumprimento de metas.

A empregada contou que, numa das reuniões, o gerente regional teria utilizado palavras de baixo calão para insinuar que as metas deveriam ser cumpridas de qualquer forma, ainda que com troca de favores sexuais. Segundo a bancária, a insinuação constrangeu a todos, e alguns colegas chegaram a chorar, envergonhados. Ela pediu indenização no valor de R$ 55 mil.

O banco, em contestação, negou o fato. Disse que jamais um preposto seu agiu de forma a causar dano a outro empregado, e desafiou a bancária a provar o alegado. Em complemento, argumentou que ela não tinha metas a cumprir, já que tais metas diziam respeito ao setor comercial da empresa, e não aos caixas.

Na fase de apresentação de provas, no entanto, as testemunhas confirmaram a versão da empregada, inclusive a ofensa praticada pelo gerente.

“Evidente o caráter ofensivo da expressão utilizada por preposto da empresa ocupante de cargo hierárquico superior na pirâmide funcional do banco, pelo que deve arcar com a indenização pelo sofrimento causado à empregada”, destacou o juiz da 3ª Vara do Trabalho de Sorocaba.

A indenização foi fixada em R$ 35 mil, “pouco menos de 50% do total de salários pagos à bancária durante a vigência do contrato”.

O banco recorreu ao TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) que manteve a condenação e destacou que ficou devidamente comprovada a tese inicial de que o gerente se utilizou de expressões chulas durante reunião em que cobrava metas dos subordinados. “O simples fato de exigir metas não configura o dano moral, porém, os termos utilizados pelo gerente regional configuram evidente excesso, pois foi explícito no sentido de que, caso necessário, poderiam os funcionários trocar favores sexuais para atingir as metas”.

A condenação foi mantida também no TST. O ministro Vieira de Mello Filho, ao analisar o recurso de revista do Santander, disse que as instâncias ordinárias agiram em conformidade com a Constituição Federal, que em seu artigo 5º, inciso X, prevê a proteção à intimidade, à honra e à imagem das pessoas. “Ao empregador cabe oferecer aos seus empregados condições dignas de trabalho, zelando por sua imagem dentro da empresa, sem depreciá-lo, pois o trabalho é o caminho mais seguro para se alcançar a dignidade”, destacou o relator.

A ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, que naquela sessão completou o quorum da 1ª Turma, seguiu o voto do relator e assinalou a importância dos cursos de qualificação de gerentes a fim de orientar os ocupantes de cargos de direção quanto aos limites das cobranças impostas aos empregados.

O presidente da Turma, ministro Lelio Bentes Corrêa, também se manifestou, destacando a necessidade de mudança de mentalidade das empresas que impõem o terrorismo como forma de pressão para o cumprimento de metas. “Na visão de alguns empresários, esse tipo de gerente é bom, porque vai intimidar tanto os empregados que eles vão dar um jeito de cumprir as metas”, disse ele.

Para o ministro Vieira de Mello, o gerente regional, na condição de autoridade designada pelo banco, deixou de eleger o caminho da motivação para enveredar pelo da humilhação, “trajetória inversa daquela que nos indica o caminho da honra e da retidão”. Segundo ele, a responsabilidade do banco é inquestionável, “e a sua atitude em se debater pelas instâncias da Justiça do Trabalho, na tentativa de se isentar da reparação devida, faz corar até mesmo a face de um frade de pedra”. O recurso do banco não foi conhecido, permanecendo intacto o valor da condenação. fonte: ÚLTIMA INSTÂNCIA