domingo, 20 de novembro de 2011

Filho de Carlinhos de Jesus é sepultado no Rio

Foi sepultado às 10h45 deste domingo o corpo de Carlos Eduardo Mendes de Jesus, 32 anos, filho do coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus. O enterro aconteceu no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio.

Cerca de 200 pessoas, entre amigos, familiares e profissionais da imprensa, compareceram à cerimônia para prestar homenagens a Dudu, como o músico era conhecido, que foi assassinado na madrugada deste sábado. Carlinhos de Jesus ficou abraçado ao neto Juan, filho de Carlos Eduardo.

"Eu queria agradecer a presença e o respeito de vocês. É muito duro, muito difícil, ele era um filho muito querido. Parece que estamos num enterro de um grande artista, mas ele era mesmo um grande artista. Ele só queria tocar, cantar, namorar... E viveu bem. Mas eu estou confiante nos resultados da polícia. Eu estive ontem com o governador e certamente vai ser apurada essa brutalidade", declarou emocionado Carlinhos de Jesus.

O ator Antonio Pitanga mostrou-se muito abalado ao falar com a imprensa. "É um momento de muita dor", disse. "A dignidade não pode estar à mercê de qualquer bandidagem. É muito triste, é um choque para todos."

Em homenagem a Dudu, o ator puxou palmas e cantou, junto com amigos e familiares, a música O que é, o que é? a caminho do local onde o corpo do músico foi sepultado. Novas palmas e mais música se repetiram durante a cerimônia, quando os presentes entoaram o samba-enredo campeão de 2002 da Mangueira - Brazil com "Z" pra cabra da peste, Brasil com "S" é a nação do nordeste.

Dudu de Jesus foi atingido por oito tiros
A bailarina Ana Botafogo, que foi ontem ao velório, mostrou apoio ao amigo Carlinhos de Jesus.

"O Carlinhos é muito ligado à família, com certeza é quem está mais abalado. Perder um filho nunca é fácil. Dudu sempre foi muito alegre, eu convivi muito com ele na casa do Carlinhos e da Raquel. Ele tinha toda uma vida pela frente. Sem palavras", disse a dançarina.

Durante o velório, neste sábado (19), também no São João Batista, Carlinhos de Jesus afirmou não saber de nenhuma possível ameaça que o filho estivesse sofrendo.

"Ele era uma pessoa muito querida. Todos falavam bem dele. Sempre foi muito alegre, palhaço, extrovertido. Não tenho conhecimento de nenhum fato. Com certeza a polícia vai apurar. Eu confio na polícia”, disse o coreógrafo.

Carlinhos estava em Caxias do Sul quando soube da morte do filho e, em seu perfil no twitter, expressou sua tristeza. 

"DOR! Insuportável perder que amamos! Perco meu filho brutalmente", postou Carlinhos, agradecendo, ainda, pelas manifestações de solidariedade.

Crime

Dudu foi morto na madrugada deste sábado, quando saía de um bar na Avenida Marechal Fontenelle, em Realengo, Zona Oeste do Rio. 

Ele foi atingido por oito tiros, disparados por dois homens que estavam em uma moto. A principal suspeita é de execução, já que os tiros foram disparados à queima-roupa.

O músico foi levado ao Hospital Albert Schweitzer, também em Realengo, mas não resistiu.

O delegado-adjunto da Divisão de Homicídios do Rio, Allan Duarte, afirmou neste sábado que imagens das câmeras de segurança foram solicitadas para ajudar a desvendar as circunstâncias do assassinato de Carlos Eduardo. FONTE: JORNAL DO BRASIL

Mulheres israelenses posam nuas em foto para apoiar blogueira egípcia

Mulheres israelenses nuas posam para foto em Tel Aviv, neste sábado (19) para demonstrar solidariedade à blogueira egípcia Aliaa Magda Elmahdy, que divulgou fotos dela própria nua na internet.

Aliaa Magda Elmahdy
As ações da blogueira atraíram a atenção da mídia em todo o mundo e causaram indignação no Egito, país muçulmano conservador onde a maioria das mulheres usa véu.

Políticos liberais temem que as atitudes de Aliaa possam atrapalhar suas chances nas eleições parlamentares da semana que vem.

A manifestação das israelenses pretende apoiar a liberdade de expressão e protestar contra o extremismo islâmico. A faixa diz: "Love With No Boundaries" (Amor sem fronteiras, em português) e "Show you are not afraid" (Mostre que você não tem medo). FONTE: REUTERS

A queda lenta e dolorosa da Sony: uma história, três motivos

Sir Howard Stringer
Nós amamos a Sony, mesmo que seus produtos às vezes sejam caros demais, pouco práticos ou simplesmente desnecessários. A empresa experimenta e testa ideias, e tem alguns dos melhores engenheiros para transformá-las em realidade. Mas como aponta o perfil da Businessweek sobre a Sony, isto nem sempre é bom para a saúde da empresa no longo prazo. Eis os três motivos que impedem a Sony de se recuperar.

Basicamente, o perfil é uma recapitulação muito bem resumida da história da Sony guiada por engenheiros, sua consequente queda, e a tentativa quase fracassada de Sir Howard Stringer em renovar a empresa. Quando Stringer assumiu como CEO em 2005, era para ele salvar o gigante de eletrônicos em apuros. Em vez disso, como mostra a Businessweek, ele encontrou apenas resistência e apatia, percebendo que ele não tinha tanto controle quanto ele gostaria sobre a divisão de eletrônicos – a parte da Sony mais voltada para consumidores.

Há três passagens que mostram com clareza os problemas organizacionais estúpidos que nada fizeram além de cancelar as conquistas em hardware. Em primeiro lugar, a Sony é grande demais, e isso é um problema:

A Sony vem tentando se adaptar à Era da Internet há pelo menos uma década, mas ainda permanece como uma fabricante gigantesca e de difícil controle, com 168.200 funcionários, 41 fábricas, e mais de 2.000 produtos – de fones de ouvido a impressoras médicas a equipamento de produção para filmes 3D com nível de Hollywood. Jeff Loff, analista sênior da Macquarie Capital Securities em Tóquio, lembra que a Sony vende nove modelos diferentes de TV 46″ nos EUA, e sua joint-venture com a Ericsson oferece mais de 40 celulares. “Dá pra imaginar como isso dilui sua pesquisa e desenvolvimento?” , diz ele. Um porta-voz da Sony diz que o número de celulares está sendo reduzido, e nota que a Samsung tem 15 tipos diferentes de TV com 46″.

O segundo problema decorre do primeiro: os funcionários e chefes da Sony não se importam muito com os produtos de fora de suas próprias divisões.

Nenhum produto persegue mais a Sony que o iPod da Apple. Antes de a Apple anunciá-lo em 2001, seguido da iTunes Music Store em 2003, a Sony estava trabalhando com outras empresas para criar dispositivos que iriam baixar músicas, diz Stringer. “Steve Jobs teve a sacada, nós tivemos a sacada, nós não executamos. Os caras de música não queriam ver o CD ir embora.” Em sua biografia de Jobs, Walter Isaacson escreve que a Sony tinha “todos os recursos”, incluindo uma gravadora, para criar seu próprio iPod. “Por que eles fracassaram?”, escreve ele. “Em parte porque eles eram uma empresa… organizada em divisões (a própria palavra traz mau agouro) com seus próprios lucros; o objetivo de criar sinergia nessas empresas, ao estimular as divisões a funcionarem juntas, era em geral difícil de alcançar.”

E o terceiro problema é que as legiões de engenheiros da Sony ainda não aceitaram a realidade de que software e conteúdo hoje são tão importantes quanto – ou até mais que – o próprio hardware.

Stringer também encontrou uma cultura de adoração ao hardware que desconfiou dele, já que ele não era um engenheiro. Ele era um “cara de conteúdo” que supostamente se importava menos em fazer dispositivos que em estimular filmes e música. “Sempre que eu mencionava conteúdo”, diz ele, “as pessoas reagiam com desdém porque ‘Esta é uma empresa de eletrônicos, e conteúdo é secundário’ “. Isso resultou em parte de rivalidades de longo tempo entre engenheiros no Japão e funcionários de música e filme, geralmente mais bem-pagos, na Califórnia. A unidade de eletrônicos para consumidor da Sony se recusou a enviar produtos para serem usados em filmes da Sony, mesmo quando a Samsung estava chamando a atenção por colocar celulares em filmes de sucesso como Matrix.

E a que leva toda essa incoerência? A um fato bizarro dentro da Sony: o negócio mais lucrativo dela é vender seguro de vida. Sério. Vale a pena ler o restante da reportagem (em inglês), cheia de bastidores da empresa e fatos interessantes contados por Howard Stringer: [Businessweek]  FONTE: GIZMODO.COM.BR