quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Perfil de estudante de pós é feminino

A busca por pós-graduação no Brasil, lato e stricto sensu, parte de um grupo majoritariamente feminino, com idade média de 34 anos e renda acima da média nacional.

É o que apontam os dados da última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2009.

As mulheres representam 58% dos estudantes nesse nível de ensino. Apenas no mestrado profissional o número de homens é maior.

Segundo a Capes, 4.167 mulheres se matricularam nos cursos da modalidade, contra 5.937 registros masculinos. Estudantes de ambos os sexos têm renda familiar média de R$ 7.227,76.

Para Fabio Gallo Garcia, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e autor do livro "Como Planejar a Educação", trata-se de uma parcela da população que tem acesso à formação superior.

A Pnad, que considerou alunos inscritos em instituições de ensino privadas, contabilizou 330.351 matrículas em cursos de pós no país.

"O alto número de alunos se deve ao fato de que parte deles faz cursos de especialização lato sensu, não computados nas pesquisas encomendadas pelo governo federal", explica Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e especialista em pesquisas sobre ensino superior.

Na pesquisa da Capes sobre pós stricto sensu com dados do mesmo ano, as matrículas somam 161.117, um pouco acima do contabilizado pela Pnad só no setor público, que oferece a maioria dos cursos desse tipo no Brasil.

FORMAÇÃO TARDIA - A idade com que os brasileiros têm concluído a pós-graduação preocupa os especialistas. "Caracteriza a formação tardia, causada principalmente por alguns doutorados ainda requererem o mestrado como etapa intermediária, prolongando o tempo para a qualificação", observa Schwartzman.

Para quem entra diretamente no doutorado após a graduação, é possível se formar antes dos 30 anos.

Para o pesquisador, essa é a maneira mais rápida de alcançar melhores salários e impulsionar a carreira antes daqueles que entram na pós com idade superior.

"A maioria das pessoas com essa formação no país é mais velha que em países mais desenvolvidos e trabalha sobretudo na docência", especifica. fonte: FOLHA.COM

Paraquedista quer bater recorde de salto à 'beira do espaço'



O austríaco Felix Baumgartner pretende saltar de um balão a 36,5 km de altitude, já na estratosfera

Um aventureiro austríaco anunciou que pretende bater o recorde de skydiving, modalidade de esporte em que uma pessoa salta de grandes altitudes e faz manobras no ar, antes de abrir um paraquedas.

Felix Baumgartner pretende saltar de um balão a 36,5 km de altitude, já na estratosfera. O salto não tem data marcada, mas ocorrerá ainda neste ano.

Qualquer falha na sua roupa, que mantém uma pressão especial, pode levá-lo à morte.

Ele cairá tão rapidamente que se tornará a primeira pessoa a viajar mais rápido do que a velocidade do som sem a ajuda de uma máquina.

Outras pessoas já tentaram esse tipo de salto no passado, mas ninguém conseguiu completá-lo até hoje.

Baumgartner divulgou recentemente um vídeo no qual afirma que o último teste antes do salto foi bem-sucedido.

ROUPA ESPECIAL - A peça mais importante do salto é o traje que protege toda a superfície do seu corpo, fundamental para manter as condições ideias para o fornecimento de oxigênio.

A peça tem características semelhantes à dos astronautas da Nasa, mas ela precisa ser ainda mais resistente e flexível.

Para testá-la, Baumgartner vestiu a roupa dentro de uma cápsula que simulava as condições de pressão que ele enfrentará no salto.

Ele também terá de enfrentar temperaturas que podem chegar a -70ºC e a força de um estrondo sônico.

O capitão David Gradwell, que é diretor de medicina aeroespacial da Aeronáutica britânica (RAF), comentou o desafio de Baumgartner a pedido da BBC.

"Ele cairá muito rapidamente. Por isso, terá de ficar estável, para não rodopiar sem controle", disse Gradwell.

"Ele precisa ser capaz de enxergar pelo visor do capacete e perceber o que se passa ao seu redor, para manusear o paraquedas da forma correta."

Se a tentativa for bem-sucedida, Baumgartner baterá um recorde estabelecido em 1960 pelo aventureiro Joe Kittinger, que pulou de um balão a 31 km de altura. Kittinger faz parte hoje da equipe de Baumgartner e acredita que todo o esforço do austríaco dará certo.

Equipes da BBC e da revista "National Geographic" estão fazendo um documentário sobre a tentativa. fonte: BBC BRASIL