sábado, 7 de janeiro de 2012

Ciência descobre o que enlouqueceu os pássaros de Hitchcock

Aves desorientadas que assustaram cidades litorâneas da Califórnia nos anos 60, e inspiraram o clássico Os Pássaros, estavam contaminadas por uma neurotoxina produzida por um tipo de fitoplâncton.

Verão de 1963 na Califórnia, Estados Unidos. A paz de uma pequena cidade litorânea chamada Bodega Bay é arrasada por um ataque selvagem: milhares de pássaros enlouquecidos arrasam casas, cortam a energia elétrica e os fios de telefone e causam várias mortes sangrentas. Não há explicação para o comportamento das aves. 

Essa é uma história que não aconteceu de verdade, mas ainda assim assustou milhões de pessoas, os espectadores do clássico Os Pássaros, do cineasta Alfred Hitchcock. O mestre do suspense, porém, se inspirou em fatos reais para conceber a obra. Dois anos antes, em 1961, ele havia lido nos jornais californianos a história de outra cidade litorânea, North Monterey Bay, que foi atacada por pássaros marinhos. Ao invés de machucar pessoas com bicos e garras, no entanto, as aves apenas regurgitavam anchovas e batiam em muros e paredes, desorientadas. Os acontecimentos pareciam saídos do livro The Birds, da escritora inglesa Daphne du Maurier, publicado em 1952. Como no cinema, não houve explicação para o que ocorreu.

Capa de jornal californiano da década de 60
reporta o ataque real dos pássaros
Trinta anos depois, em 1991, a natureza resolveu realizar um "remake" do fenômeno. Na mesma área, pelicanos apareceram na costa voando desorientados e morrendo aos milhares. E os cientistas conseguiram contar o final do filme: os bichos estavam infectados por ácido domoico, uma neurotoxina produzida por um tipo de fitoplâncton que prosperou nos mares locais na época por motivos ainda desconhecidos. Essas substâncias foram encontradas em grandes quantidades no estômago de peixes da região, que são o alimento dos pássaros marinhos.

Os cientistas suspeitavam que o mesmo motivo causou o surto dos pássaros de 1961, mas não havia evidências concretas. Cientistas das universidades da Califórnia e da Louisiana, nos EUA, porém, encontraram a diatomácea Pseudo-nitzschia em amostras de fitoplâncton da época. Segundo o estudo publicado na última edição da revista Nature Geoscience, as concentrações encontradas não deixam dúvidas quanto à presença massiva da neurotoxina no organismo de peixes que se alimentavam do fitoplâncton.

Cinquenta anos depois, essa neurotoxina tem reconhecido o seu "crédito" no episódio, pondo fim ao suspense. A pesquisa foi feita por Sibel Bargu, Mary W. Silver, Mark D. Ohman, Claudia R. Benitez-Nelson e David L. Garrison. fonte: VEJA.COM

Tablet de 100 dólares será exibido em feira de tecnologia

A organização One Laptop Per Child (OLPC) irá apresentar seu tablet de 100 dólares durante a Consumer Electronic Show (CES), em Las Vegas.

Chamado de XO-3, o tablet tem tela de 8 polegadas e o sistema Marvell Armada PXA618 de 1 GHz (system-on-a-chip). O principal foco do hardware do XO-3 é entregar um baixo consumo de energia a custos baixos.

Outros recursos do tablet incluem Wi-Fi, circuitos que permitem a recarga da bateria por painéis solares ou dispositivos manuais, tela Pixel Qi para ser lida mesmo à luz do Sol, duração de bateria de 8 a 10 horas e suporte a Linux e Android como sistema operacional. fonte: VEJA.COM

Colômbia devolve menina americana erroneamente deportada ao país

Sem passaporte e sem falar espanhol, a texana Jakadrien Turner ficou morando em Bogotá 
Uma norte-americana de 15 anos que foi deportada por engano à Colômbia conseguiu retornar aos EUA na última sexta-feira, em meio à perplexidade de sua família pelo fato de a menor de idade ter sido enviada a um país do qual sequer é cidadã.

A texana Jakadrien Turner foi devolvida às autoridades diplomáticas dos EUA depois de estas terem identificado que a menina era norte-americana.

Ainda não está totalmente esclarecido o processo de deportação de Jakadrien, que não tem passaporte colombiano e não fala espanhol.

Segundo relatos, a menina acabou tendo que viver e morar por cerca de oito meses em Bogotá até que a avó de Jakadrien, Lorene Turner, entrou em contato com a polícia de Dallas depois de identificar a neta no Facebook.

'Milhões de perguntas' - A adolescente havia fugido de casa em 2010 e dada como desaparecida em 19 de novembro daquele ano. Seu nome constava da lista do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas nos EUA.

Jakadrien havia sido detida pela polícia de Houston em abril de 2011, prisão que acabou levando à sua deportação, depois de a menina ter supostamente alegado que se chamava Tika Lanay Cortez, o nome de uma colombiana nascida em 1990.

"Eles (a polícia) não fizeram seu trabalho", disse Lorene Turner a uma TV local. "Como podem deportar uma adolescente à Colômbia sem um passaporte, sem nada?"

Johnisa Turner, mãe da menina, disse à agência Associated Press na sexta-feira que tinha "um milhão de perguntas" para fazer à filha, que chegou a Dallas na última sexta-feira.

"Estou muito empolgada", disse a mãe, antes de se encontrar com Jakadrien. "Sinto que um peso saiu (das minhas costas). Ao mesmo tempo, só me sentirei bem quando encostar nela, quando a colocar em meus braços."

INVESTIGAÇÃO - Autoridades migratórias dos EUA dizem que, após a prisão de Jakadrien, não encontraram nenhuma pista que indicasse que a menina havia dado um nome falso à polícia, mas afirmam que vão investigar as circunstâncias da deportação, diante da gravidade das acusações.

Também segundo a Associated Press, durante o processo de deportação, Jakadrien supostamente foi entrevistada por um representante do consulado colombiano em Houston, que lhe concedeu um documento de viagem.

Já a Chancelaria colombiana disse que Jakadrien recebeu os documentos a pedido da Agência Nacional de Segurança dos EUA.

Segundo autoridades colombianas, ao chegar ao país sul-americano, a menina foi inscrita em um programa social que lhe deu abrigo, assistência psicológica e um emprego de atendente de telemarketing. fonte: BBC BRASIL

Notícia de que Cristina Kirchner não tem câncer surpreende argentinos

A notícia foi dada neste sábado por seu porta-voz, Alfredo Scoccimarro, diante das câmeras de televisão do país, e provocou gritos e aplausos de seus seguidores concentrados na entrada do hospital Austral, na cidade de Pilar, onde Cristina foi operada na quarta-feira.

Segundo Scoccimaro, a operação para a retirada da glândula da tireoide foi bem-sucedida, mas exames posteriores detectaram que o órgão não contém células cancerígenas.

"O diagnóstico original foi modificado. (Exames) constataram a presença de nódulos em ambos os lóbulos da glândula tireoide, mas a presença de células cancerígenas foi descartada", disse o porta-voz.

A presidente já recebeu alta hospitalar e foi levada de helicóptero à residência presidencial de Olivos.

"Realmente é uma surpresa e que devemos comemorar", disseram apresentadores das emissoras TN e C5N, de Buenos Aires.

Em seus sites, os jornais Perfil, Clarín e La Nación, críticos ao governo, destacaram a informação em suas manchetes. "Cristina teve alta após diagnóstico que não poderia ter sido melhor", publicou o Perfil.

O fato de que Cristina teria câncer era considerado, até então, tão consumado que a revista semanal Noticias, nas bancas desde sexta à noite, véspera do mais recente boletim médico, destacou na primeira página: "A luta da presidente contra o câncer".

'Suficiente' Segundo o boletim médico, os exames indicaram que a cirurgia realizada foi "suficiente" para a retirada dos nódulos de Cristina, não sendo necessária "a administração de iodo radioativo".

Nos últimos dias, a saúde da presidente tinha provocado uma série de especulações na imprensa local. O La Nación enfatizou, em editorial, a importância das instituições num momento delicado da saúde da presidente. Analistas escreveram que a presença do câncer poderia levá-la a reduzir o ritmo de trabalho.

Nos últimos três dias, seguidores da presidente acamparam na entrada do hospital, e muitos levaram flores, bandeiras e cartazes com o nome de Cristina e de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, morto em outubro de 2010.

Durante a internação, a presidente foi acompanhada pelos filhos, Maximo e Florencia, além de sua mãe e de sua irmã. Na mídia local, neste período, foi destacado ainda o "papel crescente" de Maximo - que preside um grupo da juventude peronista que presta apoio ao kirchnerismo - como assessor direto da presidente.

"Maximo foi quem definiu todos os detalhes antes e durante a internação e também esteve em contato com assessores da presidente", afirmou Edgardo Alfano, comentarista de política da TN.

A expectativa é de que Cristina retorne ao trabalho em 25 de janeiro. Até lá, o vice-presidente e ex-ministro da Economia, Amado Boudou, ocupará interinamente a cadeira presidencial. fonte: BBC BRASIL
Heather Donahue em "A Bruxa de Blair" (1999) e na capa de seu livro
A atriz americana Heather Donahue, protagonista de “A Bruxa de Blair” em 1999, voltou aos holofotes depois de anunciar que tinha deixado a carreira de atriz para vender maconha medicinal. Em entrevista à Reuters, Donahue – que agora atende pelo codinome de “Grow Girl”– falou sobre seu cotidiano na nova profissão e o que a levou a mudar de ideia.

“Tenho muito orgulho do meu trabalho em ‘A Bruxa de Blair’. Sinto que fiz o que deveria. Recebi um Framboesa de Ouro de pior atriz naquele ano, e levei isso para a vida”, diz. 

“Depois de queimar todas as minhas lembranças da carreira de atriz, conheci um cara que vivia na cidade e ele me convidou para ir à sua casa onde plantava maconha. Não fazia ideia de que as pessoas faziam isso para sobreviver. Por isso comecei a escrever um livro sobre o assunto”, explica Donahue, que lançou o livro "Growgirl: How My Life After the Blair Witch Project Went to Pot" na última terça (3), nos Estados Unidos.

Quanto às perspectivas de vida, Heather diz que "às vezes gostaria de ser uma esposa da maconha". Para quem não entende, a Grow Girl explica: "Ela é tipo uma dona-de-casa dos anos 50. Toma conta de seu homem, tem um bebê e cozinha. Tem um jardim para colher alimentos, mas também pode ganhar dinheiro com isso”.

Apesar da descriminalização em 1996, algumas plantações ainda são ilegais no estado da Califórnia. Apesar disso, a ex-atriz não acha que está violando nenhuma lei. “Não estou fazendo algo errado, mas positivo para o mundo. Acho que o problema é a política, não a planta. A proibição causa mais dano do que a maconha e eu acho que o assunto tem que ser tratado com um pouco mais de humor", finaliza. fonte: UOL

'Megagrávida' de Taubaté (SP) leva 4 Marias na barriga

A pedagoga Maria Verônica Aparecida Vieira, 25, de Taubaté (SP), está esperando quatro Marias para as próximas semanas, mas só descobriu que a gravidez era de quádruplos um mês atrás.

O primeiro ultrassom mostrou apenas dois bebês. Em outubro, "apareceu" mais um. Pelo tamanho da barriga, porém, a família já desconfiava que vinha mais criança por aí.

Na 34ª semana de gestação (a gravidez dura cerca de 40 semanas), a pedagoga precisa encomendar suas roupas, dorme "quase sentada" e tem dificuldade para andar.

E afirma que fica o tempo todo descalça porque, com os pés inchados, eles "não entram nem Havaianas". Até o momento, Maria Verônica diz ter engordado "apenas" 30 quilos. 

SORTE - Dona de uma escola infantil, ela e o metalúrgico Kleber Eduardo Vieira, 37, são pais de um menino de quatro anos, Kauê, e vivem um caso raro.

A probabilidade de uma mulher ficar grávida de quadrigêmeos univitelinos, sem tratamento, como neste caso, é de 1 para 658,5 mil, segundo o obstetra Helvio Bortolozzi Soares, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

De acordo com ele, a gestação é de alto risco porque pode provocar trombose e pré-eclâmpsia (aumento súbito na pressão arterial).

Em gestações múltiplas, diz o obstetra, o mais comum é que os bebês nasçam com baixo peso e prematuros, até a 33ª semana de gestação.

"Ela tem sorte, ultrapassou o limite de prematuridade", afirma Soares. "Se ela fizer um bom pré-natal, há chance de os quatro bebês nascerem saudáveis, mesmo com o peso menor que o normal."

CORES - A pedagoga diz que, durante as consultas semanais, não foi detectado nenhum problema com as filhas.

A cesárea deve ser feita por volta do dia 20. Até lá, ela conta com a ajuda financeira de conhecidos para fazer as compras necessárias.

Quando as Marias nascerem (Klara, Eduarda, Fernanda e Vitória), o casal pretende vestir cada uma com uma cor diferente para identificá-las. fonte: FOLHA.COM