segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alimentação inadequada e os riscos para o desenvolvimento infantil

Quando o assunto é alimentação, a preocupação dos pais é constante. Saber se os filhos consomem todos os nutrientes, proteínas e vitaminas de forma adequada e equilibrada é fundamental, independentemente da idade da criança. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desnutrição infantil no País diminuiu nos últimos 30 anos, porém, o número ainda é alarmante. Cerca de 1,89 milhão de crianças menores de 10 anos sofrem com a desnutrição.
O fato de as crianças ficarem muito tempo na escola, ou fora dela, pode desencadear uma série de inquietações por parte dos pais. Nesse período, é fundamental atentar-se para a alimentação adequada, pois a carência nutricional nessa fase pode prejudicar o bom andamento dos pequenos na escola e nas atividades normais do dia a dia, causando desânimo e demais doenças, como obesidade e anemia. “Desnutrição e obesidade podem parecer que estão em sentido oposto, no entanto, obesidade é um tipo de desnutrição. As pessoas confundem obesidade com saúde quando, na verdade, o obeso pode estar muito mais doente que o desnutrido. Obesidade causa doença cardiovascular, diabetes, problemas de coluna e muitas outras doenças graves”, explica Daniel Magnoni, médico cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor). Cabe aos pais elaborar um cardápio rico em nutrientes com alimentos saudáveis e refeições em horas certas e sem exageros. É importante iniciar a formação de hábitos alimentares assim que as crianças são apresentadas aos alimentos, ou seja, assim que abandonam o leite materno. “Altere o cardápio a cada refeição, mas não apresente todas as novidades de alimentos de uma só vez. Varie a seleção de carboidratos, que dá a energia para as crianças nas atividades diárias, as proteínas, que são essenciais para o crescimento e desenvolvimento dos pequenos e os alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais, responsáveis pela manutenção e o bom funcionamento do corpo”, diz o especialista. Todos os alimentos têm igual peso, ou seja, não há alimento mais importante que o outro nessa fase. O ideal é montar uma pirâmide de alimentos e abrir algumas exceções ao longo da semana. “Escolha um dia da semana para a criança se divertir nas guloseimas, mas sem exagero, pois com o excesso de doces e frituras, com o tempo ela pode apresentar doenças como obesidade”, salienta o nutrólogo. Sempre que possível, introduza o azeite na alimentação das crianças, pois é um alimento funcional natural, com alto teor de gordura monoinsaturada, o que aumenta o colesterol bom (HDL). “Ao consumir o azeite extravirgem, estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturada, 14% de saturada e 9% de poli-insaturada, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros. De forma semelhante, reduza ao máximo o consumo de açúcar, pães e doces, causadores de obesidade. Aumente bastante a carga de atividade física, seja esporte, ginástica ou outras atividades recreativas”, finaliza Magnoni. Dicas - A dica do nutrólogo é que os pais abusem da criatividade e introduzam aos pratos infantis alimentos coloridos para chamar a atenção das crianças. Uma sugestão é decorar as refeições, para atraí-las. Abaixo, algumas propostas que podem seduzir os olhos e fazer muito bem ao corpo na fase do desenvolvimento. • Prefira carnes magras às vermelhas; • Insira ao café da manhã iogurte, fibras – para auxiliar na digestão – e frutas; • Substitua sobremesas calóricas e com muito açúcar por frutas decoradas ou gelatinas; • Evite os refrigerantes, prefira os sucos naturais; • Escolha um dia da semana para liberar as guloseimas; • Não insista para que a criança coma. Ela procurará o alimento oferecido quando sentir fome; • Varie o cardápio, mas administre bem as novidades; • Siga uma ordem de horário para as refeições e os lanches intermediários; • Use a criatividade ao preparar os pratos, abuse dos legumes, para ter um prato colorido, e das formas dos lanches para atrair a atenção. FONTE: PORTAL O QUE EU TENHO?

Descoberta da Aids completa 30 anos

A Aids, uma doença ainda sem cura, foi descoberta há trinta anos e já provocou 30 milhões de mortes, transformou o mundo, gerou um investimento financeiro exemplar, uma mobilização em larga escala e avanços médicos espetaculares.
Há 30 anos, no dia 5 de junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu em cinco jovens homossexuais uma estranha pneumonia que até então só afetava pessoas com o sistema imunológico muito debilitado. Um mês depois, foi diagnosticado um câncer de pele em 26 homossexuais americanos e se começou a falar de "câncer gay". No ano seguinte, a doença foi batizada com o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Sida, em inglês Aids. Em 1983 uma equipe francesa isolou o vírus transmitido pelo sangue, secreções vaginais, leite materno ou sêmen, que ataca o sistema imunológico e expõe o paciente a "infecções oportunistas" como a tuberculose ou a pneumonia. Os 30 anos de Aids que fizeram milhões de vítimas, também foi uma época de grandes êxitos contra o vírus. Em 1996, com o desenvolvimento dos anti-retrovirais, a doença mortal passou a ser uma enfermidade crônica. O Fundo Mundial, criado em 2002, já distribuiu 22 bilhões de dólares em subsídios e um "programa de urgência" foi organizado nos Estados Unidos. "A Aids mudou o mundo; uma novo relação social foi criada entre os países do norte e do sul de maneira que nenhuma outra doença já tinha provocado", destacou Michel Sidibé, diretor da ONUAIDS. A sua maneira, os doentes participam também na luta e se transformam em "pacientes experts", que relatam aos especialistas sua experiência, definem as necessidades e anotam os efeitos indesejáveis dos tratamentos, segundo Bruno Spira, presidente da associação Aides. A Aids tem matado menos, no entanto ela não desaparece. Pelo contrário, o número de pessoas infectadas tem aumentado nos últimos anos, exigindo mais pesquisas, mais tratamentos e mais dinheiro. Por enquanto, apenas uma em cada três pessoas que necessitam de tratamento tem acesso às drogas. Ainda pior é que para cada duas pessoas que iniciam o tratamento, cinco outras pessoas são contaminadas. Os esforços agora são direcionados para a prevenção com novos métodos: a circuncisão, que segundo pesquisas ainda não conclusivas podem diminuir as chances de contágio; um gel microbicida para as mulheres e o tratamento dos doentes que diminui em mais de 90% as chances de transmissão do vírus. No entanto, mesmo com trinta anos de pesquisas, e muitos investimentos, ainda não há cura e a Aids está longe de ser vencida. Sem contar o fato que, segundo o Fundo Mundial, os financiamentos previstos para os próximos anos são claramente inferiores às necessidades. Além disso, dois terços dos soropositivos no mundo desconhecem a própria doença e disseminam o vírus. Na França, por exemplo, uma pesquisa revelou que 18% dos clientes de bares e saunas gays estão contaminados e 20% destes desconhecem. Socialmente, a Aids ainda é uma doença pouco comum, e muitos preferem ignorá-la. "Ainda assim, como há 30 anos, é difícil reconhecer uma 'doença vergonhosa', que não quer ser discutida mostrada falada e examinada", diz Bruno Spire, também portador do HIV. "A Aids foi a maior epidemia do século XX e é a maior do século XXI", afirma por sua vez o professor Jean-François Delfraissy, da Agência de Pesquisa sobre a AIDS. FONTE: AFP

Hora do aperto nos EUA se aproxima, diz Volcker

O banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) pode em breve ser forçado a dar início ao processo de aperto monetário – isto é, ser obrigado a subir as taxas básicas de juros no país – diante do aumento das pressões inflacionárias, disse hoje o ex-presidente da instituição, Paul Volcker. "Diria que esse momento está se aproximando", afirmou Volcker em conferência em Madri. "Com o considerável déficit orçamentário que temos e o juro zero, não podemos ter esta situação para sempre sem problemas inflacionários", disse.
Reflexos – Um possível aumento das taxas de juros nos EUA traria reflexos imediatos para a economia internacional. Considerados os ativos mais seguros do mundo, os títulos do Tesouro americano teriam sua rentabilidade melhorada a partir da decisão. Com isso, uma parte considerável da liquidez internacional, hoje alocada em ações e commodities, poderia ser desviada para esses papéis. Tais ativos poderiam perder, portanto, uma parcela do vigor que tem apresentado nos últimos meses. No Brasil, possivelmente haveria redução dos fluxos de entrada ou mesmo saída de moeda americana, o que se traduziria em valorização menos acentuada do real ou até mesmo mesmo depreciação. Volcker afirmou acreditar que a inflação nos EUA – com a taxa para o núcleo pouco abaixo de 2% – está atualmente sob controle. Destacando as pressões de baixa nos salários causadas pela elevada taxa de desemprego, Volcker acrescentou ser pouco provável que o país experimente um descontrole de preços no curto prazo. Ainda assim, segundo ele, o Fed terá de monitorar de perto a situação e agir preventivamente antes de as pressões inflacionárias aumentarem. "É um teste real para o banco central ou para a política fiscal no momento", observou. FONTE: AGÊNCIA ESTADO

Cadela leva 40 tiros, é enterrada viva e sobrevive em Malta

Uma cadela levou 40 tiros de pequeno calibre no crânio e foi enterrada viva, em Malta, mas, desafiando todas a probabilidades, sobreviveu e passa bem. O caso, que ocorreu na semana passada na cidade de Birzebbuga, foi descoberto por acaso.
Um morador local ouviu um gemido vindo de uma tábua, no meio de um terreno. Quando o pedaço de madeira foi removido, o homem encontrou a cachorra enterrada, somente com o focinho para fora do chão. A cadela, que agora se chama Star, foi retirada e levada a um hospital veterinário. Ela foi operada e passa bem. A cadela recebeu propostas de adoção de várias partes do mundo, mas ela ainda levará um bom tempo para se recuperar totalmente. Agora, as autoridades de Malta querem rever as leis contra a crueldade em animais. Quem for condenado por violência contra os bichos pode pegar até um ano de prisão. FONTE: UOL NOTÍCIAS

Borboletas fêmeas fecham asas para evitar sexo, diz estudo

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos.
Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes --elas fecham suas asas. Ao recolher asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada "Ethology". O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka (Japão), notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas. "Também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades", disse Ide. Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria. VIRGENS - Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas. Ele então testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio. O pesquisador usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas. "Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas", disse o pesquisador à BBC. As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas. "Concluí que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder", disse Ide. No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, "mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis". "O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual", disse. FONTE: BBC BRASIL

Justiça terá de decidir se todos os moradores do Pará poderão opinar sobre a divisão do Estado

A Câmara dos Deputados aprovou, no início do mês, a realização de plebiscitos no Pará para consultar a população sobre as propostas de desmembrar o território para criar dois novos Estados: Carajás e Tapajós. Entretanto, ainda não se sabe se todos os paraenses poderão votar, já que não há consenso nem mesmo entre os autores dos projetos sobre quem deve participar do referendo.
Isso porque, para defender a realização de plebiscito, os dois projetos citam o mesmo trecho da Constituição Federal (o terceiro parágrafo do artigo 18), o qual diz que deve ser consultada sobre a mudança “a população diretamente interessada”. Assim, fica no ar a dúvida: afinal, quem pode ser afetado pela alteração? Todo o Estado, apenas os municípios que serão desmembrados, ou todo o Brasil? Para o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e o deputado federal Wandenkolk Gonçalvez (PSDB-PA), respectivamente autor e relator do projeto que cria Tapajós, o tema interessa a todos os municípios do Pará e, portanto, toda a população do Estado deve ser consultada. Já para o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), autor da primeira proposta de criar o Estado de Carajás, a decisão cabe apenas aos moradores das cidades que serão desmembradas do Pará. O tema é polêmico e, de acordo com o especialista Carlos Ari Sundfeld, professor da escola de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), provavelmente, a responsabilidade de pôr fim à dúvida ficará para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). - É polêmico. Eu acredito que a Justiça deverá entender como ‘parte interessada’ o Estado inteiro, devido aos impactos que essa mudança acarretará para os demais municípios. Para Sundfeld, a Justiça deverá seguir o que diz a lei 9.709 (de 1998), que trata justamente da realização de plebiscitos deste tipo, que entende como população diretamente interessada “tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento”. Ciente da controvérsia, o deputado Wandenkolk disse ao R7 que já consultou o TSE sobre quem deve participar do plebiscito, e aguarda uma resposta para os próximos dias. Porém, a assessoria da Corte informou que caberá ao TRE-PA (Tribunal Regional Eleitoral do Pará) deixar claro quem poderá opinar sobre as propostas, e acrescentou que só irá se pronunciar se o tribunal regional o consultar – o que ainda não ocorreu. Já o deputado Giovanni Queiroz afirmou, por meio de sua assessoria, que se o TSE interpretar que todo o Estado deve participar do plebiscito, ele irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), pois considera a medida “inconstitucional”. E o Brasil? - Enquanto a bancada paraense discute quem deve opinar dentro do Estado, há quem interprete como “parte interessada” todo o Brasil, devido aos impactos que a criação de dois novos Estados sobre os cofres da União. É o diz o pesquisador Rogério Boueri, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que calcula que Carajás e Tapajós causarão um saldo negativo anual de cerca de R$ 2 bilhões ao governo federal – sem contar os custos para a instalação dos novos poderes. As chances de toda a população brasileira ser consultada, como ocorreu em 2005 durante a discussão sobre desarmamento, são quase nulas. Mas nem por isso os demais Estados deixarão de ser questionados sobre o tema, como explica Sundfeld. - A oitiva do Brasil é feita através dos representantes no Congresso Federal, porque não basta a realização de um plebiscito, é preciso que o Congresso aprove essa lei complementar. [...] E, certamente, não será uma discussão fácil, pois não têm apenas efeitos financeiros, mas impactos na representação política do país, o que é mais grave ainda. Além de Tapajós e Carajás, tramitam no Congresso outras propostas para criar mais sete Estados e quatro territórios, fazendo com que o mapa do Brasil passe a ser dividido em 33 Estados e quatro territórios, além do Distrito Federal. O plebiscito a respeito da criação do Estado de Carajás deve ocorrer até novembro. FONTE:R7

Passageiro morre em capotagem durante cavalo de pau em Alagoas

Um passageiro de 32 anos morreu durante a realização de um cavalo de pau, na tarde deste domingo (29), em Santana do Ipanema (AL). O carro era ocupado pelo motorista e por pelo menos dois passageiros no momento do acidente. O corpo da vítima, que estava no banco do passageiro, ao lado do motorista, foi lançado para fora do carro.
O acidente foi flagrado por pelo menos dois cinegrafistas amadores, que postaram os vídeos na internet. Nas imagens, é possível ver que a picape que capota é acompanhada por outro veículo em uma pista de terra. Antes do acidente, os dois estão em alta velocidade, o que aparenta ser uma corrida de carros. O local é identificado no vídeo como sendo "campo de aviação". Em determinado momento, o motorista da picape, que está na frente do outro carro, resolve fazer uma manobra chamada cavalo de pau, mas perde o controle do veículo. É neste momento que o passageiro é lançado para fora do carro, que fica virado na pista. O motorista é retirado pelos espectadores, que esperavam os dois carros passarem, nos dois lados da pista. É possível ver, nas imagens dos cinegrafistas amadores, que havia mais de cem pessoas no local. Muitas delas correm para o veículo tombado e algumas seguram latas ou copos com bebidas. "O motorista foi identificado e será indiciado por homicídio culposo [quando não há intenção]. Ele foi imprudente e provocou a morte do passageiro", disse o delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcante, que vai assumir a investigação do caso. Ele afirmou que ainda não teve acesso aos vídeos do acidente, mas informou que devem ser anexados ao inquérito policial. O delegado não informou se o motorista foi preso em flagrante. FONTE: G1

Irã irá enforcar 300 traficantes de drogas, diz Justiça

Trezentos traficantes de drogas estão no corredor da morte no Irã, informou o Judiciário iraniano, refletindo a linha-dura do país com os narcóticos e aumentando as preocupações sobre o uso amplo no país da pena capital.
"Para 300 condenados em crimes relacionados às drogas, incluindo aqueles pegos com a posse de pelo menos 30 gramas de heroína, foram emitidos vereditos de execução", disse o procurador-geral do Irã, Abbas Jafari Dolatabadi, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Sharq. Todos os condenados devem ser executados por enforcamento. Segundo a Anistia Internacional (AI), o Irã fica atrás apenas da China no número de execuções, com pelo menos 252 pessoas executados ano passado. Além do tráfico de drogas, também são punidos com a pena de morte assassinatos, adultério, estupro, roubo a mão armada e apostasia (negação da religião) de acordo com a Sharia, lei muçulmana, praticada no Irã desde a revolução islâmica de 1979. O Irã minimiza as críticas contra seu sistema judiciário, afirmando estar implementando a lei islâmica e acusando o Ocidente de usar "dois pesos e duas medidas". O tráfico e o vício em drogas são um grande problema no Irã, país que tem uma longa e porosa fronteira com o Afeganistão, a maior fonte mundial de heroína. O Irã enforcou seis condenados por tráfico de drogas na quinta-feira, quando 11 condenados foram executados no total, sendo cinco deles em público. FONTE: REUTERS

Erupção do vulcão islandês Grimsvötn chega ao fim, diz geóloga

A erupção do vulcão Grimsvötn terminou, anunciou nesta segunda-feira a geóloga Steinunn Jakobsdottir, do Instituto Meteorológico de Islândia.
"A erupção terminou. Não há atividade desde a manhã de sábado", declarou Steinunn Jakobsdottir. O Grimsvötn registrou uma violenta erupção em 21 de maio, provocando uma coluna de cinzas de até 20 quilômetros de altura, o que prejudicou o tráfego aéreo na semana passada na Europa. O Grimsvötn, o vulcão mais ativo da Islândia, entrou pela última vez em erupção em 2004. Na ocasião, a atividade se prolongou por poucos dias, afetando o tráfego aéreo islandês por um curto período de tempo. Os geólogos já haviam anunciado que o Grimsvötn, que costuma entrar em atividade a cada meia década, voltaria a sofrer uma erupção ao longo deste ano. Em abril de 2010, a erupção de um outro vulcão islandês, o Eyjafjöll, provocou a maior interdição do espaço aéreo já registrada na Europa. Na ocasião, mais de cem mil voos foram cancelados e mais de 8 milhões de passageiros ficaram impedidos de viajar durante um mês. No caso do Grimsvötn só ocorreram restrições parciais no Reino Unido, Alemanha e Escandinávia, além da própria Islândia. FONTE: FRANCE PRESSE

Nave Endeavour se despede da estação espacial pela última vez e inicia volta à Terra

A nave Endeavour, com seis astronautas a bordo, se afastou definitivamente nesta segunda-feira (30) da ISS (Estação Espacial Internacional), e iniciou seu retorno final à Terra. Após voltar à Terra, a nave vai ser aposentada e enviada a um museu de ciências em Los Angeles (Califórnia).
A última missão do Endeavour é também a penúltima do programa americano de ônibus espaciais, que depois de trinta anos terminará com o voo do Atlantis à ISS, em julho. A Nasa (agência espacial dos EUA) informou que a nave se separou à 0h55 (horário de Brasília) da estação, que fica a cerca de 385 km da Terra e se desloca a 27 mil km/h. Durante quatro horas e meia, o ônibus espacial realizou uma “pirueta” para que os astronautas a bordo da estação inspecionassem sua cobertura térmica. Quando os técnicos da Nasa comprovaram o bom estado dos escudos térmicos (que protegem a nave quando esta entra na atmosfera terrestre e o atrito gera temperaturas de cerca de 2.000 ºC), às 5h38, os motores foram ligados e a Endeavour começou a se distanciar da ISS. A aterrissagem no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), está programada para quarta-feira (1º). Essa missão incluiu quatro jornadas de trabalho dos astronautas fora do complexo ISS-Endeavour, que foram as últimas programadas na era desse tipo de ônibus espacial, iniciada em 1981 e que chegará a seu final em julho com a missão do Atlantis. A primeira missão do Endeavour, o mais jovem dos ônibus espaciais, ocorreu em 1992, e a partir de 1998 a nave foi uma peça fundamental no programa de construção e operação da ISS. FONTE: AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Policial do Zimbábue é preso por usar banheiro do presidente

Um policial do Zimbábue foi preso no início do mês acusado de usar um banheiro reservado apenas para o presidente, Robert Mugabe.
O sargento Alois Mabhunu trabalhava em uma feira anual de Comércio Internacional do Zimbábue, na cidade de Bulawayo, no oeste do país. Segundo o site da rádio Voice of People (VOP), do Zimbábue, Mabhunu foi preso no dia 7 de maio, um dia depois do incidente. O detetive do setor de homicídios estava trabalhando na abertura oficial da feira em Bulawayo. O presidente do banco africano Afreximbank, Jean Louis Ekra, e o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, também participavam da cerimônia. 'Mabhunu, devido ao chamado da natureza, correu para os banheiros reservados para Mugabe e seu convidado, Ekra, mas foi parado por outros oficiais que guardavam os banheiros', informou o site da rádio VOP. 'Sob intensa pressão do chamado da natureza, o oficial abriu caminho e conseguiu se aliviar.' Mas, Mabhunu foi preso no dia seguinte, depois de uma denúncia para os responsáveis pela segurança de Mugabe e comandantes da polícia na cidade, sob suspeita de invadir o banheiro do presidente. O policial está detido em um quartel nos arredores de Bulawayo e a rádio VOP entrou em contato com um porta-voz da polícia de Bulawayo, mas o porta-voz, Mandlenkosi Moyo disse à rádio que 'é um assunto interno'. Segundo a rádio VOP, Mabhunu está sendo julgado nesta segunda-feira. Segundo o site de notícias New Zimbabwe, a advogada defensora dos direitos humanos Beatrice Mtetwa perguntou por qual crime o policial foi acusado. 'Precisa haver uma lei dizendo que o banheiro é do presidente, mas este era um banheiro público. Eles precisavam ter divulgado uma proclamação no jornal do governo especificando isto. Aposto que eles não fizeram isto', disse a advogada. Em todos os lugares que vai, Mugabe, de 87 anos, é protegido por grandes esquadrões da polícia secreta e por soldados. Vários motoristas que cruzaram o caminho do comboio presidencial teriam sido atacados pelos seguranças de Mugabe, por exemplo. FONTE: BBC BRASIL

Sistema alemão pode dar saída a impasse da reforma política no Brasil

Um dos principais entraves da tão prometida reforma política brasileira pode encontrar na Alemanha uma possível solução. O país europeu junta os dois modelos propostos hoje, de forma divergente, pelos principais partidos do país para alterar a escolha dos políticos na Câmara dos Deputados.
De um lado, o PT defende o voto em lista fechada, quando o eleitor vota apenas no partido, e não no candidato; e de outro, o PSDB propõe o voto distrital puro, quando os Estados são divididos em áreas menores, os distritos, e quem for eleito representa aquela região. Em contato com estudiosos e políticos, além de uma visita ao próprio Parlamento alemão, chamado Bundestag, o R7 questionou se o modelo adotado na Alemanha, chamado misto - por combinar as duas fórmulas - não seria, afinal, uma solução simples e conciliadora. De forma geral, a resposta foi que, em tese, o modelo poderia, sim, melhorar a representação dos deputados. O difícil é convencê-los a mudar, especialmente quando isso atinge seus interesses partidários. Hoje, no Brasil, adota-se o chamado voto proporcional de lista aberta, em que o partido ocupa número de vagas proporcional ao número de votos que obteve nas urnas. Na Alemanha, metade dos deputados é eleito pelo voto proporcional de lista fechada e a outra metade, pelo voto distrital. A maior crítica que se faz à forma atual no Brasil é a chamada “crise de representatividade”. É que boa parte dos deputados ou não tem contato com o eleitor ou atua de forma independente de seu partido. Estudioso do tema, o consultor da Câmara Antonio Cintra, que já ajudou a elaborar vários projetos de lei sobre o tema, diz que a implantação do sistema alemão no Brasil ajudaria a definir melhor a atuação de cada deputado. - Hoje, há lideranças locais e lideranças de peso geral. Você teria um deputado para representar um distrito e um deputado para representar áreas maiores, como os Estados, ou até o país como um todo. Você tem necessidade de atender obras locais, e ao mesmo tempo você tem que decidir assuntos gerais, como salário mínimo, política contra inflação, medidas provisórias. É uma conciliação que dá forma a uma divisão que já existe na prática. Cintra é um defensor do fortalecimento dos partidos na representação dos diferentes interesses na sociedade. Embora hoje no Brasil estejam bastante desgastados, os partidos, argumenta o consultor, “são uma maneira de organizar, de simplificar o mundo para as pessoas”. - O eleitor não precisa ficar o dia inteiro estudando todas as questões e votando de acordo com o que ele estudou de cada questão, ele delega essa tarefa para uma organização chamada partido, que simplifica a escolha dele. Um dos maiores especialistas do Brasil no tema, o cientista político Jairo Nicolau, professor da UERJ, concorda que o sistema alemão é “engenhoso” por incluir também o deputado distrital, que tem mais contato com os eleitores de sua região. Mas para ele, a dificuldade seria dividir o país em distritos, já que os limites entre eles seria foco de grande controvérsia entre os políticos. - Quando você corta a zona sul do Rio e põe a favela da Rocinha num distrito ou num outro, você está mexendo com bases eleitorais de alguns políticos, que vão achar que estão favorecendo um partido ou outro. Sempre têm interesses. Mas o “o grande vilão” do sistema alemão, acrescenta Nicolau, é a dificuldade para o eleitor entender o cálculo que transforma seus votos em vagas na Câmara. - Você tem que dar dois votos, tem um deputado que é do distrito, um deputado que é da lista, um deputado pode perder no distrito, mas ganhar pela lista. A combinação matemática é complicada para o eleitor entender. Resistências - Mesmo com a divergência entre PT e PSDB, alguns de seus próprios parlamentares, mais ligados ao tema, até concordam em adotar adaptações do sistema misto alemão no Brasil. Mas as propostas sempre tendem para um lado. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), por exemplo, diz que dá para conciliar, mas aponta a dificuldade política para dividir os distritos como o maior impeditivo para sua implantação. - Todo mundo já sabe que nenhum sistema puro (distrital ou lista fechada) vai prosperar. (O proporcional) protege mais as minorias e dá uma pluralidade maior para o Parlamento. Eu, como relator, tenho que procurar mediações. Mas aqui no Brasil a viabilidade de passar é baixa, porque as pessoas têm uma visão de que tudo que for da lista pura é para beneficiar os partidos maiores. O entrave, para Fontana, está em “formar maioria” para aprovar qualquer proposta. É quase a mesma explicação do deputado Mendes Thame (PSDB-SP) para o impasse. Ele é autor de outro projeto que também adapta o sistema misto, mas que divide o país em distritos. - O PT quer a lista fechada porque eles consideram que isso vai beneficiá-los muito, esse é o problema. Não há um interesse coletivo, não há uma preocupação de melhorar o sistema eleitoral. Tem o interesse de cada partido pelo que vai beneficiá-lo, pelo que vai dar mais cadeiras. Ele evitou dizer se o voto distrital puro também beneficiaria o PSDB, mas argumentou que, pelo menos, ele evitaria que um deputado conseguisse votos em regiões do Estado, onde não é conhecido, apenas investindo alto na campanha. FONTE: R7

Novo método tem maior taxa de sucesso contra o cigarro

Um novo modelo de tratamento do tabagismo desenvolvido no InCor (Instituto do Coração) tem feito mais pessoas pararem de fumar, com menos chances de recaídas.
Cerca de 25 milhões de brasileiros acima de 15 anos são fumantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Chamado de PAF (Programa de Assistência ao Fumante), O modelo envolve três etapas: um diagnóstico mais preciso do grau de dependência, uma combinação de medicamentos e o uso de uma escala em que o médico vai medindo e tratando o desconforto causado pela abstinência do cigarro. A cardiologista Jacqueline Scholz Issa, criadora do método, que está há 18 anos à frente do ambulatório de tratamento do tabagismo do InCor, diz que a taxa de eficácia do programa, no período de um ano, é de 55% -contra 34% da que existia cinco anos atrás. Os índices de desistência e de recaída caíram de 40% para 26%. Esses primeiros resultados, obtidos a partir de 400 pacientes atendidos, foram apresentados à comunidade científica internacional em congresso no Canadá. Eles também serviram de base para a elaboração de um software, que pode ser acessado via internet por médicos de todo o país. Centros públicos terão acesso grátis. EMOÇÕES - O sistema permite saber quantos fumantes desistiram do tratamento, quantos sofreram efeitos colaterais dos remédios, quantos tiveram sucesso ou recaídas e quais as causas dos insucessos. Ele também permite que o médico avalie melhor o grau de dependência do tabaco, levando em conta não só o número de cigarros fumados, mas também as emoções (prazer, ansiedade, tristeza) associadas a ele. A partir desses dados, Issa desenvolveu uma metodologia de tratamento que considera, entre outras coisas, o grau de desconforto do paciente durante o período de abstinência. "É a partir disso que se associa ou não medicamentos. O tratamento vai sendo ajustado de acordo como grau de desconforto e é totalmente individualizado", explica. As drogas mais utilizadas são a vareniclina (Champix) e a bupropiona (Zyban), além de adesivos e gomas de nicotina. Antidepressivos também podem ser usados. TERAPIA - O programa não envolve abordagens de terapia cognitiva comportamental -o que é recomendado em programa do governo federal. Segundo Issa,uma boa relação entre o Médico e o paciente já garante o suporte necessário na fase de abstinência. O tratamento dura, em média, três meses e demanda de quatro a cinco consultas. "O follow up [acompanhamento] também pode ser feito por telefone ou por e-mail", diz. Médicos que trabalham com tratamento de tabagismo dizem que as taxas de sucesso do PAF são superiores às verificadas em outros centros, entre 30 e 40%. "Os resultados são maravilhosos", resume a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio. O pneumologista Ricardo Meirelles, do Inca (Instituto Nacional do Câncer), diz ter gostado da proposta do PAF e do fato que ela considera que, mesmo pessoas que fumam pouco, podem ter alto grau de dependência. Ambos acreditam, porém, que as chances de a pessoa abandonar o vício são maiores quando o tratamento inclui, além da medicação, abordagens de terapia cognitiva comportamental -técnica através da qual a pessoa tenta entender melhor suas emoções e modifica seu modo de agir. FONTE: FOLHA.COM

Estado de saúde de Sean Kingston é grave após acidente, diz site

O estado de saúde do cantor de hip hop Sean Kingston é grave, informou o site TMZ. Ele está internado em um hospital de Miami, nos EUA, após sofrer acidente de jet ski neste domingo (29). Segundo a página especializada em celebridades, ele está com ferimentos graves sendo tratado no setor de emergência.
Segundo um oficial ouvido pela CNN, o acidente teria acontecido quando Kingston e sua mulher passavam por baixo de uma pequena ponte, por volta das 18h. Ainda não foi divulgada a causa do acidente. FONTE: G1