sexta-feira, 18 de maio de 2012

Hospital diz que degola de bebê morto é procedimento padrão; caso gerou polêmica no SE

Alcilene Amorim acusa o hospital
de ter matado seu bebê
A direção da Maternidade Santa Izabel em Aracaju (SE) esclareceu que fez um procedimento padrão quando arrancou a cabeça de um bebê, ainda dentro da barriga da mãe, para depois fazer uma cesariana para a retirada do corpo, já que o bebê estava morto. A dona de casa Alcilene Amorim, 22, acusa o hospital de matar e decepar a cabeça de seu filho.

Segundo a diretora clinica da maternidade, Débora Leite, a gestante teria chegado ao local no final da noite da segunda (13) em trabalho de parto. A equipe médica não teria ouvido os batimentos cardíacos da criança ao realizar os exames preliminares, o que é negado pela mãe. A diretora afirmou que os médicos informaram à paciente que a criança estaria morta.

Como a criança já estaria morta para os médicos, foi aconselhável fazer o parto normal, para não oferecer risco de infecção generalizada na mãe com a cesariana. Entretanto, ao tentar fazer o parto, três obstetras perceberam que o bebê era muito grande e não conseguiram retirá-lo. Assim, foi necessário extrair a cabeça e fazer a cesariana para retirar o restante do corpo. O bebê pesaria seis quilos segundo os médicos.

“Eles (obstetras) tentaram várias vezes retirar o bebê do modo convencional, mas como o feto estava com a cabeça ‘macerada’ (podre, amolecida) usaram uma técnica utilizada em casos raros como este e extraíram a cabeça do corpo do bebê”, explicou a diretora, reforçando que este é um procedimento técnico na área de obstetrícia.

Para o ginecologista e obstetra Manoel Marcos este era o procedimento aconselhável: “nesse procedimento de parição e estando a criança já morta comprovadamente, é aconselhado fazer a degola” explicou.

“Como a criança morta, naturalmente, não ajuda muito a nascer, então, em função do beneficio maior da saúde da mãe é feito esse procedimento clinico”, finalizou, ressaltando que ficou sabendo do caso pela imprensa.

A versão da famíliaA família da dona de casa denunciou que, por erro médico, os obstetras teriam decepado a cabeça do bebê durante o parto. "O médico foi ouvir os batimentos cardíacos do bebê, mas disse q não foi possível por conta da minha gordura. Então ele fez o exame do toque e pediu que o parto fosse feito imediatamente", contou Alcilene, que mora em um pequeno imóvel na zona norte da capital sergipana com mais três filhos e o marido. A criança levaria o nome de Neymar Jefferson, em homenagem ao jogador do Santos.

Ela contou que durante o trabalho de parto, cinco médicos foram tentar ajudá-la e dois deles até subiram em cima dela. Ela disse que teria ouvido um estalo e logo em seguida ouviu um dos médicos lamentado pelo ocorrido. "Ele que tentou puxar o meu filho e arrancou a cabeça dele. Até outro doutor que estava do meu lado perguntou o que ele tinha feito e chamou ele de doido", afirmou Maria.

Alcilene disse que teria questionado um dos médicos se a criança estava viva e ele teria respondido apenas que o importante era salvar vida da mãe. “Eu tive uma gravidez normal e fiz meu pré-natal, há duas semanas fui ao médico e estava tudo bem... no domingo eu e minha sogra sentimos o bebê mexendo, ele não estava morto. Agora eu quero justiça", protestou.

A diretora da maternidade negou a versão da mãe e disse que ela estava ciente de todo o procedimento e que a mesma teria dito aos médicos não ter sentido o movimento da criança há cerca de três dias antes do parto. FONTE: UOL

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