sexta-feira, 27 de maio de 2011

Foto mostra inseto comendo filhote de tartaruga no Japão

Um pesquisador fotografou no Japão uma barata d'água no momento em que ela come um filhote de tartaruga, no que é considerada uma inversão pouco comum de papéis predatórios.
Grandes insetos da subfamília Lethocerinae são conhecidos por caçar pequenos vertebrados, incluindo peixes e sapos. Mas uma espécie particular já era conhecida por comer filhotes de cobras --e, agora, ficou comprovado que se alimenta até de tartarugas. O pesquisador Shin-ya Ohba registrou o comportamento pouco comum durante uma coleta de amostras realizada à noite na província de Hyogo, no centro-sul do arquipélago japonês. Em um texto publicado na revista científica "Entomological Science", Ohba descreve a sua observação de um Kirkaldyia deyrolli comendo o filhote de tartaruga em um fosso próximo a uma plantação de arroz. Usando as patas dianteiras, a barata d'água agarrou a tartaruga, enfiando seu "bico" semelhante a uma seringa no pescoço da vítima para poder se alimentar. Anteriormente, Ohba já havia fotografado estes insetos comendo cobras. "Todo mundo pensa que os insetos da subfamília Lethocerinae vivem de peixes e sapos. Embora comer tartarugas e cobras seja raro em condições naturais, [esta evidência] surpreende os naturalistas [por mostrar] hábitos alimentares vorazes", diz. ESPÉCIE AMEAÇADA - Os Kirkaldyia deyrolli são nativos do Japão, onde são encontrados em plantações de arroz e se alimentam principalmente de pequenos peixes e sapos. A espécie é considerada ameaçada pela Agência Ambiental Japonesa depois de reduções significativas em sua população nos últimos 40 anos, supostamente devido à perda de habitat e à poluição da água. As baratas d'água são os maiores exemplares dos insetos da ordem Hemiptera. Os integrantes da subfamília Lethocerinae são encontrados em lagoas de água fresca, lagos e córregos de baixa velocidade, além de rios nas Américas do Norte e do Sul e no leste da Ásia. Algumas espécies do gênero Lethocerus podem atingir até 15 centímetros de comprimento, têm hábitos noturnos e sabem voar, aproveitando a luz da lua cheia para migrar. Ocasionalmente, estes insetos picam seres humanos. FONTE: BBC BRASIL

'Não estou entendendo mais nada', disse piloto do AF447

Um dos três pilotos do voo AF 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009, disse 'não estou entendendo mais nada' durante a perda do controle do Airbus, declarou à BBC Brasil Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês).
A frase foi ouvida durante a transcrição da caixa-preta que grava as conversas dos pilotos e qualquer som emitido na cabine, como os alarmes. Segundo Troadec, as investigações vão se concentrar agora nas diferentes ações dos pilotos diante do problema da perda das indicações de velocidade do avião, causada pelo congelamento dos sensores, os chamados tubos Pitot. O BEA afirma acreditar que os sensores de velocidade, que ficam na parte externa do avião, tenham ficado entupidos por cristais de gelo formados em alta altitude. 'Vamos investigar qual foi o treinamento individual dos pilotos e quais procedimentos de emergência relativos a problemas nos sensores de velocidades foram aplicados', afirma Troadec. Em nota divulgada nessa sexta-feira, o BEA informa que o Airbus da Air France despencou em alta velocidade, caindo de uma altitude de 11 quilômetros em apenas três minutos e meio. A velocidade de queda foi de 200 quilômetros por hora, segundo Troadec. O diretor ressalta, na entrevista à BBC Brasil, que as causas do acidente ainda não são conhecidas. Boatos - O BEA não aponta até o momento que houve falhas dos pilotos, como sugerem vários rumores publicados pela imprensa internacional nos últimos dias. 'Sabemos que as falhas nos sensores de velocidade são o primeiro elemento de uma série de eventos que conduziram ao acidente. Se não tivesse ocorrido esse problema, não estaríamos na situação atual', disse Troadec. Os investigadores vão tentar descobrir porque a tripulação da Air France não conseguiu recuperar o controle do avião. 'Em incidentes similares, os pilotos haviam conseguido resolver a situação em um lapso curto de tempo', diz Troadec. Segundo a nota divulgada nessa sexta, após entrar em uma zona de turbulência, os pilotos foram confrontados a duas velocidades diferentes durante pouco menos de um minuto, uma delas indicando uma perda brutal da velocidade do avião. Mas o diretor do BEA afirma que as informações sobre a velocidade voltaram a ser indicadas um minuto após a perda desses dados nos computadores de bordo. 'Não sabemos ainda porque o controle do avião não pôde ser retomado', afirma. O nível de turbulência no momento, segundo ele, não era elevado. Em um relatório realizado por especialistas a pedido da Justiça francesa, divulgado pelo jornal Libération nesta sexta-feira, os especialistas apontam que a tripulação da Air France não estaria bem preparada para enfrentar o problema de congelamento dos sensores de velocidade em alta altitude, por falta de formação e de treino. Isso, segundo o jornal, poderia ser uma 'circunstância atenuante' para os pilotos. Foi com base no relatório desses especialistas, de março passado, que a Justiça francesa indiciou a Airbus e a Air France por homicídio culposo. Troadec afirma que um relatório preliminar sobre as causas do acidente será divulgado no final de julho. FONTE: BBC BRASIL