domingo, 23 de outubro de 2011

Piloto Marco Simoncelli morre em acidente na etapa da Malásia da MotoGP

O piloto italiano Marco Simoncelli, da Honda, morreu durante a etapa da Malásia da MotoGP, que aconteceu neste domingo (23).

Simoncelli, de 24 anos, estava com a moto inclinada e fazendo uma curva quando um adversário chegou por trás e o atropelou. O acidente foi tão forte que seu capacete voou longe, e ele ficou estirado na pista.

Por conta da fatalidade, a organização da prova suspendeu o resto da corrida. Torcedores que não sabiam da morte de Simoncelli e ouviram a notícia do cancelamento chegaram a atirar garrafas na pista.

Como todos os serviços médicos do GP estão voltados para os pilotos envolvidos no acidente, a prova não pode continuar por conta da falta de médicos de plantão para socorrer outros eventuais acidentes. FONTE: R7

Tubarão-das-galápagos é extinto no Brasil

A existência de uma área de preservação ambiental não impediu que o tubarão-das-galápagos (Carcharhinus galapagensis) fosse extinto no arquipélago de São Pedro e São Paulo --paraíso da vida marinha a 627 km de Fernando de Noronha (PE).

Várias expedições --inclusive a histórica viagem de Charles Darwin no HSM Beagle, em 1832-- dão conta de uma presença anormalmente alta desses bichos.

Entretanto, ao participar de missões científicas recentes, o biólogo da Unicamp Osmar Luiz Jr não encontrou sequer um exemplar.

Intrigado com a discrepância, o pesquisador decidiu investigar. Junto com Alasdair Edwards, da Universidade de Newcastle (Reino Unido), ele analisou dezenas de registros históricos e material recente sobre a espécie e sua presença no conjunto de ilhotas.

O resultado, publicado na revista "Biological Conservation", é claro: o declínio das populações coincide com o início da pesca comercial no entorno do arquipélago, no início da década de 1950.

O último registro do encontro de tubarões-das-galápagos nadando na área foi em 1993. Cruzando os diversos dados e fazendo previsões estatísticas, Luiz Jr estimou em 1998, ou até antes, a extinção local da espécie.

Os tubarões acabam capturados acidentalmente pelos barcos que pescam atum e outros peixes na região. Não há plano de manejo específico para a pesca no entorno.

O sumiço do tubarão, um predador do topo da cadeia alimentar, pode ter consequências graves para todo o seu ecossistema. Predadores intermediários poderiam crescer descontroladamente, em um fenômeno conhecido como cascata trófica.

"Diretamente, os tubarões controlam a população de suas presas e, indiretamente, a população dos organismos que elas consomem", disse Luiz Jr à Folha.

Segundo o cientista, é possível que, eliminada a pressão da pesca, possa haver uma recolonização da espécie no arquipélago.

 
 
CRÍTICAS - O coordenador do Proarquipélago (única estação científica em São Pedro e São Paulo), Fábio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, discorda do resultado do trabalho.

Hazin diz ter encontrado três exemplares da espécie capturados acidentalmente em um barco da região. O trabalho que descreve o encontro ainda não foi publicado. O pesquisador
concorda, no entanto, que o ecossistema foi abalado. "Houve uma redução dramática [do número de tubarões]. Isso é inegável".

Após a publicação do trabalho de Luiz Jr, circularam em fóruns na internet críticas aos resultados de Hazin, que é filho do fundador da empresa Norte Pesca, que atua no Nordeste. "Está havendo perseguição. Eu nunca tive nada a ver com a empresa", disse. FONTE: FOLHA.COM

Brasileiro que criou Kinect quer fazer algo 'dez vezes melhor'

O brasileiro Alex Kipman revolucionou não só o mundo dos videogames, mas o conceito da interação com a tecnologia por meio do Kinect, um sistema de reconhecimento de movimento com o qual tenta "inventar o futuro".

Depois da sensação causada pelo Kinect no mercado com apenas um ano de vida, a tarefa de Kipman, diretor de incubação do Xbox, o console da Microsoft, não é nada fácil. Primeiro, superar a si mesmo; depois, criar algo que continue o caminho iniciado.

"Meu trabalho é inventar o futuro", disse em entrevista à Efe no quartel-general da Microsoft em Seattle, na qual fez um balanço sobre o primeiro aniversário de um dispositivo cujo uso se estendeu a novas aplicações que afetam a "vida real", inclusive a medicina.

Apaixonado por seu trabalho, esse engenheiro de 32 anos, que foi recrutado pela Microsoft logo após terminar seus estudos de engenharia de software, afirma: "Agora eu sou minha própria concorrência. O que precisamos fazer tem que ser dez vezes melhor que o Kinect".

Graças a seu sofisticado software, que consta de um sensor de profundidade, microfones e uma câmara que acompanha o movimento do corpo em espaço tridimensional, o Kinect é capaz de escanear o jogador para que atue de forma interativa com seu avatar na tela do televisor.

A visão por trás do Kinect, que ele define como "uma viagem que acaba de começar", é adaptar as tecnologias para "poder interagir com as máquinas de uma forma muito mais natural, como funciona no mundo real".

"As tecnologias estão cada vez mais presentes, temos mais dispositivos e aparelhos nas mãos, tornando nossa vida mais complicada. Nossa visão é ir contra isso", afirma, antes de explicar que em seu laboratório foi capaz de criar "pela primeira vez, experiências que nos entendem, e não [experiências] que nós temos que entender".

O engenheiro lembra que, até pouco tempo atrás, esses conceitos para o público eram "ficção científica", mas seu objetivo é transformá-la em feitos.

"Isto é algo histórico e não é só algo que mudou o mundo dos videogames e do entretenimento, mas que causa mudanças fundamentais na vida cotidiana", algo conhecido como o "efeito Kinect".

Seis meses após o seu lançamento, a Microsoft liberou o kit de desenvolvimento (SDK) do aparelho para Windows, que já é empregado em outras atividades associadas à vida real, como tratamentos para as crianças com danos cerebrais e pacientes com esclerose múltipla.

Kipman se mostrou "entusiasmado" com as novas aplicações de sua invenção, "mas não surpreendido" por seu "enorme potencial". "Temos que entender que a linguagem da tecnologia tem uma nova cara. É algo com o que se pode interagir de uma forma muito mais interessante e natural. E isto é só o começo", acrescenta.

O próximo passo para o Kinect será uma nova versão, ainda não anunciada, aprimorada do dispositivo, enquanto o futuro no mundo dos videogames está por ser desvendado: "É algo que não vimos ainda".

"Não é preciso usar uma bola de cristal para afirmar que daqui a dez anos nada será o mesmo", diz Kipman. "Há dez anos quase não tínhamos internet e agora quase não podemos viver sem ela. A maioria das pessoas não tinha telefones celulares e agora não podem se imaginar sem esses aparelhos", lembra.

Kipman está agora trabalhando em novos projetos --"nada que eu possa contar"-- e continua em contato com a equipe do Kinect, mas avança em sua constante busca para reinventar o mundo dos videogames.

Ele se declara viciado em trabalho e se diverte em seus laboratórios fazendo testes e criando hardware e software e trocando ideias com seus colaboradores, cerca de 20 pessoas.

"Não levo trabalho pra casa, nunca. Se não estou no escritório não estou trabalhando, não olho e-mails, não checo o telefone, não existe nada relacionado com a Microsoft em meu tempo livre", diz Kipman. "Afinal passo 20 horas por dia, sete dias por semana, no trabalho", brinca.

Entre seus passatempos, além de jogar "muitos videogames", estão a música e o esoterismo.

Agora ele quer passar o tempo com sua filha Ana, que nasceu em novembro do ano passado, na mesma semana em que lançou o Kinect. "Quero passar a maior parte do tempo com ela, vendo como ela descobre o mundo através de seus olhos, algo fascinante." FONTE: FOLHA.COM

iPod faz 10 anos, vira peça de museu e flerta com aposentadoria

"Ele tem um disco rígido de 5 Gbytes e leva até mil canções! São mil canções neste disco", repetia com empolgação Steve Jobs, em um modesto evento na sede da Apple. Era 23 de outubro de 2001, e o mundo conhecia o iPod.

Ao completar uma década de serviços prestados, o tocador de MP3 flerta com a aposentadoria, mas deixa um rastro de transformações para a Apple, a indústria da música e o mundo da tecnologia.

A Apple não fez primeiro --a sul-coreana SaeHan lançou em 1998 o MPMan 10, o primeiro tocador de MP3--, mas foi o iPod que popularizou a categoria, que ainda detém 70% do mercado. Já foram vendidos 314 milhões de unidades, incluindo o Mini, o nano, o Shuffle e o touch.

A marca atingiu o apogeu em 2006. No primeiro trimestre fiscal daquele ano, o iPod gerou mais de 50% da receita da Apple. Atualmente, responde por menos de 8%.

Em termos tecnológicos, o pequeno também desbravou caminhos para a Apple. Foi o primeiro dispositivo da empresa a usar memória flash e o primeiro portátil de Jobs a executar vídeos e fotos. Isso sem contar a maior agilidade para carregar músicas.

Antes do iPod, carregar um disco de 15 músicas em um tocador de MP3 era uma operação que tomava cerca de cinco minutos com um disco de 15 canções. O tempo foi reduzido para dez segundos.

O icônico design, obra de Jony Ive, também ditou a aparência da concorrência e de outros produtos da Apple.

ENGOLIDO PELO IPHONE

O declínio do iPod se acelerou com o lançamento do iPhone, em 2007. Àquela altura, muitos celulares já tocavam arquivos de MP3, e o telefone da Apple chegou oferecendo os serviços do iPod. Tal recurso fez muitos consumidores aposentarem seus tocadores da Apple. E o iPhone virou a vedete da empresa.

Antes do último dia 4, quando o iPhone 4S foi lançado, especulou-se que a Apple anunciaria o fim do iPod Clássico, descendente direto do modelo original e que não é atualizado desde 2009.

Isso não aconteceu, mas a Apple parece estar arquivando a marca. No iOS 5, nova versão do sistema operacional móvel da empresa, o ícone "iPod", que trazia o tocador de músicas nos gadgets da Apple, foi substituído por um que diz apenas "Música".

Sinal dos tempos, o aparelho original virou peça de museu: faz parte do acervo do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York. FONTE: FOLHA.COM

Tremor pode ter deixado entre 500 e mil mortos na Turquia

O terremoto de magnitude 7,2 e suas réplicas que atingiram a região leste da Turquia na manhã deste domingo podem ter deixado entre 500 e mil mortos, alertou o Observatório Kandilli, o principal instituto geológico do país, segundo a emissora CNN Türk.

O vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, disse em coletiva à imprensa que ao menos dez prédios desabaram na cidade de Van e que entre 25 e 30 edifícios foram destruídos no distrito de Ercis, também próximo ao epicentro do tremor.

Em nota, o gabinete do premiê Recep Tayyip Erdogan disse, sem mencionar números, que a situação é preocupante e que certamente há vários mortos, acrescentando que o mandatário já se prepara para ir à região para avaliar os danos.

Segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos, na sigla em inglês), o sismo teve profundidade de apenas 7,2 km e magnitude 7,2. Inicialmente houve indicação de que o tremor tivesse magnitude de 7,6, mas o valor foi revisado para 7,3 e por último foi estabelecido como 7,2.

Várias casas desabaram, informou a agência de notícias Anatolia, acrescentando que ao menos outros seis temores secundários ocorreram após o primeiro.

Em 1976, um tremor na cidade de Caldiran, na mesma província de Van, deixou 3.840 mortos.

Imagens das emissoras de TV da Turquia mostram pessoas desesperadas nas ruas e muitos prédios destruídos. Equipes de emergência foram enviadas para diversos locais da região e ao menos um prédio é alvo de uma operação especial por haver pessoas presas sob os escombros.

O tremor cortou a distribuição de eletricidade na região que é próxima à fronteira com o Irã.

Linhas de telefone também estão desativadas e o premiê, Recep Tayyip Erdogan, já partiu rumo à cidade de Van para avaliar os danos.

Riscada por falhas geológicas, a Turquia registra pequenos tremores de terra praticamente numa frequencia diária, mas grandes terremotos em 1999 deixaram mais de 20 mil mortos.

Em maio deste anos, dois morreram e 79 ficaram feridos quando um tremor atingiu a região de Simav, no nordeste do país. FONTE: AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS