segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aeronáutica investiga morte em quartel. Família culpa soldados

A Aeronáutica está realizando uma investigação paralela à do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar a morte da jovem Monique Valéria de Miranda, de 20 anos. Ela levou um tiro de pistola 9 mm no rosto e morreu dentro das instalações do Hotel de Trânsito, dentro do parque de materiais da Aeronáutica, no bairro do Ibura, durante um encontro às escondidas, no qual foram consumidos bebida alcóolica e armas.
Os três soldados que estavam com Monique foram presos em flagrante por abandono do posto de serviço, enquanto um inquérito foi aberto para investigar como a jovem e duas colegas dela tiveram acesso ao quartel. Os soldados, cujos nomes náo foram revelados, tinham mais de dois anos de corporação. As informações foram repassadas esta manhã pelo tenente coronel do Parque de Material Aeronáutico do Recife, Antônio Silva Filho. Segundo investigações preliminares da Polícia Civil, a Monique e outras duas jovens foram ao local a convite de soldados. Em dado momento, segundo as apurações, uma colega da vítima, também chamada Monique, teria apontado a arma para a amiga, quando ocorreu o suposto acidente. Além de Monique Freitas da Silva e Monique de Miranda (a vítima), também estava na cena da morte Mércia Cristina Vieira da Silva, 21. Abalada, a mãe da vítima Vilma Rejane de Miranda Costa, 46, comerciante, não culpa a colega da filha, mas os soldados: "Poderia ter sido o contrário. Um deles poderia ter sido morto", consola-se. Fonte: DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Após Barça com Messi, Real Madrid contrata argentino de 7 anos

O Real Madrid confirmou segunda-feira, segundo publica a agência "France Presse", a contratação de uma criança argentina de sete anos, Leonel Angel Coira, que jogará na sua categoria de idade pelo clube espanhol.
O menino, que já mora há três anos na Espanha, "vai começar a atuar pelo time a partir do dia 6 de setembro, declarou à "France Presse" um porta-voz da equipe.
Em entrevista para o diário espanhol "ABC", o pai de Leonel diz que fechou um contrato de um ano e ele poderá ser renovado, mas ainda não receberá nenhum salário.
Leonel optou pelo Real após ter recebido outra proposta do rival dos "merengues" na capital espanhola, o Atlético de Madri.
"Os 'olheiros' [do Atlético] foram os primeiros a enviar uma carta com proposta, mas após ter passado nos testes dos dois clubes, ele se sentiu mais à vontade no Real Madrid. Poderá jogar a primeira divisão aos 16", completou o pai, treinador de um pequeno time do subúrbio de Madri. Léo tem 1,40 m e 32 quilos.
Na última sexta-feira, o garoto foi ouvido pelo diário argentino "Olé", em que afirmou se espelhar no ídolo Messi, que trocou o país pela Espanha, para se desenvolver no Barcelona, aos 13 anos. Hoje, é considerado o maior jogador do mundo.
Ainda de acordo com o texto, Leonel é meia, destro e nasceu em 29 de março de 2004. Fonte: AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Sempre fomos e sempre seremos um país AAA, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira a decisão da agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) de rebaixar a nota da dívida americana de AAA para AA+ pela primeira vez desde 1917.
"Não importa o que uma agência pode dizer, nós sempre fomos e sempre seremos uma nação AAA. Apesar de todas as crises que passamos, temos as melhoras universidades, as melhores empresas, e os mais inventivos empreendedores", disse Obama. O presidente disse ainda que, apesar da redução da nota americana, os mercados ainda acreditam no crédito americano e que os EUA continuam um país seguro para os investidores. Obama aproveitou ainda para criticar o Congresso --e os republicanos-- por arrastar as decisões cruciais para economia americana por debates políticos e disse que o problema do país é a falta de vontade política de Washington. Ele reconheceu que, para os demais países, o debate prolongado do pacote fiscal aprovado na semana passada "poderia fazer grande dano a nossa economia e ao mundo". Após semanas de intensos debates, o Congresso americano aprovou no último dia do prazo a elevação da dívida total americana, de US$ 14,3 trilhões, em US$ 2,4 trilhões, em troca de cortes de gastos no mesmo valor. "Nosso problema não é nossa nota de risco, o mercado sabe que nossa economia é uma das mais seguras do mundo. [...] O problema é a falta de vontade política de Washington", afirmou o presidente. Na sexta-feira, quando rebaixou a nota americana, a S&P disse que a disputa entre os partidos --Democrata e Republicano-- sobre a política fiscal americana a deixou pessimista sobre a capacidade dos EUA conter o deficit. A S&P disse ainda que a medida reflete a opinião de que o pacote de medidas fiscais "fica aquém do necessário para estabilizar a dinâmica do débito do governo a médio prazo". Obama afirmou que "não há muito mais a cortar" do Orçamento e que os próximos passos não são radicais e sim de "senso comum e compromisso". O presidente defendeu uma reforma tributária que aumente os impostos dos mais ricos "para que os americanos que tenham condição façam sua parte pelo país" e condenou ideias de corte nos benefícios sociais. "Cortar os benefícios de seguro-desemprego tiraria 1 milhão de empregos e reduziria nosso crescimento em 0,5%", disse o democrata --que, como seu Partido, queria impostos para os mais ricos aliados aos cortes no Orçamento. Os republicanos, por sua vez, resistem ao aumento de impostos e defendem que a maior parte da contenção venha de cortes nos gastos. "Estas são propostas democratas e do governo, que republicanos concordam há anos. Não há razão para republicanos não concordarem agora", disse Obama. "Há muitas ideias de como conseguir redução de deficit que não ajudam a crescer", disse Obama. "Minha esperança é que a notícia de sexta [o rebaixamento] dê um novo sentido de urgência", disse o presidente. Ele afirmou ainda que o comitê bipartidário responsável pela segunda parte do pacote fiscal, a ser definida até novembro, terá cooperação total da Casa Branca. "Ficaremos em cima deles até o trabalho estar feito". Fonte: FOLHA.COM

Brasil fica de fora de serviços on-line populares no exterior

A oferta de meios para o consumo de mídia via internet parece aumentar e melhorar cada vez mais. Mas ouvir música pelo Spotify, acompanhar séries pelo Hulu, assistir a filmes pelo Netflix ou descobrir bandas novas pelo Pandora, por exemplo, pode ser complicado para quem mora no Brasil. Esses serviços, assim como tantos outros, não funcionam oficialmente no país.
Em boa parte dos casos, isso ocorre devido aos acordos de direitos de reprodução e distribuição, muitas vezes válidos apenas para determinados países. Como as negociações frequentemente deixam o Brasil de fora, usuários do país recorrem a jeitinhos para desfrutar desses serviços. Um dos métodos utilizados para driblar as restrições geográficas é a conexão via proxy ou VPN, que permite ao usuário, por exemplo, usar um endereço IP de outro país para acessar um serviço na internet. Algumas empresas, porém, exigem que o usuário tenha, além de determinado endereço IP, cartão de crédito emitido no país em que o serviço é oferecido. Há ainda aqueles serviços que até são disponibilizados no Brasil, mas com um conteúdo muito limitado em relação ao que é oferecido lá fora. Nesse caso, é comum um usuário do país ter uma conta de acesso às versões estrangeiras do serviço. Fonte: FOLHA.COM

Submarinos iniciam nova corrida ao fundo do mar

Em nome do crescimento econômico, da ciência e até do turismo de aventura para milionários, uma nova leva de veículos está se preparando para descer às regiões mais profundas do mar.
No fim do mês passado, a China fez com sucesso o mergulho de teste do Jiaolong, submarino batizado em homenagem a um dragão aquático da mitologia chinesa. Com cerca de 8 metros de comprimento e tripulação de três pessoas, o Jiaolong chegou a 5.000 metros de profundidade no oceano Pacífico. Foi só um aquecimento: a meta do governo chinês é atingir abismos de 7 km, o que daria ao país acesso a 99% do leito marinho do mundo. Isso deve acontecer já no ano que vem, afirmou Wang Fei, vice-diretor da Administração Estatal Oceânica da China, que coordena o plano. O aparelho coloca a China no time de países com acesso tripulado ao oceano profundo, ao lado de naus lendárias, como as americanas Alvin e Trieste. Fonte: FOLHA.COM

França quer bater recorde de deportações de imigrantes em 2011

O governo francês quer bater em 2011 seu recorde de deportações de imigrantes em situação irregular, chegando a um total de 30 mil pessoas, informou nesta segunda-feira o Ministério do Interior.
Um porta-voz ministerial afirmou que a meta foi determinada pelo ministro Claude Guéant, que decidiu aumentar o número de 28 mil deportações fixado por seu antecessor, Brice Hortefeux. Se atingido, o total seria o maior número de deportados registrado na França desde que teve início o procedimento de deportação de imigrantes irregulares, disse o ministério. Neste ano, 17,5 mil estrangeiros em situação irregular foram deportados do país, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Fonte: EFE

28% das mulheres assassinadas no país morrem em casa

As informações são do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, compilação de dados sobre a situação da mulher no país divulgado em julho pela Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados sobre o local de morte em assassinatos são de 2009.
A residência é o segundo local mais "perigoso" para as mulheres. De acordo com o anuário, as mortes por assassinato de mulheres ocorrem em primeiro lugar na via pública (30,7% dos casos), em segundo lugar em casa (28,4%) e em terceiro lugar no hospital (23,9%). No caso dos homens, quase metade das mortes por assassinato ocorre nas ruas (46,4%). O hospital responde por 27,7% dessas mortes e a residência, por 9,7%. Os dados mostram também a relação entre o local das mortes por homicídio e o estado civil da vítima. Entre os homicídios em que as vítimas são viúvas, 41,7% das mortes ocorrem em casa. No casos dos homens, a taxa é de 30,9%. No caso dos assassinatos em que as vítimas são casadas, 39,7% das mortes ocorrem em casa. O número entre os homens é de 14% --uma proporção de cerca de três mulheres para um homem. Dentre os homicídios de mulheres separadas judicialmente, em 36,1% do casos as mortes ocorrem em casa. No caso dos homens o número é de 19,2%. Já entre as solteiras, 24,8% das assassinadas morrem em casa, contra 8,4% no caso dos homens. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - De acordo com informações do anuário, quatro em cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. Os números sobre a violência doméstica são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2009, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a Pnad, 43,1% das mulheres já foram vítimas de violência em sua própria residência. Entre os homens, esse percentual é de 12,3%. Ainda segundo os números da Pnad de 2009, de todas as mulheres agredidas no país, dentro e fora de casa, 25,9% foram vítimas de seus cônjuges ou ex-cônjuges. DENÚNCIAS - A Central de Atendimento à Mulher, serviço que atende queixas de violência doméstica contra a mulher e esclarece dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, recebeu 1.952.001 ligações em pouco mais de cinco anos de existência --entre abril de 2006, quando foi criada, e junho de 2011. No período, foram 434.734 atendimentos sobre informações da Lei Maria da Penha (22,3% do total) e 237.271 relatos de violência, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres. A Lei completou cinco anos no domingo (7). Segundo a secretaria, 40% das mulheres que entraram em contato com o serviço convivem com seu agressor há mais de dez anos --em 72% dos casos, eles são casados com as vítimas. APLICAÇÃO DA LEI - Em entrevista à Folha, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, afirmou que, apesar de avançada, a Lei Maria da Penha ainda não é plenamente aplicada no país. Segundo a ministra, um dos desafios para a aplicação da lei é o reconhecimento de sua constitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal). "Aguardamos ansiosamente o julgamento da Adin [Ação Direta de Inconstitucionalidade] para colocar um fim no debate doutrinário sobre a constitucionalidade ou não da Lei Maria da Penha", afirmou. Para ela, o reconhecimento da lei "pode dar celeridade aos processos e evitar que muitas mulheres que denunciam seus agressores venham a morrer antes do final do processo". Outro desafio, segundo a ministra Iriny Lopes, é o aumento da rede de proteção às mulheres, com a qualificação de profissionais e a criação de equipamentos como casas abrigo, delegacias especializadas e juizados especiais. Fonte: FOLHA.COM

Funai pressiona e Câmara esvazia projeto de combate ao infanticídio

Sob pressão do governo, a Câmara esvaziou um projeto de lei que previa levar ao banco dos réus agentes de saúde e da Funai (Fundação Nacional do Índio) considerados "omissos" em casos de infanticídio em aldeias, informa reportagem de Bernardo Mello Franco publicada na Folha deste domingo.
A prática de enterrar crianças vivas, ou abandoná-las na floresta, persistiria até hoje em cerca de 20 etnias brasileiras. Os bebês são escolhidos para morrer por diversos motivos, desde nascer com deficiência física a ser gêmeo ou filho de mãe solteira. A Funai se nega a comentar o assunto. Nos bastidores, operou para enfraquecer o texto com o argumento de que ele criaria uma interferência indevida e reforçaria o preconceito contra os índios. Do outro lado da discussão, ONGs e deputados evangélicos acusam o governo de cruzar os braços diante da morte de crianças e defendem que o Estado seja obrigado por lei a protegê-las. FONTE: FOLHA ONLINE