quarta-feira, 13 de junho de 2012

Casal é indiciado na Bósnia por escravizar alemã

Bettina Siegner é o local onde vivia como escrava
A justiça bósnia indiciou um casal local acusado de ter detido como escrava durante seis anos uma jovem alemã, Bettina Siegner, libertada em maio e mantida em uma "casa segura" na Bósnia, informaram nesta quarta-feira fontes judiciais.

"A promotoria indiciou Milenko e Slavojka Marinkovic por privação ilegal de liberdade realizada de forma cruel", declarou à AFP um porta-voz da promotoria, Admir Arnautovic.

"São acusados de ter sequestrado esta menina (...), de ter provocado ferimentos corporais, de tê-la tratado de forma desumana, de tê-la deixado sem comida e obrigado a realizar trabalhos agrícolas difíceis", acrescentou.

Enfrentam uma pena de dois a oito anos de prisão.

Bettina Siegner, de 19 anos, foi libertada em meados de maio pela polícia na localidade de Karavlasi (nordeste), onde estava detida desde "o fim de 2005", segundo a promotoria.

As autoridades foram alertadas por moradores de um povoado vizinho.

A mãe da jovem Bettina, Christine Siegner, havia confiado em 2005 a guarda de sua filha, quando ela tinha 12 anos, ao casal Marinkovic, que ela conheceu na Alemanha, para onde fugiram durante a guerra na Bósnia (1992-1995).

Segundo a promotoria, Siegner visitava a Bósnia de vez em quando. A promotoria também estuda acusar a mãe. FONTE: FRANCE PRESSE

Série de atentados deixa quase 60 mortos no Iraque

Pelo menos 56 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas nesta quarta-feira em uma série de atentados com carros-bomba em Bagdá e várias localidades ao sul e ao norte da capital iraquiana, informaram fontes policiais à Agência Efe.

Segundo as fontes, 11 veículos carregados com explosivos foram detonados em diferentes pontos do país no começo da manhã. Os atentados aconteceram próximos a grupos de peregrinos reunidos para um festival religioso marca o aniversário da morte do imã xiita Moussa al-Kadhim.

O atentado mais mortífero ocorreu na cidade de Al Hilla, 100 quilômetros ao sul de Bagdá, onde pelo menos 20 pessoas faleceram e 40 ficaram feridas.

Dentro da capital, houve ataques no bairro de Al Kazamiya, no norte, onde pelo menos sete pessoas morreram e 22 ficaram feridas; e na Praça de Oqba Ibn Nafea, no centro, que deixou seis mortos e 12 feridos.

Além disso, pelo menos nove pessoas morreram e outras 21 foram feridas pela explosão de outro carro-bomba perto de um centro comercial em uma estrada ao sul de Bagdá.

Também foram registradas explosões similares na cidade de Al Madaem, 30 quilômetros ao sul da capital; e no cruzamento de estradas de Al Nahrawan, ao sudeste de Bagdá, que deixaram cinco mortos e 22 feridos.

As fontes indicaram que em Al Balad, 80 quilômetros ao norte de Bagdá, a explosão de dois carros-bomba matou quatro pessoas e feriu outras 20.

Em Tikrit, 190 quilômetros ao norte da capital, um policial e dois civis ficaram feridos por duas explosões similares.

Além disso, as forças de segurança desativaram duas bombas colocadas em veículos, em operações que não causaram vítimas.

A violência segue em elevação no Iraque, cenário de atentados dirigidos principalmente contra alvos xiitas e as forças de segurança. Esses ataques se intensificaram desde a saída das tropas americanas, em 18 de dezembro.

A isso se soma a crise política desencadeada após a ordem de detenção contra o vice-presidente sunita, Tareq al-Hashemi, um dia depois do recuo americano. FONTE: EFE

USP é eleita a melhor universidade da América Latina

O ensino superior do Brasil vai bem, pelo menos se comparado apenas com as universidades latinas.

É isso que mostra um ranking divulgado hoje pelo QS, grupo britânico responsável por uma das principais classificações universitárias do mundo, a Top Universities.

A listagem latina traz a USP como a melhor universidade da região. Entre as dez primeiras há mais duas brasileiras: a Unicamp (3º lugar) e a UFRJ (9º). As demais instituições do topo são do Chile, do México e da Colômbia.

Nesta edição, o Brasil tem 65 universidades entre as 250 melhores da região. Isso significa que uma em cada quatro universidades de qualidade nos 19 países latinos analisados pelo QS é brasileira.

Segundo Catarina Roscoe, consultora do QS, o bom desempenho se deve a um investimento maior em educação.

"O governo brasileiro tem claramente priorizado o investimento em educação. A porcentagem da despesa pública investida em educação cresceu de 10,5% em 2000 para 17,4% em 2008", diz.

Mas os resultados não são animadores para todo o país. A UnB (Universidade de Brasília), por exemplo, caiu do 11º lugar no ranking passado, quando foi feita a primeira edição latina, para o 25º, ultrapassada por seis brasileiras.

A queda da UnB pode estar relacionada a problemas no envio dos dados analisados -como a quantidade de professores com doutorado (o que vale 10% da nota que cada universidade recebeu).

Para o matemático Renato Pedrosa, coordenador associado do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, os rankings não contam "toda a história". "Mas, se interpretados apropriadamente, podem indicar a direção de um sistema de ensino superior."

"O Brasil e a América Latina têm um longo caminho a percorrer. Talvez entender como Reino Unido, Austrália, Hong Kong e Coreia do Sul têm trabalhado seja um começo", afirma Pedrosa.

ADAPTAÇÃO LATINA - Na última listagem internacional divulgada pelo QS no ano passado, a USP apareceu em 169º lugar e a Unicamp, em 235º, dentre as 600 instituições avaliadas.

O desempenho do Brasil é pior do que o da China, mas está à frente de Índia e Rússia.

Para avaliar especificamente as universidades latinas, o QS adaptou os pesos de alguns dos critérios usados no ranking mundial.

A opinião dos empresários (foram consultados 11.580 nomes) sobre as universidades, por exemplo, teve o dobro do peso no ranking latino. FONTE: FOLHA.COM