quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Observatório no Nordeste vigia asteroides capazes de atingir a Terra

Um observatório astronômico construído no sertão nordestino para rastrear asteroides que ameaçam a Terra entrou em operação e já acompanha seus primeiros objetos, afirmam os coordenadores do projeto. 

"Na semana passada, conseguimos, pela primeira vez, controlar o telescópio via internet, do Rio", disse Daniela Lazzaro, líder científica do esforço e astrônoma do Observatório Nacional. 

Ela falou durante a 36ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindoia (SP).
O projeto Impacton (sigla "esperta" para Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra no Observatório Nacional) foi proposto em 2002. 

Mas só em março deste ano o telescópio, em Itacuruba (interior de Pernambuco), fez sua primeira observação.

POR QUE A DEMORA? - "É a pergunta que todos fazem", afirma Teresinha Rodrigues, pesquisadora que coordenou a montagem do Oasi (Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica).

Os cientistas alegam que a rigidez das regras para o gasto das verbas atrapalha.

"Para construir um muro que seja, no meio do nada, é difícil conseguir uma empresa disposta a fazer, que dirá entrar numa licitação."

Para montar o telescópio de um metro, o grupo brasileiro levou o mesmo tempo que uma organização internacional planeja para erguer um de 40 m.
 
NÃO PERDER DE VISTA - Agora que o telescópio pode ser controlado pela internet, não será preciso enviar equipes do Rio em expedições de observação. A quantidade de dados coletados deve aumentar.

O objetivo do Impacton é acompanhar bólidos recém-descobertos por outros grupos. "Cerca de 70% dos novos asteroides são imediatamente perdidos", diz Lazzaro. "É feita uma estimativa da órbita, conclui-se que o asteroide não vai colidir com a Terra e ele é abandonado. Mas essa órbita determinada às pressas é imprecisa."

A meta da equipe é criar uma base de dados robusta sobre NEOs (Objetos Próximos à Terra, em inglês).
O grupo ainda está calibrando os instrumentos, mas já tem histórias para contar.

"Em 11 de abril, um astrônomo amador da Inglaterra encontrou um objeto. Ele chegou a estar a 525 mil km de nós", conta Lazzaro. "O bichinho andava numa velocidade muito grande, foi um ótimo teste para nós."
Mais de 500 imagens do objeto foram obtidas, e a análise está em andamento.

"O perigo apresentado por um asteroide não pode ser resumido pelo tamanho e se está ou não em rota de colisão", explica Lazzaro. "Sua composição e o fato de ser poroso ou não podem influenciar no estrago que ele pode causar." Fonte: FOLHA.COM

Blecautes atingem EUA e México e deixam mais de um milhão sem luz

Autoridades americanas investigam as origens de um blecaute que atingiu os EUA e o México na noite desta quinta-feira, deixando quase um milhão e meio de pessoas sem luz elétrica. A queda de energia atinge o sul da Califórnia, o Arizona e o Estado mexicano de Baja California, informa a emissora americana CNN.

Os blecautes causaram diversos congestionamentos nos dois países e levaram o condado de San Diego a ativar operações de emergência.

O incidente foi qualificado pela empresa como "um blecaute grande" em comunicado publicado em seu site no qual alertou que a situação poderia se prolongar até a manhã da sexta-feira.

"Não temos um tempo estimado de recuperação", avisou a companhia em seu comunicado.

A falta de energia atingiu também o sul do condado de Orange, ao norte de San Diego, além de pontos do noroeste mexicano e Baixa Califórnia, assim como no Arizona, onde a companhia elétrica acredita que tenha acontecido a avaria.

A empresa, através de Twitter, apontou a onda de calor, com temperaturas em torno dos 40 graus em alguns pontos, como um dos fatores causadores do blecaute.

No Twitter, a companhia disse que o rompimento de uma estação no Arizona afetou as linhas de transmissão para a região oeste.

O aeroporto internacional de San Diego está funcionando com seus próprios geradores de eletricidade para atender os voos que estão aterrissando e foram suspensas as decolagens até o retorno da eletricidade, um problema que deixou inoperante a rede de semáforos nas zonas urbanas.

Na Califórnia, as quedas de energia vão desde San Clemente até a fronteira com o México. Fonte: FOLHA.COM

MISSÃO CUMPRIDA: Fotógrafo morreu enquanto registrava a queda das torres no 11/9

Exatamente às 10h28m24s do dia 11 de setembro de 2001, o repórter fotográfico Bill Biggart, 54, tirou a última foto da sua vida (acima). 

Morador de Nova York, ele correu para o World Trade Center assim que soube, por um taxista, que a torre norte do complexo fora atingida por um avião. Entre 9h09 e 10h28 daquela terça-feira, ele registrou mais de 300 fotos do maior ataque terrorista da história americana. 

Talvez sem saber o real impacto do momento, às 10h28, Biggart morreu ao ser atingido pelos destroços do desmoronamento do prédio de 110 andares --que queimara por 102 minutos após ser atingido pelo voo 77 da American Airlines a cerca de 790 km/h. 

"Ele morreu na batalha e fazendo o que ele amava. Ele amava ser um fotógrafo e amava cobrir grandes acontecimentos ao vivo e este foi o maior acontecimento da década", disse sua mulher, Wendy Doremus, em entrevista por telefone à Folha.com.

ÚLTIMA VEZ - Wendy contou à Folha.com o drama que viveu naquele 11 de setembro. O dia começou tranquilo. Eles deixaram o filho de 14 anos no seu primeiro dia de aula do ano, e foram passear com o cachorro da família. 

"Era um dia de céu azul e não havia uma nuvem no céu. Um taxista comentou conosco: "vocês ouviram que o World Trade Center foi atingido?" Então nós olhamos para cima e havia uma única nuvem passando, da fumaça do prédio", relembra.

Ela perguntou então a Biggart se ele iria até o complexo. "Ele disse que sim e esta foi a última vez que o vi". 

Wendy lembra que, assim como a maioria dos americanos, os dois pensavam que aquele era apenas um acidente de avião.

Somente pouco depois das 9h, quando soube que o segundo avião atingira a torre sul do WTC, ela percebeu que era muito mais do que um acidente.

"Eu liguei, liguei, liguei, mas ele não atendeu. Eu não sabia onde ele estava, ele apenas saiu de casa. Ele poderia ter ido ao WTC ou ao telhado do estúdio, de onde teria uma vista direta para as torres", lembra Wendy.

Pouco depois da torre sul desabar, a primeira das duas, às 9h59, ela finalmente conseguiu falar com Biggart. Ele garantiu, contudo, que estava seguro, com os bombeiros, e marcou de encontrá-la em 20 minutos em seu estúdio, a poucos minutos do WTC.

"Eu soube que algo estava errado quando ele não veio ao meu encontro. Ele teria voltado para trocar o equipamento, para pegar mais filmes, para trocar de roupas. Eu liguei várias vezes, mas ele não apareceu".
 
BUSCA - Wendy conta que ficou preocupada, mas se ateve à esperança de que Biggart estivesse entre os centenas de feridos levados de ferry para Nova Jersey.

"No dia seguinte, eu comecei a procurar por ele", diz Wendy, acrescentando que, na realidade, já imaginara que nunca mais veria seu marido. "Isso não era típico dele. Ele sempre voltava para casa, ele voltava de zonas de guerra, de qualquer lugar do mundo". 

Quatro dias depois dos atentados, Wendy recebeu a notícia de que as equipes de resgate haviam encontrado o corpo de Biggart sob os escombros da torre norte do WTC, junto a crachás de imprensa queimados, três câmeras destruídas, seis rolos de filme e um cartão de memória intacto com 150 imagens. 

"Eu nunca poderia imaginar que isto aconteceria na sua cidade. Ele apanhou em todos os lugares aos quais foi, sempre voltava com um olho roxo ou uma perna inchada. Mas você conhece sua cidade tão bem que nunca acha que vai ter problemas lá". 

Somente três semanas depois do funeral que Wendy se lembrou das câmeras. 

"Isso foi pior que ter que receber seu corpo. Porque eram dois cenários: ou nenhuma das fotos tinham saído e ele teria falhado em seu trabalho ou, se as fotos tivessem saído, eu veria o que ele viu com seus olhos, eu saberia exatamente o que ele fez em sua última hora e meia de vida", diz, acrescentando após uma pausa: "o que é difícil". 

VIDA APÓS 11/9 - Com a ajuda de um amigo jornalista de Biggart, Wendy decidiu publicar as fotos, que ocuparam páginas de revistas de várias partes do mundo, da "Newsweek" a "Paris Match". 

As imagens estão também em uma exposição sobre o 11 de Setembro no Museu Newseum, em Nova York, que terá entrada gratuita no próximo fim de semana.

Wendy, contudo, vai passar o próximo dia 11 de Setembro como sempre fez: ignorando tudo. "Desligarei o rádio, a TV, o telefone", disse. 

Ela não sabe ainda se estará na cidade, mas, desde que seus filhos se formaram na escola, costuma usar o mês de setembro para viajar. "É assim que eu olho pra isso: setembro é meu mês de férias", diz.
 
BRASIL - Bill nasceu em Berlim, em 1947, o segundo mais velho dos 12 filhos de um militar americano conservador. Sua família foi obrigada a deixar a capital alemã em um dos últimos trens antes do Muro de Berlim ser erguido e decidiu então voltar aos Estados Unidos. 

Em Nova York, Bill descobriu a paixão pela fotografia ainda jovem e ganhou sua primeira câmera aos 14 anos. Ele trabalhou como fotógrafo comercial e, em 1985, recebeu seu primeiro crachá de imprensa. Ele registrava tudo em branco e preto e só se rendeu às cores quando não pode mais fugir da era da fotografia digital. 
 
Desde então, registrou o racismo em Nova York, o Ku Klux Klan no sul do país, a revolta palestina e os campos de refugiados em Israel, a vida em meio ao terrorismo na Irlanda do Norte e, voltando às raízes, a queda do Muro de Berlim. 

Ele conheceu Wendy em Nova York e os dois vieram ao Brasil, mais especificamente Salvador, São Paulo e Rio, na lua de mel, em 1980. "Ele amava o Brasil", diz Wendy, que tem amigos por aqui. O fotógrafo já havia visitado o país dois anos antes, em 1978. Fonte: FOLHA.COM

Anatel aprova norma que poderá baixar preço de chamadas internacionais


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta (8) a norma para implantação e acompanhamento da liberdade tarifária no serviço de telefonia fixa de Longa Distância Internacional (LDI) prestado em regime público.  
A nova norma poderá ser implementada a partir de 1º de janeiro de 2016. Haverá uma fase de transição até 31 de dezembro de 2015, em que a concessionária, a Embratel, deverá encaminhar as novas tarifas para apreciação da agência. Segundo a Anatel, a medida tem como finalidade "preservar as condições atuais de preço". 
De acordo com a Anatel, o mercado de telefonia fixa de longa distância internacional está "em um patamar competitivo o suficiente para iniciar a implantação de um regime de liberdade tarifária", conforme permitido pela Lei n.° 9.472/1997.
Os consumidores devem ser beneficiados com preços mais baixos nas chamadas internacionais, prossegue a agência, por meio de ''planos de serviço mais flexíveis, de acordo com a demanda de mercado''.
A proposta de liberdade tarifária não atinge as chamadas telefônicas locais, nem de longa distância nacional (interurbanos) para as quais permanece o regime de controle tarifário atual. Fonte: UOL

Ferrari F430 é coberta em couro na Rússia


Na hora de personalizar o carro vale tudo. No Brasil a moda agora é envelopar, adesivar o veículo com uma película geralmente importada. A maioria das pessoas faz isso por exclusividade, mas existem aquelas que pensam na proteção do carro. 
O portal de notícias espanhol Autoblog publicou imagens de uma Ferrari F430 totalmente coberta em couro texturizado. Quem realizou essa façanha, foi a preparadora de carros russa Dartz.. Fonte: iCarros

COM A MÃO CHEIA: Jovem apalpa seios de mil russas para absorver e transmitir "boa energia" para Putin

O jovem Sam Nickel encontrou uma forma pouco comum para transmitir "boas vibrações" ao seu político preferido, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin. Ele decidiu apalpar os seios de mil jovens russas. A ideia é "captar a energia das moças e retransmití-la a Putin". A maratona de apalpadelas virou vídeo de sucesso na internet (assista ao vídeo)...


 Fonte: UOL