quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Barrichello ignora conselho de Massa e visita Nestlé para tentar ficar na F1

A vontade hercúlea para ficar e não fazer da corrida em Interlagos a final na F1 está levando Rubens Barrichello, 39 anos e meio completados exatamente nesta quarta-feira (23), a bater pés e às portas das grandes empresas brasileiras. É um trabalho inédito em sua carreira, este de angariar fundos para anexar no currículo e concorrer com jovens potências do talento do automobilismo e da capacidade financeira.

Se vai conseguir, são outros quinhentos, mil, milhões de euros. As chances estão concentradas na Williams, sua casa nos últimos dois anos que não parece muito disposta a abrigá-lo em condições normais, e na Lotus Renaultoficialmente sem Robert Kubica durante todo 2012 - a história de que é só no começo da temporada parece balela; alguém que só agora consegue se mover sem auxílio de muletas e move com restrições braço e cotovelo tem ainda um longo processo de recuperação.

Barrichello recebeu de Felipe Massa novamente o conselho para abandonar a carreira e organizar uma festa de despedida no autódromo que o projetou nos próximos dias. Massa explicou que não vê Rubens indo atrás de patrocínio para aumentar suas possibilidades. Mas Barrichello não deu muito ouvido ao amigo Felipe, não. Preferiu se espelhar em outro amigo, Tony Kanaan, que no fim do ano passado foi buscar os milhões necessários para que seguisse na Indy após sua saída da Andretti. Tanto que esteve ontem de manhã na sede da Nestlé aqui em São Paulo para conversas orçamentárias.

O nome de Barrichello sempre esteve associado a companhias de grande porte. Desde a época do kart, ostentava os logos da Arisco, que investiria no piloto até sua chegada na F1. Lá estando, Jordan, 1993, o acordo previa o caminho inverso: Rubens é quem tinha de se virar para estampar a marca.

Mas logo surgiu a Philip Morris na vida do brasileiro, sem ligações tabagistas de início, e uma das suas marcas era o suco Tang, concorrente do Frisco. Barrichello acabou se desvinculando da Arisco. A PepsiCo também se aproximou (Pepsi, Ruffles e Pizza Hut). As antenas Santa Rita foram no embalo - US$ 300 mil por uma temporada, valores bem distintos dos de hoje. Quando foi para a Stewart, em 1997, Rubens estava sem patrocinadores. Com o tempo, a Davene veio.

Nos tempos de Ferrari, Nokia e NET estiveram com Barrichello em algum momento. Na Honda, a equipe ecológica e que pretendia mudar o mundo num carro de F1, não teve como mostrar logotipo algum. Na Williams também foi assim, até corridas atrás. A situação desconfortável que já enfrentava o fez se mexer. A Locaweb, hospedeira de sites, surgiu no capacete de Rubens.

A briga em que Barrichello se meteu é forte. Giedo van der Garde, por exemplo, tem 8 milhões de tutus do Velho Continente a dar. Adrian Sutil vem bem, obrigado, com uma quantia considerável nos bolsos com um pé fora da Force India, onde sua vaga deve ser passada ao compatriota alemão Nico Hülkenberg. E Bruno Senna já mostrou não está para brincadeira e tem apoio do homem mais rico do Brasil, Eike Batista, como aliado.

É improvável que Barrichello diga ao povo que fica às margens da represa de Interlagos. Quando e se o fizer, haverá de pagar o preço, caro e provavelmente justo, por tal. FONTE: WARM UP

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