terça-feira, 23 de agosto de 2011

Europa apoia disputas por privacidade na internet

Todas as 90 pessoas queriam que suas informações fossem apagadas da web. Entre elas estava uma vítima de violência doméstica que descobriu que seu endereço podia ser encontrado no Google. Outra, que já está na meia-idade, achou injusto que, apertando algumas teclas do computador, se pudesse descobrir o registro de uma detenção sua quando ainda era estudante.
Elas poderiam não ter recebido muita atenção nos EUA, onde fica a matriz do Google. Mas aqui, assim como em outros lugares da Europa, uma ideia se enraizou: os indivíduos devem ter o "direito de ser esquecidos" na web. O governo da Espanha está defendendo essa causa. Ele ordenou que o Google pare de indexar informações sobre os 90 cidadãos que depositaram queixas na Agência de Proteção de Dados. O caso está sendo observado na Europa, pois poderá afetar o controle que os cidadãos têm sobre a informação que publicaram ou foi publicada sobre eles na rede mundial. A União Europeia também deverá interferir ainda neste ano com novos regulamentos sobre o "direito a ser esquecido". "Não aceito que os indivíduos não tenham influência sobre seus dados depois que são lançados no ciberespaço", disse Viviane Reding, a comissária de Justiça da UE. Ela ouviu o argumento de que era impossível um maior controle, e que os europeus deveriam "se acostumar com isso". Franz Werro, um professor de direito na Universidade Georgetown em Washington, caracterizou a questão como "um choque transatlântico". Nos EUA, disse Werro, os tribunais decidiram que o direito de publicar a verdade sobre o passado de uma pessoa supera qualquer direito à privacidade. "Na Europa, você não tem o direito de dizer qualquer coisa sobre uma pessoa, mesmo que seja verdade", ele disse. A perspectiva europeia foi moldada pelo modo como a informação foi obtida e utilizada contra os indivíduos sob ditaduras como as de Franco e Hitler e sob o comunismo. Na Alemanha, Wolfgang Werlé e Manfred Lauber, que se tornaram infames por matar um ator alemão em 1990, estão processando a Wikipedia para eliminar o verbete sobre eles. As leis de privacidade alemãs permitem a supressão de identidades criminosas em reportagens da mídia quando as pessoas já saldaram sua dívida com a sociedade. O Google também enfrentou processos em vários países por seus esforços em tirar fotografias para o Street View. Na Alemanha, onde os tribunais consideraram o Street View legal, o Google permitiu que indivíduos e empresas optassem por não participar, o que 250 mil fizeram. A questão não teve muito apoio nos EUA, onde qualquer pessoa tem o direito de tirar fotos de qualquer coisa que seja visível na rua. O Google não quis comentar os casos da Espanha, dizendo apenas que exigir que máquinas de busca ignorem alguns dados "teria um efeito nocivo profundo para a livre expressão". A Agência de Proteção de Dados da Espanha, criada na década de 1990, acrescenta que o buscador modificou o processo pelo qual os dados são esquecidos --e, portanto, há necessidade de ajustes. O vice-diretor da agência, Jesús Rubí, citou o diário oficial do governo, que costumava publicar todos os dias da semana leilões de falência, anistias oficiais e aprovados em exames do serviço público. Geralmente com 220 páginas de letras miúdas, ele acumulava poeira em prateleiras de depósitos. A informação estava lá, mas não era facilmente acessível. Então, dois anos atrás, a publicação de 350 anos entrou na rede, possibilitando que informações embaraçosas fossem obtidas. Rubí disse que duvidava que alguém tivesse a intenção de que a informação assombrasse os cidadãos para sempre: "Tenho certeza de que se a lei fosse escrita hoje, os legisladores diriam: 'Está bem, publiquem isso, mas não deve ser acessível por uma máquina de buscas'". O editor da publicação, Fernando Pérez, disse que a intenção foi promover a transparência. "Mas talvez haja informação que tem um ciclo de vida e só tem valor durante algum tempo", ele disse. Especialistas dizem que o Google e outros mecanismos de busca veem alguns desses casos jurídicos como um ataque a um princípio da lei estabelecido --que os mecanismos de busca não são essencialmente responsáveis pela informação que coletam na rede mundial. As empresas acreditam que, se há problemas de privacidade, as reclamações deveriam dirigir-se àqueles que postaram o material na web. Mas alguns especialistas europeus discordam. "Elas [empresas de busca] dizem que não estão publicando, por isso você deve reclamar em outro lugar", disse Javier de la Cueva, um advogado de Madri especializado na relação entre lei e tecnologia. "Mas são elas que estão espalhando a notícia. Sem elas, ninguém conseguiria encontrar essas coisas." FONTE: NEW YORK TIMES

Relação estável pode acentuar hábitos ruins de um dos parceiros

Há estudos já realizados que indicam que casais de longa data, com relacionamentos estáveis, incorporam hábitos saudáveis como parar de fumar. Agora, uma pesquisa mais recente afirma que um dos parceiros pode também 'copiar' alguns comportamentos negativos da sua cara metade em relação à saúde.
Essa tendência é válida para casais héteros, gays e de lésbicas, de acordo com a pesquisa feita por pesquisadores da Universidade de Cincinnati (EUA), a ser apresentada na convenção anual da Sociedade Americana de Sociologia, no próximo dia 23. O grupo estudado englobou 122 pessoas --31 duplas de héteros, 15 de gays e 15 de lésbicas-- que estavam juntas há, no mínimo, 8 anos até 52 anos. Todos discorreram sobre a "influência ruim" no relacionamento em temas como fumar, beber, consumo de comida, modo como dormiam, atividade física e hábitos de saúde. A professora-assistente de sociologia, Corinne Reczek, explica que são três as formas de 'contágio' entre casais antigos. Por influência direta de um parceiro (um deles adquire o hábito ruim do outro), pela sincronização (os dois compartilham o mesmo hábito ruim porque estão juntos) e pela noção individual de responsabilidade (o lado saudável do casal não quer interferir na atitude do outro). O dado no mínimo curioso é que, entre héteros, os homens levaram a culpa: eles foram apontados como sendo a "influência ruim" do casal. FONTE: FOLHA.COM

Foto de 'mulheres de Chávez' leva a prisão

Agentes do serviço de inteligência venezuelano mantêm detida desde anteontem a diretora do semanário "Sexto Poder", que em sua mais recente edição publicou montagem em que mulheres que ocupam altos cargos públicos aparecem como dançarinas de um cabaré chamado "revolução".
Segundo o advogado da publicação, Pedro Aranguren, a diretora, Dinorá Girón, e o editor-presidente, Leocenis García, foram acusados pelo Ministério Público de "instigação ao ódio".
Segundo o semanário, a Justiça proibiu, por medida cautelar, a edição e a distribuição de "Sexto Poder". O periódico opositor vende, segundo seus proprietários, 80 mil exemplares semanais.
'MÍSTER CHÁVEZ' - Na fotomontagem, os rostos da presidente do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça), Luisa Estela Morales, da defensora do povo (ouvidora), Gabriela Ramírez, da procuradora-geral, Luísa Ortega Díaz, aparecem colados em corpos de dançarinas.
O título do texto é "As poderosas da revolução", e se menciona um cabaré comandado por "míster Chávez".
Também fazem parte da sátira a controladora-geral, Adelina González, a presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Tibisay Lucena, e a vice-presidente da Assembleia, Blanca Eekhout.
"Ao som da melodia de um piano, as seis mulheres divertem o público com esperados bailes de pernas ao ar, que vem e vão, e saias ondeantes que se movem ao ritmo das canções tocadas pela banda 'PSUV' [partido governista]", diz o texto.
"Não vamos permitir que nós nem nossas famílias sejam vilipendiadas ou ofendidas de nenhuma maneira", disse Morales, do TSJ. As afetadas fizeram uma manifestação de repúdio contra a publicação.
Uma sessão da Assembleia Nacional da Venezuela discutia o tema ontem.
GRAMPOS DA OPOSIÇÃO - Na Assembleia, os deputados de oposição ao chavismo pediam, em reciprocidade, a investigação do programa "La Hojilla", da TV estatal. Nas últimas semanas, o programa, e também noticiários do canal público, tem exibido gravações de conversas em que dirigentes da oposição falam mal de seus pares.
Na Venezuela, é ilegal a interceptação telefônica sem ordem da Justiça. O apresentador de "La Hojilla", Mário Silva, diz que o canal apenas exibe o que aparece no YouTube. FONTE: FOLHA.COM

Resultado da autópsia diz que Amy Winehouse não tinha usado drogas

Os testes toxicológicos realizados no corpo de Amy Winehouse após a autópsia revelaram que a cantora não tinha usado drogas ilegais, informa a agência Associated Press. A informação foi divulgada nesta terça-feira por um representante da família da cantora.
Segundo a família, os exames detectaram a presença de álcool no corpo da cantora, mas não explicaram se a bebida teve papel importante em sua morte. Ainda não foi determinada a causa da morte.
Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Londres, em 23 de julho. Os resultados iniciais da autópsia foram inconclusivos.
Dias depois da morte de Winehouse, tabloides britânicos publicaram que a cantora tinha comprado cerca de R$ 3 mil em drogas na noite anterior.
Já a família da cantora afirmou que ela teria morrido em decorrência de uma forte abstinência de álcool, alegando que ela tinha parado de beber três semanas antes de morrer. FONTE: FOLHA.COM