quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ministro da Agricultura Wagner Rossi pede demissão

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão no início da noite desta quarta-feira (17), após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta que comandava.
A carta de demissão foi publicada no site do ministério. Na carta, Rossi agradeceu a "confiança" que recebeu da presidente Dilma Rousseff e classificou de "mentiras" as denúncias contra ele. "Minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra", afirmou. Na carta, Rossi relaciona as medidas e ações que adotou no ministério, mas ressalvou que durante os últimos 30 das enfrentou "uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública". FONTE: G1

Americana diz que revista em aeroporto é ataque sexual

Uma americana que teve que passar por uma revista íntima em um aeroporto de Nova York comparou a experiência a um "ataque sexual".
Nancy Campbell, 33, é do bairro do Brooklin, em Nova York e ia fazer uma viagem de negócios para Washington saindo do aeroporto de La Guardia. A americana tentava pegar o voo da manhã quando foi selecionada por uma oficial da Administração de Segurança de Transportes dos Estados Unidos (TSA, na sigla em inglês) para uma revista. "(A oficial) me pediu para abrir as pernas e braços... e ela explicou que iria me revistar começando com a parte de fora dos meus braços e a parte de fora da minhas pernas e então (revistaria) a parte de dentro." "O que eu não estava preparada era para o exame total de meus seios e, quando ela acabou, pedi para parar, falei que já era o bastante", disse. Mas, Nancy disse que, se a revista não fosse permitida, ela não entraria no voo. Como a viagem a trabalho era importante, a passageira sentiu que não tinha outra escolha a não ser concordar. "Ela basicamente tocou as partes de dentro de minhas pernas --tocando minha virilha e minhas nádegas, e não me oferecendo nenhuma alternativa." Nancy entrou com uma reclamação junto à TSA. POLÊMICA - Existem outros casos em que as revistas íntimas em aeroportos americanos acabaram gerando polêmica entre os passageiros. Quando os passageiros se recusam a passar pelos scanners de corpo inteiro, introduzidos em 2010 nos aeroportos dos Estados Unidos, eles podem ser submetidos a este tipo de revista. O caso de Nancy Campbell não é o único. Chris Anderson, editor do caderno de viagens do jornal "The Huffington Post", afirmou que a reação a este tipo de revista é de "escândalo" em muitos casos. Anderson lembra que toda semana há algo no noticiário relativo a isto que deixa o público insatisfeito. "Quando você vê uma garotinha sendo revistada... as pessoas não gostam disto. Quando você vê uma mulher de 95 anos que teve sua fralda geriátrica inspecionada, eles, compreensivelmente, não gostam disto. Mas, de novo, se você olhar do ponto de vista da TSA, eles têm que revistar todo mundo", disse. A associação internacional de transporte aéreo, Iata (que representa 230 companhias aéreas), também está lidando com este dilema e tem propostas para modernizar as checagens de segurança. "Nossos passageiros deveriam poder ir até o portão (de embarque) com dignidade, sem parar, sem desfazer a mala e, certamente, sem apalpadas", disse Giovanni Bisignani, diretor-geral da Iata. A organização tem um plano para separar os passageiros em três categorias: os "conhecidos", que já se registraram e tiveram checagens completas por parte das autoridades do governo; os "normais", para a maioria dos passageiros e a terceira categoria, e os de "alto risco", que seriam os passageiros que têm menos informações disponíveis e seriam alvo de mais checagens. POLÍTICOS - Os políticos americanos começaram a prestar mais atenção às revistas íntimas. Em maio, legisladores do Texas tentaram aprovar uma lei que transformará o toque inapropriado de partes íntimas em um crime com pena de até um ano de prisão. O Departamento de Justiça reagiu à proposta de lei afirmando que, se fosse aprovada, aviões não teriam mais permissão para pousar no Texas, o que fez com que o projeto fosse rejeitado. David Simpson, o legislador texano por trás do projeto, pretende continuar pressionando. "(As revistas íntimas) Nos desumanizam, nos tratam como gado e passam a mensagem errada. (As autoridades) Não deveriam ter permissão para tocar nossas partes íntimas sem uma razão", disse. Legisladores dos Estados americanos de Pensilvânia, Nova Jersey, Havaí, New Hampshire e Utah também iniciaram os esforços para proibir as revistas íntimas. A TSA, por sua vez, não deu entrevista a respeito da polêmica e enviou uma declaração na qual afirma que estas revistas "são importantes para ajudar a TSA a detectar objetos perigosos escondidos, como dispositivos explosivos caseiros" e acrescentou que apenas "uma pequena porcentagem de passageiros precisam das revistas durante os processos de segurança". A agência afirma que as revistas são "conduzidas por oficiais do mesmo sexo (que o do passsageiro) e todos os passageiros tem o direito de solicitar a qualquer momento que o exame seja privado". Nancy Campbell, por sua vez, afirmou que estas revistas podem ser contraproducentes. "Existe um estímulo por parte do governo para mantermos a cabeça baixa e ajudar a tornar nosso país mais seguro, mas se o governo abusa da autoridade para com seus cidadãos, como iremos nos sentir parte de uma grande equipe?" FONTE: BBC BRASIL

Protestos em Uganda são dispersados por canhões de água colorida

A polícia de Uganda usou gás lacrimogêneo e canhões de água cor de rosa para dispersar opositores nesta quarta-feira. O grupo se reunia nos subúrbios da cidade de Kampala para realizar uma manifestação pelas mortes ocorridas durante repressão de protestos há alguns meses.
O país, que tenta atrair investimentos estrangeiros para impulsionar o setor petrolífero, foi cenário de muitas manifestações contra o governo em abril e maio motivadas pela alta nos preços de alimentos e combustíveis, além do enfraquecimento da moeda nacional. Ao menos nove morreram com a resposta repressiva das forças de segurança e a líder opositora Kizza Besigye foi presa e sofreu sérias agressões físicas por parte dos oficiais do governo do presidente Yoweri Museveni. Na última semana, outro protesto foi dispersado pela polícia após uma multidão se reunir em resposta a chamado de Besigye para reclamar da inflação, que atingiu seu nível mais alto em 18 anos em julho. "Esta é Bengazi e queremos começar daqui e lançar nossa própria libertação", afirmou o partidário da oposição Justus Muwanga, em referência às revoltas na capital líbia contra o ditador Muammar Gaddafi. O grupo dispersado era de centenas de pessoas, que tentaram recomeçar a mobilização para se afastarem novamente com a polícia usando gás lacrimogêneo mais uma vez. "Não deixamos a multidão crescer porque queríamos prevenir que o pior acontecesse...Não somos contra os protestos, mas eles se recusaram a nos ouvir", afirmou o porta-voz policial Ibn Senkumbi. Museveni está no cargo há mais de duas décadas, vencendo eleições em fevereiro que Besigye e outros opositores afirmaram terem sido forjadas. O presidente se defende com o argumento de que a oposição está desesperada pelo poder. FONTE: REUTERS

Beijaço e 'Via Crúcis Alternativa' aguardam papa na Espanha

Como ocorreu em outras visitas do papa ao exterior, o papa Bento 16 enfrentará o protesto de grupos contrários à sua visita à Espanha, que começa em Madri na quinta-feira.
Mais de cem instituições laicas e católicas críticas em relação o Vaticano, como os grupos Europa Laica e Ateísta, Associação de Livres-pensadores de Madri e Redes Cristãs, lideram a campanha que reclama dos custos do evento. A campanha "Não com meus impostos" está convocando a população a se manifestar nas ruas durante os quatro dias da Jornada Mundial da Juventude, e promete levar cartazes para os trajetos por onde circulará o papamóvel. O primeiro evento --que está sendo divulgado pela imprensa e redes sociais-- acontece nesta quarta-feira, véspera da chegada do Pontífice. Será a passeata laica pelo centro da cidade, apoiada, segundo os organizadores, por cinco mil espanhóis, muitos deles teólogos, homossexuais, laicos, militantes e dirigentes de partidos políticos de esquerda e católicos de base (que seguem uma linha crítica em relação ao Vaticano e pedem diálogo sobre questões como o aborto, celibato e a participação de mulheres no clero). Os manifestantes definiram como "escandaloso" que os custos da visita superem os 50 milhões de euros (cerca de R$ 115 milhões) e que o governo contribua com a metade destes gastos, além de conceder isenções fiscais a empresas que financiem os outros 50%. LISTA HUMANITÁRIA - O grupo elaborou uma lista alternativa de situações onde acham que o dinheiro poderia ser melhor empregado, na forma de ajuda humanitária. Nas propostas divulgadas para a população no chamado "Manifesto Democrático Não com meus impostos - para o papa nenhum centavo", eles citam a fome na Somália e as mais de um milhão de famílias espanholas sem fonte de renda. "Porque todos os cidadãos temos que financiar uma viagem de caráter privado por um evento que só atende a parte da cidadania?", questiona o manifesto. O governo espanhol, que não tem publicamente uma boa relação com o Vaticano, desde que aprovou as leis do aborto e casamento gay, teve de se defender das acusações. O secretário-geral do Partido Socialista e Ministro de Administrações Públicas, José Blanco, disse que "queixar-se num debate gastos-lucros não é justo". "Inclusive porque, fazendo as contas, estaríamos falando de um saldo líquido positivo, somando as arrecadações de impostos e taxas aeroportuárias", completou. "O governo pede respeito para as ideias de quem vê o papa como uma referência, tanto quanto para os que criticam seus postulados e querem se manifestar". Os homossexuais prometem ser outro ponto polêmico na visita de Bento 16. Grupos que defendem direitos dos homossexuais estão convocando participantes para cerimônia de beijos gays no trajeto do papamóvel. Além disso, os chamados Indignados, milhares de jovens que acamparam nas praças espanholas repetindo os atos da primavera árabe, farão, na sexta-feira, a "Via Crucis alternativa": um protesto onde pretendem criticar os casos de violência sexual contra menores cometidos por sacerdotes. EM ALERTA - Diante deste clima de confronto, a polícia está em estado de alerta por todos os eventos. Nesta terça-feira, um mexicano ultracatólico foi preso em Madri, acusado de preparar um atentado contra os manifestantes que criticam a visita do Papa. José Alvano Pérez Bautista, 24 anos, supostamente elaborou um coquetel químico para lançar sobre o público durante os protestos. "Existia um risco evidente: era uma pessoa preparada e potencialmente perigosa. Precisamos averiguar se as ameaças eram reais", disse um porta-voz da polícia, que acrescentou que "depois do caso da Noruega, as precauções são altas". FONTE: BBC BRASIL

Veja o que muda com a abertura do mercado de TV a cabo

O Senado aprovou ontem o projeto de lei que abre o mercado de TV a cabo para as empresas de telecomunicações nacionais e estrangeiras e define cotas nacionais de programação.
O texto vai a sanção presidencial. O projeto unifica a regulamentação de TV por assinatura, seja via satélite, cabo ou micro-ondas, e derruba a legislação específica para TV a cabo hoje em vigor. A atual lei do cabo proíbe que teles estrangeiras controlem TV a cabo. As nacionais também eram proibidas, mas a Anatel estava mudando essa determinação. Agora, as teles ficarão legalmente liberadas para controlar empresas do setor. Com isso, o governo espera ampliar a competição de TV por assinatura, baratear o serviço e usar o negócio como um vetor de crescimento de conexões à banda larga. As empresas de telefonia fixa poderão vender os chamados "combos" de TV paga, telefone e banda larga. O projeto, porém, mantém as teles fora do processo de produção de conteúdo. O projeto de lei define ainda cotas para produção nacional. Os canais deverão veicular três horas e meia por semana de conteúdo produzido no Brasil das 18h às 22h. Há ainda a determinação de que metade da cota nacional seja produzida por empresas que não sejam vinculadas a grupos de radiodifusão. Será um total semanal de uma hora e 45 minutos de programação independente. ANCINE - O texto, que tramitava havia quatro anos, determina à Ancine a função de verificar o cumprimento dessa meta de veiculação de conteúdo brasileiro e independente. O papel da agência foi a principal crítica da oposição. O senador José Agripino Maia (DEM-RN) afirmou que, apesar de votar a favor do projeto, entrará com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a atribuição de tarefas à Ancine. O relator do projeto, senador Walter Pinheiro (PT-BA), afirmou que não há delegação de funções novas à Ancine, que já tem a tarefa de regulação do setor. O texto foi aprovado no Senado sem modificações. O projeto acaba com o limite de participação estrangeira no setor de TV a cabo no país, que era limitado a 49%. CONSOLIDAÇÃO - O mercado já aposta em mudanças no setor com a aprovação da lei. O negócio mais esperado é a troca de comando na Net, hoje controlada pelas Organizações Globo. O empresário mexicano Carlos Slim e dono da Embratel, sócio na TV a cabo, deve assumir o controle da empresa. A Telefônica deverá assumir o controle da TVA. Para a empresa, o cliente ganhará com a maior concorrência. "O principal beneficiado será o consumidor, que terá à disposição um leque maior de opções de provedores ofertando TV por assinatura", diz a empresa. Net e a Oi não se pronunciaram. FONTE: FOLHA.COM

Novas advertências para embalagem de cigarro causam polêmica nos EUA

A Food and Drug Administration, agência governamental americana que regula medicamentos e alimentos, divulgou recentemente as novas imagens e mensagens, que devem ser adotadas por todas as empresas até setembro de 2012.
É a primeira vez em que elas terão imagens de advertência. Os anúncios devem ocupar a metade das partes da frente e de trás da embalagem. Na última terça-feira, as empresas RJ Reynolds Tobacco, Lorillard Tobacco, Commonwealth Brands, Liggett Group e Santa Fe Natural Tobacco anunciaram um processo contra o governo americano por causa da nova regra. Segundo as empresas, as advertências com imagens irão forçá-las a deixar os consumidores "deprimidos, desencorajados e com medo de comprar o produto". "O governo pode pedir advertências que sejam diretas, mas não pode pedir que um pacote de cigarros sirva como um mini outdoor para sua campanha anti-fumo" disse o advogado Floyd Abrams, que representa as empresas, em um comunicado. No mês de junho, a secretária de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Kathleen Sebelius, disse que as novas advertências podem impedir que jovens comecem a fumar e dar a adultos um novo incentivo para deixar o cigarro. "O presidente Obama quer que as mortes relacionadas ao tabaco sejam parte do passado da nação, e não do nosso futuro', disse. Estima-se que o consumo de tabaco seja responsável por 443 mil mortes nos EUA a cada ano. FONTE: BBC BRASIL

Descoberta de anticorpos pode revolucionar vacina contra Aids

Cientistas que pesquisam o vírus HIV afirmaram ter identificado 17 anticorpos poderosos. A descoberta pode abrir caminhos valiosos na busca por uma vacina contra a Aids.
Anticorpos são a infantaria do sistema imunológico e atacam invasores que podem ser micróbios ou vírus, marcando-os para serem destruídos por células "assassinas" especializadas.
Munir anticorpos de forma a reconhecer patógenos faz parte do manual de produção de vacinas, mas tem provado ser algo extremamente difícil no caso do vírus da imunodeficiência adquirida, que causa a Aids.
Os novos anticorpos "amplamente neutralizantes" são a maior descoberta feita até agora e também são muitas vezes mais poderosos do que os descobertos anteriormente, afirmaram os cientistas em um artigo publicado na edição desta quinta-feira da revista britânica "Nature". "A maior parte das vacinas antivirais depende do estímulo às respostas dos anticorpos para funcionar de forma eficaz", explicou Dennis Burton, do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, Califórnia. "Por causa da variabilidade notável do HIV, uma vacina anti-HIV eficaz provavelmente teria que ativar anticorpos amplamente neutralizantes. É por isso que esperamos que estes novos anticorpos provem ser aquisições valiosas nas pesquisas para a vacina da Aids", acrescentou. Segundo a Iniciativa Internacional para a Vacina da Aids (IAVI, na sigla em inglês), uma ONG internacional patrocinadora das pesquisas, a busca por anticorpos neutralizantes do HIV seja "talvez o maior desafio" enfrentado por produtores de vacinas. Os 17 anticorpos foram isolados de quatro indivíduos soropositivos, um feito perecido com procurar agulha em um palheiro, pois apenas um número muito pequeno de pessoas produzem estas poderosas moléculas. A Aids já matou cerca de 30 milhões de pessoas desde que a doença passou a fazer parte do conhecimento público, em 1981. Segundo estimativas da ONU, cerca de 34 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV atualmente. FONTE: FRANCE PRESSE