domingo, 31 de julho de 2011

Acordo para evitar calote dos EUA será feito no prazo, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento rápido na noite deste domingo sobre a renegociação do aumento do teto da dívida dos Estados Unidos.
Em um período de aproximadamente cinco minutos, Obama declarou que o acordo será feito dentro do prazo (cuja expiração ocorre em 2 de agosto), e que "os líderes de ambos os partidos desejam o acordo". O presidente também disse que o corte de gastos do país deve ser de US$ 1 trilhão ao longo de dez anos. No total, os cortes devem extrapolar US$ 2 trilhões, em uma segunda etapa do plano ainda não detalhada. Tanto os republicanos quanto os democratas concordam com a meta, segundo o presidente. "Não concluímos ainda. Eu quero alertar os membros de ambos os partidos para que tomem a atitude certa, e para que apoiem esse acordo", declarou o presidente, que também classificou como "devastador" o efeito de um possível calote do país norte-americano. Após o comunicado, Obama saiu sem falar com os jornalistas. O Senado deve votar a proposta já na manhã de segunda-feira, segundo informou a Reuters. Os mercados reagiram bem à declaração do presidente dos Estados Unidos: a bolsa japonesa teve ganho de 1,6%, enquanto o euro teve crescimento sobre o dólar e o iene, segundo o "The Wall Street Journal". Antes, o líder democrata Harry Reid declarou que a negociação com o presidente Barack Obama e com os republicanos para aumento do teto já chegara à conclusão. Agora, segundo informou o gabinete de Reid às emissoras NBC e CNN, o acordo dependeria apenas de ratificação dos parlamentares do Partido Democrata. NOVELA - O aumento do teto da dívida deve acontecer a fim de evitar que o país entre em default (suspensão de pagamentos), ao atingir o limite de seu endividamento na terça-feira. Também hoje, o Senado americano travou a tentativa do líder democrata, Harry Reid, de colocar sua nova proposta sobre o aumento do teto da dívida dos Estados Unidos em votação para evitar que o país entre em default (suspensão de pagamentos), ao atingir o limite de seu endividamento na terça-feira. Com o resultado de 50 votos a 49, o plano do senador Harry Reid não conseguiu a maioria necessária (60 votos) para avançar. Com a votação emperrada, as negociações sobre o assunto continuam hoje. A sessão, que estava prevista anteriormente para a 1h de hoje no horário local, havia sido adiada 12 horas dar mais tempo às conversas dos democratas com os republicanos sobre um acordo bipartidário. Mesmo que a proposta passe no Senado, ela ainda precisará ser votada na Câmara de Representantes, onde a oposição republicana possui a maioria das cadeiras. O líder republicano, Mitch McConnell, disse mais cedo que os negociadores do deficit estavam perto de um acordo de US$ 3 trilhões em cortes de gastos e que o plano incluiria um aumento de US$ 2,4 trilhões no limite do endividamento dos Estados Unidos --atualmente em US$ 14,3 trilhões. O novo valor seria suficiente para o governo arcar com suas obrigações até 2012. Na sexta-feira, os senadores recusaram o plano republicano sobre o tema, que havia sido aprovado cerca de duas horas mais cedo pela Câmara de Representantes. A proposta, apresentada pelo presidente da Câmara, o republicano John Boehner, buscava elevar o teto da dívida americana em duas etapas. Sem o aumento do teto da dívida até 2 de agosto, os americanos podem enfrentar elevação da taxa de juros e a queda do dólar. Com o aumento do custo das taxas de empréstimo, hipotecas e empréstimos estudantis ficam mais caros e o efeito é sentido por grande parcela da população. As controvérsias, entretanto, prosseguiram no começo da noite. Democratas da Câmara de Representantes (deputados) dos Estados Unidos podem se opor ao acordo de teto da dívida, cuja finalização foi anunciada hoje pelo senador Harry Reid, também democrata. A declaração foi dada pela líder do partido na Câmara, Nancy Pelosi. "Nós podemos não apoiar isso", declarou a deputada a repórteres nos Estados Unidos. TRÂMITE - Veja como, possivelmente, o aumento do teto se desenrolará no Parlamento: - Assim que for alcançado um acordo sobre o limite do endividamento do país, o líder da maioria no Senado, Harry Reid, buscará o apoio unânime para incorporar ao acordo condições impostas ao plano. - Se nenhum dos senadores fizer objeções, o Senado endossaria rapidamente a proposta revisada e a enviaria à Câmara dos Deputados, para votação. - Normalmente, a Câmara leva três dias entre a introdução de um projeto e sua aprovação final, mas essa regra foi deixada de lado e a votação poderá ser realizada horas depois de o Senado dar seu aval. - Assim que a Câmara aprovar a medida, a legislação sobre aumento do teto do endividamento do país será enviada para sanção do presidente Barack Obama. - Num outro cenário, se apenas um senador impuser objeções, Reid convocaria uma votação sobre procedimentos para a matéria a 1h da terça-feira (2h da madrugada em Brasília) para que o projeto possa seguir adiante. Essa votação poderá ser realizada mais cedo, se nenhum senador se opuser. - Se o projeto obtiver os 60 votos necessários para seguir adiante, uma votação final ocorreria às 7h de quarta-feira (8h em Brasília). Esse cronograma também poderá ser antecipado, se não houver objeções. - Depois disso, o projeto aprovado iria para a Câmara e, em seguida, para a sanção de Obama. FONTE: AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Pesquisas resultam em novas tecnologias e mais criatividade para uso do celular

Para muitas pessoas os aparelhos celulares servem apenas para receber e fazer ligações. Já para os pesquisadores do Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) a função destes aparelhos vai além da básica e, diariamente, instigam a criatividade para dar uma cara nova ao celular.
Os últimos aplicativos criados permitem que os usuários apaguem velas de um bolo de aniversário soprando a tela do aparelho e que a tela inicial seja desbloqueada ao reconhecer o rosto de seu proprietário. O processo criativo destes profissionais é constante e pode surgir através de um tema pré-estabelecido ou mesmo em um bate-papo informal no cafezinho. “Estamos diariamente pensando em coisas novas e em maneiras diferentes, úteis e sustentáveis de usar o celular”, disse o líder do projeto “Feliz Aniversário”, Allan Bezerra. O aplicativo já foi traduzido para o espanhol e inglês e conquistou usuários da Nokia em todo mundo. Na tela o usuário vê um bolo de aniversário cheio de velas acesas e, ao fundo, a tradicional música “parabéns pra você”. Em m dado momento o programa emite a mensagem: “pode assoprar as velas” e com um sopro na tela as velas são digitalmente apagadas. Esse sistema é o mesmo utilizado no aplicativo “Heolix” onde o usuário sopra um cata-vento e recebe informações sobre o sistema eólico de geração de energia. De acordo com o desenvolvedor de software, André Pedralha, o segredo dos dois aplicativos é que eles captam o som emitido pelo sopro, através do microfone do celular. “Até então, discutíamos como fazer isso e em uma das nossas experimentações vimos como o microfone captava o som, e deu certo”. O grupo de pesquisadores do Instituto criou ainda um aplicativo - também acionado pelo microfone - para auxiliar tetraplégicos. “Hoje, o celular é muito mais que um aparelho de comunicação à distância”, diz Allan Bezerra. Segundo ele, outro aplicativo com função social é o do sensor que informa deficientes auditivos quanto a emissão de sons a sua volta. “Dependendo do grau de deficiência e da afinidade do usuário com o aplicativo ele consegue identificar e diferenciar o ruído de uma voz humana do som de uma campainha”. Todos estes aplicativos já renderam diversos prêmios ao grupo, composto em sua maioria por amazonenses. O último foi conquistado em Londres, com o aplicativo que ganhou o nome de “Facelock”. Na ocasião, a Nokia reuniu usuários do mundo inteiro e perguntou o que eles gostariam de ter no celular e para desenvolver os aplicativos convidou pesquisadores de vários países. Os profissionais, incluindo os do INdT - os únicos brasileiros - tiveram 72 horas para desenvolver os softwares. “Um dos usuários queria que o aparelho reconhecesse o rosto do usuário e criamos, em tempo recorde, o ‘Facelock’”, comemora Allan. Os aplicativos da Nokia, exceto o ‘Facelock’, estão disponíveis no site www.nokia.com.br. Parceria - Alunos da Universidade Federal do Amazonas criaram 12 aplicativos com o tema ‘sustentabilidade’ O Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) tem parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e 15 alunos da instituição trabalham também na criação de aplicativos. Desde o início desde ano, o grupo criou 12 aplicativos todos baseados no tema sustentabilidade. De acordo com o coordenador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Eletrônica e de Informação (Ceteli), Vicente Lucena Junior, atuam no programa alunos dos cursos de design, engenharia elétrica e engenharia e ciência da computação. “São alunos dos cursos de graduação e de pós e são selecionados através de uma avaliação e do histórico escolar”, explica. Em média o grupo desenvolve um software por mês e, segundo Vicente, o prazo deverá ser estendido para dois meses para que os alunos possam detalhar ainda mais cada processo de criação. Diariamente, dedicam à criação, na própria Ufam, quatro horas/dia e ganham bolsa auxílio de pouco mais de R$ 600. Entre os últimos aplicativos criados está o “IMC Fácil” que calcula o índice de massa corporal do usuário de forma visual e dá dicas de saúde. Os softwares podem ser vistos no site ceteli.ufam.edu.br e baixados no site da Nokia (nokia.com.br). FONTE: PORTAL A CRÍTICA

Ciclista italiano é expulso do Tour do Rio após ofensa racista a brasileiro

Um bate-boca entre um italiano e um brasileiro no sábado terminou em expulsão no Tour do Rio de ciclismo. O italiano Marco Coledan, da equipe Trevidiani, foi acusado de fazer insultos racistas contra o brasileiro Renato Santos, o Centenário, que corre pela DataRo. Durante uma discussão na etapa Teresópolis-Rio das Ostras, Coledan teria chamado Renato de “negro sujo". A organização do evento decidiu excluir o italiano da disputa.
Murilo Ferraz, que também é da DataRo, morou na Itália durante oito meses e entendeu a ofensa proferida por Coledan. Ele contou para Renato Santos, e a equipe levou a reclamação à organização do Tour, que termina neste domingo. - Isso é inadmissível. A briga pode acontecer com qualquer um, mas não com palavras racistas. O Coledan me ofendeu com palavras racistas, falou “nero” e uma outra palavra que eu não consegui entender, e o Murilo me contou que era algo como “negro sujo”. Denunciei aos comissários, e isso desfez a equipe principal deles. Não vou levar o caso à polícia. O fato de ele não estar competindo já é uma punição – afirmou Renato. Técnico de Coledan na Trevidiani, Mirko Rossato minimizou a discussão: - Houve uma briga como em qualquer outra corrida. Na Itália essa situação é comum, mas foi uma decisão da organização, e a gente aceita. Renato ofendeu o Marco, e o Marco respondeu com uma palavra que na Itália não tem o menor significado racista – disse Rossato, sem entrar em detalhes sobre qual palavra foi usada. Murilo Ferraz discorda de Rossato e garante que houve racismo. - Foi racismo mesmo. Na Itália existe rivalidade, um esbarra no outro durante a prova, mas não a ponto de xingar e magoar outro ciclista – afirmou. FONTE: GLOBOESPORTE.COM

Elo entre sal e doenças do coração não é automático

Ninguém discute mais que o consumo excessivo de sal faz subir a pressão sanguínea. Mas um estudo em grande escala dos efeitos da redução do sal na dieta teve resultados inconclusivo, informa Ricardo Bonalume Neto em reportagem na Folha deste domingo.
A análise de sete pesquisas internacionais, envolvendo 6.257 pessoas, das quais 665 morreram (293 por doenças cardiovasculares) não apontou um elo claro entre a diminuição da pressão resultante do menor consumo de sal e a prevalência dessas doenças, ou a morte causada por elas. O trabalho foi feito pela Cochrane Collaboration, uma rede internacional de pesquisadores, e publicado na revista médica "American Journal of Hypertension". A equipe, liderada por Rod Taylor, da Universidade de Exeter, Reino Unido, garimpou 3.035 artigos e terminou com apenas sete estudos relevantes. O estudo não é uma "licença para comer salgadinhos", contudo; ele simplesmente mostrou que a redução do consumo de sódio não é necessariamente boa para todos. Houve até casos em que a redução do consumo foi nociva em pacientes com insuficiência cardíaca. O brasileiro consome em média 8,2 gramas de sal por dia (3,3 gramas de sódio), mais que as recomendações internacionais de ingestão de um máximo de 6 gramas (2,4 gramas de sódio), o equivalente a uma colher de chá. FONTE: FOLHA ONLINE

Teatro do grupo Silvio Santos fecha as portas neste domingo

Depois de cinco meses de casa cheia, chega ao fim neste domingo (31) --pelo menos por enquanto-- a temporada de "12 Homens e Uma Sentença", no teatro Imprensa. A montagem deve reestreiar no dia 9/9 no Tucarena.
A data marca o encerramento das atividades do teatro da rua Jaceguai, que tem 23 anos e pertence ao grupo Silvio Santos. O local é administrado pela filha do apresentador do SBT, Cintia Abravanel, e não ficou ileso às dificuldades financeiras que o grupo tem enfrentado nos últimos meses.
Além da peça de Eduardo Tolentino, o teatro também recebe "A Árvore Seca". FONTE: FOLHA ONLINE

Espero que ele seja limpo, diz vice-campeão sobre Cielo

Nem o italiano Luca Dotto acreditou quando viu o número dois ao lado de seu nome no placar eletrônico.

Em seu primeiro Mundial, o nadador de 21 anos já estava satisfeito por ter ido à final dos 50 m livre. A prata foi uma grata surpresa.

Campeão olímpico dos 100 m livre, o francês Alain Bernard ficou com o bronze.

"Eu acreditava que tinha chance, mas achava meio difícil. Tentei acompanhar o Cesar [Cielo] e pensei: 'Se estou no ritmo dele, significa que estou bem'", disse.

"Quando olhei o placar, pensei: 'Não é possível'.", disse o nadador, que vibrou mais com a medalha de prata do que Cielo com o ouro.

O italiano marcou 21s90, contra 21s92 de Bernard.

Questionado por jornalistas de seu país, Dotto disse que não pensa no que poderia ter acontecido caso o brasileiro tivesse sido suspenso no caso de doping.

"Espero, por mim, que ele seja limpo, acredito que seja. Podem discutir se deveria ser suspenso ou não. Mas não tenho que imaginar o que aconteceria se tivesse sido suspenso. Sou vice-campeão mundial e estou muito feliz com isso".

O italiano afirmou que ficou tenso na decisão, mas, mesmo assim, conseguiu melhorar seu tempo da semifinal, que era 21s97.

"É mais fácil fazer um bom tempo na semifinal porque não tem a pressão", afirmou o italiano, que citou Bruno Fratus como exemplo. Após fazer a melhor marca da semi, 21s76, o brasileiro foi 20 centésimos mais lento na decisão. FONTE: FOLHA ONLINE

Tempestade Nock-ten mata 52 nas Filipinas

Pelo menos 52 pessoas morreram nas Filipinas por causa da tempestade tropical Nock-ten, que atinge desde terça-feira (26) a ilha de Luzon, informaram as autoridades neste domingo.
Outras 27 pessoas estão desaparecidas, a maioria de pescadores jogados ao mar pelas ondas gigantes por causa de suas embarcações frágeis, informou o Conselho Nacional de Gestão de Desastres. O Nock-ten, o nome de um pássaro do Laos, continua progredindo para o Mar da China meridional depois de atravessar o norte montanhoso da grande ilha de Luzon, onde causou inundações e deslizamentos de terra. No total, 121 mil pessoas estão alojadas em centros de emergência, disseram as autoridades. FONTE: AFP

Cassações de prefeitos fazem Brasil ter mais de uma eleição por semana

Neste domingo (31), os 161.133 eleitores de Magé (RJ) devem voltar às urnas para a escolha do novo prefeito e vice, que ficarão no cargo apenas até o final do próximo ano. A nova votação faz parte do que já pode ser considerado um calendário eleitoral paralelo no Brasil. Desde 2009, quando teve início a atual legislatura municipal, o país já registrou 153 eleições suplementares, o que dá a média de 1,1 nova votação por semana. A média é quase cinco vezes maior que à da gestão passada (2005-2008).
Cada eleição suplementar segue o mesmo rito de uma votação comum, com calendário próprio (a votação acontece sempre aos domingos), campanha eleitoral e convocação de mesários e eleitores. No caso de Magé, a prefeita Núbia Cozzolino (PR) foi cassada por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação na campanha eleitoral ainda em 2008. Recorreu até a última instância, quando foi derrotada no início do ano. Na nova eleição, seis chapas – uma delas apoiada pela ex-prefeita – estão na disputa. Todos os eleitores são obrigados a votar, assim como nas eleições tradicionais. Por conta do clima tenso, forças federais vão dar segurança durante a votação. Não há estatísticas oficiais sobre os principais motivos que levam prefeitos eleitos a serem cassados. Mas somente em 2009, ano em que os prefeitos assumiram os cargos após as vitórias em outubro do ano anterior, foram 76 eleições suplementares realizadas. No ano passado foram mais 50, enquanto 2011 já registra a marca de 27. Além dessas eleições que já ocorreram este ano, outras três (duas no Ceará e uma Piauí) já estão marcadas para agosto e setembro, além da que ocorre hoje no Rio de Janeiro. O Nordeste é o campeão em eleições suplementares, com 59 retornos às urnas em dois anos e sete meses de legislatura. O Sudeste vem em seguida, com 39. Minas Gerais é o Estado recordista em novas votações, com 24 eleições suplementares. Proporcionalmente à quantidade de municípios, o Piauí, com 18 eleições suplementares nos 229 municípios, tem média de uma eleição para cada 12 cidades. Eleições suplementares duas vezes - Alguns municípios já chegaram a realizar duas eleições suplementares depois de 2008. Foi o caso, por exemplo, do município de São Francisco do Maranhão (MA), que voltou às urnas no dia 28 de fevereiro de 2010, mas a eleição daquela data foi anulada porque o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) proibiu os eleitores que não votaram no pleito de 2008 votassem na escolha do novo prefeito. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcou nova eleição no dia 18 de julho do ano passado. Já os eleitores de Conceição do Mato Dentro (MG) foram às urnas duas vezes: 13 de setembro de 2009 e 6 de fevereiro de 2011. Nos dois casos, o motivo foi o mesmo: cassação do registro dos prefeitos eleitos. Segundo o TSE, outras quatro cidades também tiveram - ou terão - que voltar duas vezes às urnas: Valença (RJ), Umirim (CE) – que terá a segunda eleição no dia 4 de novembro -, Marcação (PB) e Macarajá (SC). O UOL Notícias entrou em contato com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para saber quantos processos de cassação ainda estão na pauta e qual o custo das eleições suplementares, mas foi informado que a consulta deveria ser feita a cada um dos 27 tribunais regionais eleitorais, “que marcam, organizam e disciplinam as eleições suplementares”. O TSE também não soube informar qual o número de eleições nas legislaturas anteriores. Apenas disponibiliza dados dos anos de 2007 e 2008, quando foram realizadas 20 eleições suplementares Estado com mais eleições, o Piauí ainda tem 86 processos que podem resultar em novas cassações e, consequentemente, novas eleições. De acordo com dados do TRE-PI, cada eleição custa em média R$ 10 mil. Segundo o TRE, a realização das eleições suplementares não atrapalha os serviços cotidianos, pois são “extemporâneos os trabalhos que antecedem o pleito”. “No dia do pleito, são realizados pela própria Zona Eleitoral do município, cabendo ao Tribunal apenas aprovar a resolução que disciplina o pleito e dar apoio logístico, com o envio de técnicos para dar suporte às urnas eletrônicas, para que a eleição possa ser realizada com sucesso”, afirmou o TRE, por meio de nota enviada para a reportagem do UOL Notícias. OAB diz que há mais participação popular - Para o advogado Paulo Brêda, presidente da Comissão Especial de Combate à Corrupção e à Impunidade do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o número de eleições suplementares é recorde. Para ele, a mudança deve-se, principalmente, à maior participação popular, que resultou num número elevado de cassações de mandato. “A população passou a denunciar mais. Com um número maior de denúncias, há mais processos, há mais julgamentos e há mais cassações. Se a gente for fazer uma pesquisa, as cassações de mandatos parlamentares cresceram na mesma proporção. A verdade é que a sociedade acordou para a eleição limpa”, afirmou. Outro ponto ressaltado pela OAB é que a presença do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), cobrando o julgamento de processos, agilizou a análise dos casos, que antes ficavam esquecidos nas mesas dos magistrados. “O judiciário está pensando de forma mais adequada. A presença do CNJ forçou a limpar a mesa dos juízes. Com mais tempo, eles podem julgar a parte eleitoral”, disse Paulo Brêda. O advogado explicou que a maioria das cassações dos prefeitos é por conta de compra de votos ou abuso de poder político e econômico. Para ele, o país ainda está longe de atingir uma maturidade eleitoral. "Essa maturidade só virá com a educação. Toda campanha feita nesse país é para suprir a falta de educação. Você campanha para dirigir sem beber porque o sujeito não foi educado. É assim com a vacinação, cinto de segurança e eleições limpas. A gente está caminhando, mas ainda é lento. Sem educação básica de qualidade, a gente está só enxugando gelo, principalmente no Nordeste", assegurou. O coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em Alagoas, advogado Adriano Argolo, reconhece que a troca-troca de administradores pode causar problemas ao município, mas “a política do rouba, mas faz” é mais prejudicial do que qualquer ação positiva. “A partir de 1990, a lei 9.840 deu à Justiça uma maior rigidez em relação ao combate à corrupção. Antes, o político flagrado comprando votos sofria apenas multas e nada mais. Hoje, ele pode perder mandato e ficar inelegível por oito anos.” Argolo diz que a aplicação da nova lei e o recadastramento biométrico são pontos cruciais que estão mudando a mentalidade política do brasileiro. “Muitas pessoas tentam justificar o voto errado dizendo que aquele determinado político pode até roubar, mas ele está executando obras. O brasileiro tem de saber que isso não distribui renda, nem dá assistência as camadas mais necessitadas. Isso é um prejuízo imensurável”, afirma. FONTE: UOL

Após dar à luz três crianças, homem mostra barriga 'tanquinho'

O primeiro transexual a dar à luz, Thomas Beatie, mostrou sua boa forma 12 meses após o nascimento de seu terceiro filho.
Ele está malhado e sua barriga é tanquinho, ou seja, tem os músculos bem definidos. Beatie é um transexual de 37 anos, morador de Austin, no Arizona. Ele e a mulher Nancy, 46, têm três filhos, todos gerados na barriga dele. O casal chamou a atenção na primeira gravidez em 2007. Nancy passou por uma histerectomia, cirurgia para a retirada do útero, e, por isso, não pode ficar grávida. Ela amamentou as crianças, já que Beatie retirou os seios na cirurgia de mudança de sexo realizada em 2002 que o tornou legalmente homem. FONTE: FOLHA ONLINE

Votação sobre a dívida dos EUA fica para esta tarde

O líder do Partido Democrata no Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, anunciou que adiou por 12 horas a votação de seu plano sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. Para tentar costurar um acordo bipartidarista com os republicanos, solução que evitaria o calote do governo, aumavotação será realizada neste domingo (31) no Senado, às 14 horas de Brasília.
Reid disse que as negociações entre os líderes do Congresso e o governo estavam em andamento, mas que “havia ainda uma distância a percorrer” antes de um acordo ser alcançado. “Há muitos elementos para serem finalizados”, afirmou. O presidente dos EUA, Barack Obama, voltou a negociar com legisladores democratas e republicanos para elevar o teto da dívida, mas os planos de ambos os partidos desmoronaram nas duas câmaras. Na tarde do sábado (30), a Câmara dos Representantes (deputados), liderada pelos adversários republicanos de Obama, rejeitou um plano dos democratas do Senado para elevar o teto da dívida norte-americana, três dias antes do prazo limite fixado pelo Tesouro a partir do qual os EUA correm o risco de dar o primeiro calote de sua história. A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios. Neste sábado, governo e oposição deram sinais de que poderiam chegar a um acordo, mas não houve nenhum avanço oficial até a noite. Os representantes rejeitaram por 246 votos contra 173 o texto elaborado pelo democrata Reid. Com este voto, os republicanos da Câmara e seu líder, John Boehner, deram uma resposta à rejeição na sexta-feira pelo Senado de um texto republicano. Pressão, disputa política e muitas negociações marcam o fim de semana em Washington, já que o governo dos EUA está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo, os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote - que seria o primeiro da história americana. Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões, que é o valor máximo estabelecido por lei. Isso porque, nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso. Reuniões de emergência - Obama, seu aliados políticos e os republicanos fizeram reuniões de emergência neste sábado em Washington. O presidente se reuniu com as duas principais lideranças de seu partido, o senador Reid, e a líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. Além disso, o presidente americano também conversou pelo telefone com o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell. Mais cedo, Obama voltou a pedir que democratas e republicanos cheguem a um acordo rápido lembrando que há "áreas significativas" de concordância para isso. Impasse - Obama defende um plano bipartidário definitivo, que prevê cortes de gastos e põe fim a isenções de impostos aos mais ricos. A proposta da oposição republicana é de que o aumento da dívida seja feito em duas etapas. Assim, Obama teria que enfrentar esse mesmo embate em plena campanha eleitoral, em 2012. Além disso, a elevação estaria atrelada a um programa de corte de gastos do governo, o que contribuiria para derrubar a popularidade do presidente. O Senado americano discute agora se vota ou não a proposta dos democratas, partido de Obama, que prevê um aumento da dívida que valha até 2012. Essa proposta, no entanto, foi rejeitada neste sábado em votação simbólica na Câmara. Ainda neste sábado, uma carta assinada por 43 dos 47 republicanos do Senado foi divulgada afirmando que eles não votarão a favor de um plano democrata. Uma das possibilidades para a solução do impasse é justamente o que tem causado o conflito no Congresso: um plano sobre o teto da dívida que seja aprovado tanto pelos republicanos quanto pelos seus rivais democratas. Esse plano, além de aumentar o limite de endividamento do país, hoje em US$ 14,3 trilhões, precisaria possibilitar o reajuste das contas do governo dos EUA em longo prazo, explica o coordenador do curso de Negócios Internacionais e Comércio Exterior da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Evaldo Alves. “Em condições normais, o ideal seria chegar a um acordo e, como decorrência, a uma aprovação de um plano de contenção de gastos e aumento de impostos (...). Só que os EUA estão passando por uma época em que começa a existir um grande radicalismo político, nenhum lado quer abrir mão (...). É um diálogo entre surdos”, avalia o especialista. Próximos passos - Reid marcou para este domindo uma "votação teste" de seu plano. Ela pode ser usada para que se chegue a um texto compromisso entre os republicanos, a Casa Branca e a liderança da casa. Se isso ocorrer, o Senado deve fazer uma votação processual. São necessários 60 votos para passar dessa fase. Depois disso, uma nova votação será feita na segunda-feira -mas, se todos os senadores concordarem, ela pode ser antecipada. A lei então voltaria à Câmara dos Representantes. Os deputados podem concordar com as alterações feitas pelo Senado e então passar a lei adiante para que Obama, provavelmente na terça-feira, a assine, evitando o calote. Também há a possibilidade de a Câmara alterar a lei e a mandá-la de volta ao Senado. E se não houver acordo? - Caso o Congresso não chegue a nenhum acordo até terça, outra possibilidade seria que o presidente Obama elevasse o teto da dívida por meio de um decreto, por exemplo. O professor Arthur Bernardes do Amaral, da PUC-RJ, explica, porém, que Obama só poderia tomar uma atitude arbitrária em casos extremos. “Só pode em caso de segurança nacional. Ele não poderia fazer isso ordinariamente, só extraordinariamente.” Caso esta seja a escolha do presidente dos EUA, Amaral diz que “as consequências políticas seriam muito graves”. “Ele seria acusado de arbitrariedade. (...) O país foi fundado em cima do princípio de combater a tirania. Se o Obama agir como um autocrata, vai passar por cima da divisão do poder.” Isso, na opinião do professor, poderia comprometer uma tentativa de reeleição em 2012. Possível calote - Apesar de considerada remota pelos especialistas ouvidos pelo G1, a possibilidade de calote da dívida americana coloca em cheque a classificação de pagador mais seguro do mundo. “Nos mercados financeiros, já estaria o caos no dia seguinte (...). Isso sinalizaria a incapacidade dos EUA de fazerem um acordo, o que, em longo prazo, é preciso. Um calote seria um sinal de que nem mais nos EUA a coisa acontece. Geraria uma incerteza, já que para todos os investidores do mundo inteiro, o título americano é o mais seguro do mundo”, afirma o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Eduardo Soares Gonçalves. FONTE: AGÊNCIAS INTERNACIONAIS