domingo, 2 de outubro de 2011

Menor homem do mundo continua na infância por causa de doença

O filipino Junrey Balawing, o menor homem do mundo, com apenas 60 cm de altura, vive preso à infância por causa de uma doença que interrompeu seu crescimento e o faz se comportar como um bebê.

Junrey, que completou 18 anos em junho, passa a maior parte do dia olhando a rua em sua humilde casa, onde mora com os pais e três irmãos mais novos, em uma região montanhosa do município de Sindangan, no sul das Filipinas.

Por chegar à maioridade, o livro Guinness declarou em 12 de junho que ele é o menor homem do planeta, com 59,9 cm. Apesar de ser considerado adulto, nada em seu comportamento o diferencia de um bebê, e assim o tratam as pessoas próximas.

A mãe do rapaz, Concepción Balawing, de 36 anos, não o deixa sozinho em nenhum momento, já que Junrey não consegue andar nem ficar em pé, e o carrega nos braços o tempo todo como se tivesse um ano, idade em que o filipino parou de crescer.

"Quando dei à luz, Junrey estava bem. Ele parou de se desenvolver como uma pessoa normal mais tarde. Quando tinha pouco mais de um ano o médico receitou alguns remédios para fortalecer os ossos, mas ele cresceu muito pouco", explica Concepción.

"Só voltamos a levá-lo ao médico aos 12 anos e o médico nos disse que ele não poderia andar e que não cresceria mais. E nos garantiu que não havia mais nada a fazer, apesar de termos ido a outro médico". Apesar de aparentemente só ser capaz de balbuciar algumas palavras e de repetir o que dizem seus pais, a mãe do rapaz afirma que "seu cérebro funciona bem".

Seu pai, Reynaldo Balawing, de 38 anos, considera que, apesar das aparências, seu filho é consciente do problema e ressalta que "se sente inferior as outras crianças porque muitas o ignoram quando ele as chama".

A situação de Junrey o impediu de ir à escola e ter amigos de sua idade, embora seus pais garantam que algumas crianças da vizinhança brincam com ele de vez em quando e o carregam no pequeno triciclo dado pelo prefeito da cidade.

Quando não está olhando a rua ou brincando com o triciclo, Junrey recorta papéis e pinta cadernos. Seus três irmãos, com idades entre nove e 13 anos, ajudam sua mãe a cuidá-lo e o chamam de "kuya", palavra da língua tagalo usada para mostrar respeito pelos irmãos mais velhos.

A concessão do recorde do mundo causou comoção nesta humilde família que vive da pequena renda do trabalho como ferreiro de Reynaldo, mas não tirou a família de Junrey da pobreza. Fonte: EFE

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